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Indonésio é resgatado do mar após duas semanas das tsunamis


Da AFP

11/01/2005 | 10:15


O indonésio Ari Afrizal, arrastado para alto mar pelas tsunamis de 26 de dezembro, foi resgatado na segunda-feira, duas semanas após a tragédia. Ele sobreviveu sobre uma balsa de pesca de quase dez metros de comprimento, com uma cabana.

Na segunda, um navio cargueiro avistou a pequena embarcação de Afrizal e o capitão neozelandês John Kennedy ordenou o toque da sirene. "Pensei que as possibilidades de encontrar alguém vivo duas semanas depois eram muito pequenas. Para nossa surpresa, apareceu um homem de aspecto frágil", contou Kennedy.

Afrizal, natural de Desa Kabong, na província de Aceh — a mais devastada pela tragédia —, trabalhava na construção de uma casa quando a tsunami arrasou a região. "Deixei todos e comecei a correr para uma colina. Olhei para trás sem acreditar nos meus olhos. A onda levava tudo em sua passagem e em poucos segundos me pegou", relatou.

Ele só teve tempo de se agarrar a uma tábua de madeira antes de ser arrastado para o mar, em meio a muitos mortos e depois de testemunhar o desaparecimento de quatro amigos. Apenas no segundo dia ele encontrou uma sampana (embarcação usada no Extremo Oriente) virada e, após endireitá-la, conseguiu subir a bordo, apesar dos ferimentos.

Com apenas um pouco de água de chuva, se manteve a bordo da sampana até a manhã do quinto dia, quando encontrou a balsa de pesca. "Pensei que seria resgatado. Nadei até a balsa e subi a bordo. Então percebi que estava vazia", acrescentou.

Na embarcação ele encontrou três litros de água em um pequeno recipiente, quase 20 litros de querosene, lâmpadas e algumas roupas. Instalou-se da melhor maneira possível e se alimentou com os cocos que flutuavam no mar. "Comecei a ter alucinações e a ficar deprimido. "Havia perdido a esperança de viver", disse.

Ari Afrizal é o terceiro indonésio recolhido por barcos desde a tragédia de 26 de dezembro. Os outros dois — Rizal Shahputra e Malawati Daud, que estava grávida — sobreviveram graças a troncos flutuantes.



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Indonésio é resgatado do mar após duas semanas das tsunamis

Da AFP

11/01/2005 | 10:15


O indonésio Ari Afrizal, arrastado para alto mar pelas tsunamis de 26 de dezembro, foi resgatado na segunda-feira, duas semanas após a tragédia. Ele sobreviveu sobre uma balsa de pesca de quase dez metros de comprimento, com uma cabana.

Na segunda, um navio cargueiro avistou a pequena embarcação de Afrizal e o capitão neozelandês John Kennedy ordenou o toque da sirene. "Pensei que as possibilidades de encontrar alguém vivo duas semanas depois eram muito pequenas. Para nossa surpresa, apareceu um homem de aspecto frágil", contou Kennedy.

Afrizal, natural de Desa Kabong, na província de Aceh — a mais devastada pela tragédia —, trabalhava na construção de uma casa quando a tsunami arrasou a região. "Deixei todos e comecei a correr para uma colina. Olhei para trás sem acreditar nos meus olhos. A onda levava tudo em sua passagem e em poucos segundos me pegou", relatou.

Ele só teve tempo de se agarrar a uma tábua de madeira antes de ser arrastado para o mar, em meio a muitos mortos e depois de testemunhar o desaparecimento de quatro amigos. Apenas no segundo dia ele encontrou uma sampana (embarcação usada no Extremo Oriente) virada e, após endireitá-la, conseguiu subir a bordo, apesar dos ferimentos.

Com apenas um pouco de água de chuva, se manteve a bordo da sampana até a manhã do quinto dia, quando encontrou a balsa de pesca. "Pensei que seria resgatado. Nadei até a balsa e subi a bordo. Então percebi que estava vazia", acrescentou.

Na embarcação ele encontrou três litros de água em um pequeno recipiente, quase 20 litros de querosene, lâmpadas e algumas roupas. Instalou-se da melhor maneira possível e se alimentou com os cocos que flutuavam no mar. "Comecei a ter alucinações e a ficar deprimido. "Havia perdido a esperança de viver", disse.

Ari Afrizal é o terceiro indonésio recolhido por barcos desde a tragédia de 26 de dezembro. Os outros dois — Rizal Shahputra e Malawati Daud, que estava grávida — sobreviveram graças a troncos flutuantes.

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