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Haddad se escondeu no impeachment, diz Kátia Abreu

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na região, senadora critica postura do petista no processo que derrubou Dilma


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

26/09/2018 | 07:00


Entre uma e outra agenda da peregrinação eleitoral ontem pelo Grande ABC, a candidata a vice na chapa do presidenciável Ciro Gomes (PDT), senadora Kátia Abreu (PDT), criticou, em visita ao Diário, a postura do concorrente do PT, Fernando Haddad, no processo de afastamento da então presidente e correligionária Dilma Rousseff (PT), em 2016, quando ele estava no último ano de mandato à frente da prefeitura de São Paulo. “Ele se escondeu no impeachment, não estava nem perto. Pelo contrário, quis se afastar da Dilma. Então não foi pouca defesa, foi nenhuma, zero.”

Ex-ministra da Agricultura, Kátia condenou também o que chamou de responsabilidade atribuída por Haddad a Dilma pela derrota na Capital naquele mesmo ano. “Ele foi reprovado em São Paulo e colocou a culpa na Dilma”, disse, ao acrescentar que o ex-prefeito paulistano está sendo lançado pelo PT, mas que tem “pouco sentimento petista”. “Se houve golpe, como o PT se une aos golpistas? Tem só dois anos, e já recebe apoio do Eunício Oliveira (MDB), do PP de Ciro Nogueira, do Renan (Calheiros, MDB). Que golpe é este? Se unir aos seus Judas, traidores, aqueles que te arrancaram do poder, com a maior simplicidade, desfaçatez, como se as pessoas fossem ignorantes?”

A pedetista realizou, ao lado de aliados, carreata em Santo André e caminhada em Diadema e São Caetano. Com Ciro na terceira posição no último levantamento do Ibope, com 11% das intenções de voto, atrás de Haddad (22%) e do líder Jair Bolsonaro (PSL, 28%), Kátia considerou que haverá movimento por voto útil na reta final para minar a chance de segundo turno entre PT e Bolsonaro. “Estamos muito convictos de que o Ciro vai assumir papel dos antipetistas e antibolsonaristas, que não são poucos. Tem o menor índice de rejeição entre os que estão colocados (na disputa), até muito menos que (Geraldo) Alckmin (PSDB) e Marina (Silva, Rede), e num segundo turno ganha em todos os cenários”, estimou.

Ciro, por outro lado, encontra dificuldades para sair do patamar entre 11% e 13%, enquanto Haddad tem alavancado nas sondagens depois de figurar como cabeça de chapa – desde o dia 11 – com a chancela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A senadora alegou, em contrapartida, que o ex-governador do Ceará é o único com viabilidade eleitoral para pacificar o País em momento conturbado de crise econômica, violência generalizada e escândalos de corrupção. “São três venenos juntos, difíceis de superar. Ele tem poder para enfrentar desemprego, corrupção. O Ciro veste esse personagem do pragmatismo. As pessoas veem no Haddad, Marina, pessoas mais frágeis”, afirmou, citando que Bolsonaro é “matéria-prima pura da fábrica do ódio”.

Kátia reiterou plano de taxação de grandes heranças e sobre grandes lucros e dividendos, além de rediscutir o pacto federativo. Segundo ela, as prefeituras viraram máquina de moedor de político. “É impossível sucesso com essa repartição, e não é só questão de dinheiro, é responsabilidade”, finalizou.  



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Haddad se escondeu no impeachment, diz Kátia Abreu

Na região, senadora critica postura do petista no processo que derrubou Dilma

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

26/09/2018 | 07:00


Entre uma e outra agenda da peregrinação eleitoral ontem pelo Grande ABC, a candidata a vice na chapa do presidenciável Ciro Gomes (PDT), senadora Kátia Abreu (PDT), criticou, em visita ao Diário, a postura do concorrente do PT, Fernando Haddad, no processo de afastamento da então presidente e correligionária Dilma Rousseff (PT), em 2016, quando ele estava no último ano de mandato à frente da prefeitura de São Paulo. “Ele se escondeu no impeachment, não estava nem perto. Pelo contrário, quis se afastar da Dilma. Então não foi pouca defesa, foi nenhuma, zero.”

Ex-ministra da Agricultura, Kátia condenou também o que chamou de responsabilidade atribuída por Haddad a Dilma pela derrota na Capital naquele mesmo ano. “Ele foi reprovado em São Paulo e colocou a culpa na Dilma”, disse, ao acrescentar que o ex-prefeito paulistano está sendo lançado pelo PT, mas que tem “pouco sentimento petista”. “Se houve golpe, como o PT se une aos golpistas? Tem só dois anos, e já recebe apoio do Eunício Oliveira (MDB), do PP de Ciro Nogueira, do Renan (Calheiros, MDB). Que golpe é este? Se unir aos seus Judas, traidores, aqueles que te arrancaram do poder, com a maior simplicidade, desfaçatez, como se as pessoas fossem ignorantes?”

A pedetista realizou, ao lado de aliados, carreata em Santo André e caminhada em Diadema e São Caetano. Com Ciro na terceira posição no último levantamento do Ibope, com 11% das intenções de voto, atrás de Haddad (22%) e do líder Jair Bolsonaro (PSL, 28%), Kátia considerou que haverá movimento por voto útil na reta final para minar a chance de segundo turno entre PT e Bolsonaro. “Estamos muito convictos de que o Ciro vai assumir papel dos antipetistas e antibolsonaristas, que não são poucos. Tem o menor índice de rejeição entre os que estão colocados (na disputa), até muito menos que (Geraldo) Alckmin (PSDB) e Marina (Silva, Rede), e num segundo turno ganha em todos os cenários”, estimou.

Ciro, por outro lado, encontra dificuldades para sair do patamar entre 11% e 13%, enquanto Haddad tem alavancado nas sondagens depois de figurar como cabeça de chapa – desde o dia 11 – com a chancela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A senadora alegou, em contrapartida, que o ex-governador do Ceará é o único com viabilidade eleitoral para pacificar o País em momento conturbado de crise econômica, violência generalizada e escândalos de corrupção. “São três venenos juntos, difíceis de superar. Ele tem poder para enfrentar desemprego, corrupção. O Ciro veste esse personagem do pragmatismo. As pessoas veem no Haddad, Marina, pessoas mais frágeis”, afirmou, citando que Bolsonaro é “matéria-prima pura da fábrica do ódio”.

Kátia reiterou plano de taxação de grandes heranças e sobre grandes lucros e dividendos, além de rediscutir o pacto federativo. Segundo ela, as prefeituras viraram máquina de moedor de político. “É impossível sucesso com essa repartição, e não é só questão de dinheiro, é responsabilidade”, finalizou.  

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