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Geração de emprego com carteira
é 60% menor que no ano passado

Indústria, que teve corte de vagas, é a responsável por
queda no saldo na região, de acordo com dados do Caged


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

22/06/2012 | 07:00


Foram gerados, na região, 7.223 empregos com carteira assinada de janeiro a maio deste ano. Esse número é quase 60% menor que o total de 17.328 postos de trabalhos criados no mesmo período de 2011, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

O ritmo menor de abertura de vagas formais reflete, em boa parte, o desempenho do setor industrial, que eliminou 3.241 postos nos cinco primeiros meses de 2012. Dessa forma, o saldo só não foi menor porque outras atividades equilibraram essa balança, com destaque para os ramos de serviços, que abriram 5.673 empregos e a construção civil (3.152). "A indústria está sendo muito atingida, ainda por causa do aperto do crédito e do câmbio desvalorizado durante o ano passado e início deste ano", avalia o economista Dalmir Ribeiro, diretor do Dise (Departamento de Indicadores Socioeconômicos) da Prefeitura de Santo André.

Os dados também refletem o ritmo mais lento de toda a economia nacional, assinala o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, o professor Ricardo Balisteiro. As projeções dos analistas são de que o PIB (Produto Interno Bruto, ou seja, a soma das riquezas produzidas no País) crescerá 2,4% a 2,5% em 2012, ou seja, menos que os 2,7% de 2011. "Como reflexo disso, há acomodação do mercado de trabalho", afirma.

SERVIÇOS - Entre as cidades da região, Santo André foi a que teve maior geração de vagas (5.076). Grande parte disso se deve ao setor de serviços.

Outro estudo, o INA (Indicador do Nível de Atividade), realizado pelo Dise, mostra que esse segmento tem impacto mais expressivo no município, na comparação com o Grande ABC. Enquanto serviços têm peso de 52% na economia de Santo André, na região, representam 40%. "Esse é um setor dinâmico e cada vez mais exige pessoas mais qualificadas, em TI (Tecnologia de Informação)", afirma Ribeiro.

PERSPECTIVAS - Para os especialistas, há perspectiva de melhora no mercado de trabalho, sobretudo na área industrial, a partir do segundo semestre. Isso por causa das recentes medidas adotadas pelo governo para a retomada do consumo e da produção, como as reduções da taxa básica de juros e as diminuições do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

 

Em todo o País, foi o pior maio desde 2009

A criação de empregos formais registrou, em maio, o pior resultado desde 2009. Segundo o Caged, 139.679 vagas com carteira assinada foram criadas no mês passado no Brasil, número 44,5% menor que os postos de trabalho abertos em maio de 2011 (252.067).

No Grande ABC, o ritmo foi ainda pior: houve a geração de apenas 292 oportunidades de trabalho, 92% menos que os 3.551 criados no mesmo mês do ano passado.

Em todo o País, os setores que mais criaram empregos no mês foram o agropecuário, com 46.261 vagas abertas, serviços (44.587) e indústria de transformação (20.299).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Brasil gerou 877.909 empregos formais, 21% a menos que nos cinco primeiros meses do ano passado, quando 1,11 milhão de vagas foram abertas.

IBGE - Os números do Caged foram divulgados no mesmo dia em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou que a taxa de desemprego em maio ficou em 5,8%, o menor resultado do mês desde o início da série histórica, em 2002. As duas pesquisas têm metodologia diferente, o que pode explicar, em parte, os resultados divergentes.

Baseado em amostragens, o levantamento do IBGE leva em conta o emprego em seis regiões metropolitanas - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Já a pesquisa do Ministério do Trabalho considera a abertura e o fechamento de vagas com carteira assinada em todo o País com base em declarações enviadas pelos empregador.



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Geração de emprego com carteira
é 60% menor que no ano passado

Indústria, que teve corte de vagas, é a responsável por
queda no saldo na região, de acordo com dados do Caged

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

22/06/2012 | 07:00


Foram gerados, na região, 7.223 empregos com carteira assinada de janeiro a maio deste ano. Esse número é quase 60% menor que o total de 17.328 postos de trabalhos criados no mesmo período de 2011, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

O ritmo menor de abertura de vagas formais reflete, em boa parte, o desempenho do setor industrial, que eliminou 3.241 postos nos cinco primeiros meses de 2012. Dessa forma, o saldo só não foi menor porque outras atividades equilibraram essa balança, com destaque para os ramos de serviços, que abriram 5.673 empregos e a construção civil (3.152). "A indústria está sendo muito atingida, ainda por causa do aperto do crédito e do câmbio desvalorizado durante o ano passado e início deste ano", avalia o economista Dalmir Ribeiro, diretor do Dise (Departamento de Indicadores Socioeconômicos) da Prefeitura de Santo André.

Os dados também refletem o ritmo mais lento de toda a economia nacional, assinala o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, o professor Ricardo Balisteiro. As projeções dos analistas são de que o PIB (Produto Interno Bruto, ou seja, a soma das riquezas produzidas no País) crescerá 2,4% a 2,5% em 2012, ou seja, menos que os 2,7% de 2011. "Como reflexo disso, há acomodação do mercado de trabalho", afirma.

SERVIÇOS - Entre as cidades da região, Santo André foi a que teve maior geração de vagas (5.076). Grande parte disso se deve ao setor de serviços.

Outro estudo, o INA (Indicador do Nível de Atividade), realizado pelo Dise, mostra que esse segmento tem impacto mais expressivo no município, na comparação com o Grande ABC. Enquanto serviços têm peso de 52% na economia de Santo André, na região, representam 40%. "Esse é um setor dinâmico e cada vez mais exige pessoas mais qualificadas, em TI (Tecnologia de Informação)", afirma Ribeiro.

PERSPECTIVAS - Para os especialistas, há perspectiva de melhora no mercado de trabalho, sobretudo na área industrial, a partir do segundo semestre. Isso por causa das recentes medidas adotadas pelo governo para a retomada do consumo e da produção, como as reduções da taxa básica de juros e as diminuições do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

 

Em todo o País, foi o pior maio desde 2009

A criação de empregos formais registrou, em maio, o pior resultado desde 2009. Segundo o Caged, 139.679 vagas com carteira assinada foram criadas no mês passado no Brasil, número 44,5% menor que os postos de trabalho abertos em maio de 2011 (252.067).

No Grande ABC, o ritmo foi ainda pior: houve a geração de apenas 292 oportunidades de trabalho, 92% menos que os 3.551 criados no mesmo mês do ano passado.

Em todo o País, os setores que mais criaram empregos no mês foram o agropecuário, com 46.261 vagas abertas, serviços (44.587) e indústria de transformação (20.299).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Brasil gerou 877.909 empregos formais, 21% a menos que nos cinco primeiros meses do ano passado, quando 1,11 milhão de vagas foram abertas.

IBGE - Os números do Caged foram divulgados no mesmo dia em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou que a taxa de desemprego em maio ficou em 5,8%, o menor resultado do mês desde o início da série histórica, em 2002. As duas pesquisas têm metodologia diferente, o que pode explicar, em parte, os resultados divergentes.

Baseado em amostragens, o levantamento do IBGE leva em conta o emprego em seis regiões metropolitanas - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Já a pesquisa do Ministério do Trabalho considera a abertura e o fechamento de vagas com carteira assinada em todo o País com base em declarações enviadas pelos empregador.

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