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Projeto no Tocantins busca controle do efeito estufa


Do Diário do Grande ABC

07/08/1999 | 15:48


O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, participou neste sábado no Tocantins da inauguraçao do Centro de Pesquisa Canguçu de Seqüestro de Carbono. O projeto, instalado na margem direita do rio Javaés, na regiao da Ilha do Bananal, envolve cinco municípios em uma área de 770 mil e 587 hectares. Trata-se de um projeto audacioso de combate ao efeito estufa, cuja meta é conter 27 toneladas de gás carbônico durante 25 anos.

O projeto de seqüestro de carbono prevê a preservaçao de 200 mil hectares de florestas primárias no Parque Nacional do Araguaia e na Area de Preservaçao Ambiental do Cantao e a produçao anual de 120 mil mudas de árvores e arbustos nativos e fritíferos para distribuiçao nos cinco municípios que participam da iniciativa. No Tocantins, os cerca de 2 milhoes de hectares que compoem a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, têm sofrido com as queimadas.

Para o diretor executivo da empresa Ecológica, Divaldo Rezende, responsável pelas açoes, a idéia é estabelecer um sistema de monitoramento ambiental permanente, com a elaboraçao de um estudo regional, fornecendo recomendaçoes que possam ser usadas para gerar iniciativas de desenvolvimento apropriados nos municípios .

Na primeira etapa do projeto, que tem à frente a empresa Ecológica (de Palmas-TO), estao sendo investidos US$ 1,5 milhao, dinheiro financiado pela britânica AES Barry. A iniciativa tem como parceiros o Ibama, Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e a ONG Gaia. O programa será avaliado no mês de outubro, em Bonn (Alemanha), por delegaçoes de todos os países que participaram da Conferência de Kioto, em 1997.

Esse projeto coloca o Brasil dentre os três países no planeta ao lado de Peru e México, a desenvolver uma açao sistemática de monitoramento e preservaçao ambiental para a retirada de excesso de CO2 da atmosfera.

Em Palmas, antes de embarcar para o Centro de Pesquisa, Sarney Filho assistiu à incineraçao de seis toneladas de material de caça e pesca predatórias e assinou um convênio com o governo do estado no valor de R$ 700 mil, para investimento em projeto de extrativismo e criaçao de animais silvestres em cativeiro.



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Projeto no Tocantins busca controle do efeito estufa

Do Diário do Grande ABC

07/08/1999 | 15:48


O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, participou neste sábado no Tocantins da inauguraçao do Centro de Pesquisa Canguçu de Seqüestro de Carbono. O projeto, instalado na margem direita do rio Javaés, na regiao da Ilha do Bananal, envolve cinco municípios em uma área de 770 mil e 587 hectares. Trata-se de um projeto audacioso de combate ao efeito estufa, cuja meta é conter 27 toneladas de gás carbônico durante 25 anos.

O projeto de seqüestro de carbono prevê a preservaçao de 200 mil hectares de florestas primárias no Parque Nacional do Araguaia e na Area de Preservaçao Ambiental do Cantao e a produçao anual de 120 mil mudas de árvores e arbustos nativos e fritíferos para distribuiçao nos cinco municípios que participam da iniciativa. No Tocantins, os cerca de 2 milhoes de hectares que compoem a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, têm sofrido com as queimadas.

Para o diretor executivo da empresa Ecológica, Divaldo Rezende, responsável pelas açoes, a idéia é estabelecer um sistema de monitoramento ambiental permanente, com a elaboraçao de um estudo regional, fornecendo recomendaçoes que possam ser usadas para gerar iniciativas de desenvolvimento apropriados nos municípios .

Na primeira etapa do projeto, que tem à frente a empresa Ecológica (de Palmas-TO), estao sendo investidos US$ 1,5 milhao, dinheiro financiado pela britânica AES Barry. A iniciativa tem como parceiros o Ibama, Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e a ONG Gaia. O programa será avaliado no mês de outubro, em Bonn (Alemanha), por delegaçoes de todos os países que participaram da Conferência de Kioto, em 1997.

Esse projeto coloca o Brasil dentre os três países no planeta ao lado de Peru e México, a desenvolver uma açao sistemática de monitoramento e preservaçao ambiental para a retirada de excesso de CO2 da atmosfera.

Em Palmas, antes de embarcar para o Centro de Pesquisa, Sarney Filho assistiu à incineraçao de seis toneladas de material de caça e pesca predatórias e assinou um convênio com o governo do estado no valor de R$ 700 mil, para investimento em projeto de extrativismo e criaçao de animais silvestres em cativeiro.

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