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Alunos do Objetivo de Sto.André se tornam alvo de ladrões


Do Diário do Grande ABC

30/03/2005 | 14:49


Estudantes que cursam o ensino médio do Colégio Objetivo , na região central de Santo André, são vítimas de assaltantes no caminho de ida ou volta da escola. Desde o início das aulas, em 31 de janeiro, a direção do colégio foi informada de seis ocorrências pelos pais, que estão apavorados. Os estudantes, com idades entre 14 e 18 anos, são abordados em passarelas e pontos de ônibus na altura do número 700 da rua Coronel Alfredo Fláquer, a Perimetral. Mas o problema não fica restrito aos alunos do Objetivo. O Diário publicou no início deste mês reportagem em que estudantes do Colégio Singular, na rua Álvares de Azevêdo, no Centro, também têm sofrido na mão de ladrões.

A ocorrência de mais assaltos comprova a ação de ladrões na região central da cidade, a qual passa despercebida aos olhos da polícia. Isso porque as vítimas não registram boletim de ocorrência. Os estudantes, caracterizados pelas mochilas e o material à mostra, são visados pelos ladrões.

O grupo atrai pequenos criminosos, que procuram vítimas fáceis para roubar telefones celulares e algum trocado. O relato dos estudantes é sempre o mesmo: os assaltantes os perseguem e obrigam a parar no caminho com ameaças do tipo “Tô armado, deixa eu ver o que você tem no bolso”. O aluno do 1º ano do período matutino Vinícius Manzano, 15 anos, foi assaltado duas vezes só neste mês. Na primeira, diz que se dirigia ao Colégio Objetivo pela manhã e foi roubado numa das passarelas da Perimetral. Perdeu o telefone celular.

No segundo assalto, Vinícius voltava para casa e foi roubado no ponto de ônibus na mesma via. “Um cara me ameaçou com uma garrafa quebrada. Levou R$ 7.” O adolescente sai da escola ao meio-dia e meia. Orientado pelos pais, mudou o caminho, passou a pegar ônibus em ponto da rua Siqueira Campos. “Eles acham que a gente tem mais dinheiro.” O uso de uniforme, que identifica e expõe o aluno, é opcional no colégio.

O rapaz afirma que não registrou boletim de ocorrência em nenhuma das ocasiões. A maioria não o faz porque considera que as perdas são pequenas para permanecer horas na delegacia. Mas isso dificulta a identificação do problema pela polícia por não aparecer em estatísticas. Segundo o major Jorge Luiz Alves, que comanda o setor de Comunicação Social da Polícia Militar no Estado, apenas uma ocorrência de roubo relacionada a percurso escolar foi registrada em Santo André neste ano. “A Polícia Militar vai estudar a vinculação de assaltos a alunos”, diz o major. A direção do colégio relatou o problema em ofício enviado terça-feira à PM.

As histórias relatadas pelos alunos deixam os pais apreensivos. “Não vou esperar ocorrer alguma coisa com a minha filha para reclamar”, disse a dona-de-casa Maria das Graças Dumont Venerando, 39 anos, mãe de Juliana, 14 anos, colega de classe do rapaz assaltado duas vezes. “Na terceira semana de fevereiro, ela (Juliana) disse que estava com medo”, diz Maria das Graças.

Comerciantes da Perimetral dizem observar os roubos. É o caso de Gilberto (nome fictício), que há 15 anos tem estabelecimento no local. “Sei até quem faz os assaltos. São sempre os mesmos”, afirma. O delegado titular do 1º DP, Fábio Dal Mas, pede que as vítimas registrem a ocorrência. “Caso contrário, não há como prender os ladrões. Faço questão de apurar essa informação”, promete. Ele destacou os telefones da delegacia para denúncias semelhantes: 4438-1179, 4994-6224 e 4438-1604.


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Alunos do Objetivo de Sto.André se tornam alvo de ladrões

Do Diário do Grande ABC

30/03/2005 | 14:49


Estudantes que cursam o ensino médio do Colégio Objetivo , na região central de Santo André, são vítimas de assaltantes no caminho de ida ou volta da escola. Desde o início das aulas, em 31 de janeiro, a direção do colégio foi informada de seis ocorrências pelos pais, que estão apavorados. Os estudantes, com idades entre 14 e 18 anos, são abordados em passarelas e pontos de ônibus na altura do número 700 da rua Coronel Alfredo Fláquer, a Perimetral. Mas o problema não fica restrito aos alunos do Objetivo. O Diário publicou no início deste mês reportagem em que estudantes do Colégio Singular, na rua Álvares de Azevêdo, no Centro, também têm sofrido na mão de ladrões.

A ocorrência de mais assaltos comprova a ação de ladrões na região central da cidade, a qual passa despercebida aos olhos da polícia. Isso porque as vítimas não registram boletim de ocorrência. Os estudantes, caracterizados pelas mochilas e o material à mostra, são visados pelos ladrões.

O grupo atrai pequenos criminosos, que procuram vítimas fáceis para roubar telefones celulares e algum trocado. O relato dos estudantes é sempre o mesmo: os assaltantes os perseguem e obrigam a parar no caminho com ameaças do tipo “Tô armado, deixa eu ver o que você tem no bolso”. O aluno do 1º ano do período matutino Vinícius Manzano, 15 anos, foi assaltado duas vezes só neste mês. Na primeira, diz que se dirigia ao Colégio Objetivo pela manhã e foi roubado numa das passarelas da Perimetral. Perdeu o telefone celular.

No segundo assalto, Vinícius voltava para casa e foi roubado no ponto de ônibus na mesma via. “Um cara me ameaçou com uma garrafa quebrada. Levou R$ 7.” O adolescente sai da escola ao meio-dia e meia. Orientado pelos pais, mudou o caminho, passou a pegar ônibus em ponto da rua Siqueira Campos. “Eles acham que a gente tem mais dinheiro.” O uso de uniforme, que identifica e expõe o aluno, é opcional no colégio.

O rapaz afirma que não registrou boletim de ocorrência em nenhuma das ocasiões. A maioria não o faz porque considera que as perdas são pequenas para permanecer horas na delegacia. Mas isso dificulta a identificação do problema pela polícia por não aparecer em estatísticas. Segundo o major Jorge Luiz Alves, que comanda o setor de Comunicação Social da Polícia Militar no Estado, apenas uma ocorrência de roubo relacionada a percurso escolar foi registrada em Santo André neste ano. “A Polícia Militar vai estudar a vinculação de assaltos a alunos”, diz o major. A direção do colégio relatou o problema em ofício enviado terça-feira à PM.

As histórias relatadas pelos alunos deixam os pais apreensivos. “Não vou esperar ocorrer alguma coisa com a minha filha para reclamar”, disse a dona-de-casa Maria das Graças Dumont Venerando, 39 anos, mãe de Juliana, 14 anos, colega de classe do rapaz assaltado duas vezes. “Na terceira semana de fevereiro, ela (Juliana) disse que estava com medo”, diz Maria das Graças.

Comerciantes da Perimetral dizem observar os roubos. É o caso de Gilberto (nome fictício), que há 15 anos tem estabelecimento no local. “Sei até quem faz os assaltos. São sempre os mesmos”, afirma. O delegado titular do 1º DP, Fábio Dal Mas, pede que as vítimas registrem a ocorrência. “Caso contrário, não há como prender os ladrões. Faço questão de apurar essa informação”, promete. Ele destacou os telefones da delegacia para denúncias semelhantes: 4438-1179, 4994-6224 e 4438-1604.

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