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Vajpayee jejua no aniversário da morte de Gandhi


Do Diário do Grande ABC

30/01/1999 | 14:04


No dia em que se completa o 51º aniversário da morte de Mohandas ''Mahatma`` Gandhi, o primeiro-ministro da India, Atal Bihari Vajpayee, assinalou seu apelo em prol da tolerância religiosa no país com uma tática típica do célebre pacifista: um jejum de protesto. O discurso de Vajpayee, transmitido para todo o país pela televisao, concentrou-se nos ataques contra cristaos na India, incluindo o caso de um missionário australiano e de seus dois filhos, que foram queimados vivos. Os ataques foram atribuídos a grupos vinculados a seu partido, o Bharatiya Janata.

''Tal violência viola a tradiçao e cultura de tolerância do país``, disse Vajpayee. ''Que ninguém tenha ilusoes: as leis de nossa terra sao claras, e serao cumpridas - sem exceçao e com o máximo rigor - para castigar aqueles que violam essa garantia sagrada``.

Vajpayee disse que o aniversário da morte de Gandhi, feriado nacional, seria marcado este ano pelo ''triste fundo da violência sectária. A naçao só pode estar triste, de luto``.

O primeiro-ministro afirmou que seu jejum foi realizado dentro do espírito de ''introspecçao e expiaçao``. Mas seu gesto foi recebido com certo ceticismo. O diário The Times of India o qualificou de ''jejum como farsa`` em um editorial. ''Um primeiro-ministro genuinamente comovido simplesmente teria renunciado ao cargo, assumindo a responsabilidade por tudo o que manchou a imagem do país nos últimos meses``, diz o jornal.

Vajpayee tem sido criticado tanto por opositores como por aliados por seu manejo dos casos de ataques por motivos religiosos, mas nao há sinais de que seu governo corra o risco imediato de cair. Hoje, um membro do partido oficial, Madan Lal Khurana, renunciou ao cargo de ministro das Relaçoes com o Parlamento e Turismo, após ter sido condenado dentro da agremiaçao por suas críticas públicas ao governo.



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Vajpayee jejua no aniversário da morte de Gandhi

Do Diário do Grande ABC

30/01/1999 | 14:04


No dia em que se completa o 51º aniversário da morte de Mohandas ''Mahatma`` Gandhi, o primeiro-ministro da India, Atal Bihari Vajpayee, assinalou seu apelo em prol da tolerância religiosa no país com uma tática típica do célebre pacifista: um jejum de protesto. O discurso de Vajpayee, transmitido para todo o país pela televisao, concentrou-se nos ataques contra cristaos na India, incluindo o caso de um missionário australiano e de seus dois filhos, que foram queimados vivos. Os ataques foram atribuídos a grupos vinculados a seu partido, o Bharatiya Janata.

''Tal violência viola a tradiçao e cultura de tolerância do país``, disse Vajpayee. ''Que ninguém tenha ilusoes: as leis de nossa terra sao claras, e serao cumpridas - sem exceçao e com o máximo rigor - para castigar aqueles que violam essa garantia sagrada``.

Vajpayee disse que o aniversário da morte de Gandhi, feriado nacional, seria marcado este ano pelo ''triste fundo da violência sectária. A naçao só pode estar triste, de luto``.

O primeiro-ministro afirmou que seu jejum foi realizado dentro do espírito de ''introspecçao e expiaçao``. Mas seu gesto foi recebido com certo ceticismo. O diário The Times of India o qualificou de ''jejum como farsa`` em um editorial. ''Um primeiro-ministro genuinamente comovido simplesmente teria renunciado ao cargo, assumindo a responsabilidade por tudo o que manchou a imagem do país nos últimos meses``, diz o jornal.

Vajpayee tem sido criticado tanto por opositores como por aliados por seu manejo dos casos de ataques por motivos religiosos, mas nao há sinais de que seu governo corra o risco imediato de cair. Hoje, um membro do partido oficial, Madan Lal Khurana, renunciou ao cargo de ministro das Relaçoes com o Parlamento e Turismo, após ter sido condenado dentro da agremiaçao por suas críticas públicas ao governo.

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