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Empresas de TI da região se unem para crescer


Marcelo de Paula
Do Diário do Grande ABC

01/06/2008 | 07:12


Aumentar o faturamento bruto em 40% e o lucro líquido em 20% no prazo de dois anos são metas definidas para as 17 empresas participantes do APL (Arranjo Produtivo Local) de TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação) de São Caetano, que deve começar a funcionar entre julho e agosto deste ano.

Segundo o diretor de projeto do APL e proprietário da Innovision Systems, Renato Grau, para que as empresas consigam atingir esse objetivo serão investidos R$ 1,5 milhão na contratação de consultorias especializadas.

"O dinheiro não irá para o caixa das empresas. Ele ficará com o Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul), que é o órgão gestor dos recursos", explica Grau. Segundo ele, "o dinheiro será aplicado na contratação de consultorias, que irão ajudar os participantes do APL a atingir as metas. A escolha das consultorias ocorrerá por meio de abertura de concorrência", esclarece.

Segundo o executivo, 50% dos recursos foram disponibilizados pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 15% partiram do caixa das próprias empresas envolvidas e 35% do Itescs, Universidade Imes e Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.

A intenção é aumentar o número de participantes. Grau diz que, nessa primeira fase, o objetivo é ter 25 empreendedores no APL. Para participar, segundo ele, não há necessidade de um projeto específico. "Basta ser uma empresa do setor e ter intenções efetivas de crescer", afirma. "Reunir esse número de empresas não tem sido tarefa fácil, porque muitos temem sofrer concorrência dentro do próprio projeto", conta Grau.

"É necessário quebrar esse paradigma, que não se configura um problema regional, mas nacional. Uma vez dentro do APL as empresas se complementam, mesmo sendo concorrentes. De repente, um participante não tem condições de atender totalmente a demanda por determinado produto e pode trabalhar em conjunto com o outra empresa e vice-versa. Ganham os dois", explica.

Ele cita que outra vantagem do APL "é a possibilidade de negociação conjunta com fornecedores, para a aquisição de insumos e suprimentos. Uma coisa é negociar preço e comprar 50 unidades; outra é discutir a aquisição de 1.000 unidades". Os custos para treinamento e capacitação de funcionários também podem ser reduzidos.

Grau explica que, com o APL, as empresas podem se reunir e negociar um bom desconto nas escolas ou mesmo contratar especialistas para desenvolver programas específicos de capacitação, que atendam às necessidades da área.

Sem fronteiras - O presidente do Itescs, Francisco Antonio Soeltl, acredita que, no prazo de quatro anos, o APL poderá ter atuação global.

"Queremos promover a sinergia das competências dentro do que o mercado demanda. A idéia é, futuramente, transformar a imagem da nossa região e fazer com que o Grande ABC seja conhecido como um centro de referência na área de TIC", disse. Apesar do ar otimista, Soeltl reconhece que tudo vai depender do resultado dos projetos desenvolvidos ao longo dos próximos dois anos.

De qualquer forma, O APL não termina nas atuais 17 empresas que já se comprometeram em participar da proposta, nem nas 25 companhias que buscamos. Outros empreendedores poderão ser incorporados ao projeto com o passar do tempo.

 "Para nós, o APL é um movimento muito mais amplo. Agora, estamos apenas plantando a semente", finalizou Soeltl.



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Empresas de TI da região se unem para crescer

Marcelo de Paula
Do Diário do Grande ABC

01/06/2008 | 07:12


Aumentar o faturamento bruto em 40% e o lucro líquido em 20% no prazo de dois anos são metas definidas para as 17 empresas participantes do APL (Arranjo Produtivo Local) de TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação) de São Caetano, que deve começar a funcionar entre julho e agosto deste ano.

Segundo o diretor de projeto do APL e proprietário da Innovision Systems, Renato Grau, para que as empresas consigam atingir esse objetivo serão investidos R$ 1,5 milhão na contratação de consultorias especializadas.

"O dinheiro não irá para o caixa das empresas. Ele ficará com o Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul), que é o órgão gestor dos recursos", explica Grau. Segundo ele, "o dinheiro será aplicado na contratação de consultorias, que irão ajudar os participantes do APL a atingir as metas. A escolha das consultorias ocorrerá por meio de abertura de concorrência", esclarece.

Segundo o executivo, 50% dos recursos foram disponibilizados pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 15% partiram do caixa das próprias empresas envolvidas e 35% do Itescs, Universidade Imes e Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.

A intenção é aumentar o número de participantes. Grau diz que, nessa primeira fase, o objetivo é ter 25 empreendedores no APL. Para participar, segundo ele, não há necessidade de um projeto específico. "Basta ser uma empresa do setor e ter intenções efetivas de crescer", afirma. "Reunir esse número de empresas não tem sido tarefa fácil, porque muitos temem sofrer concorrência dentro do próprio projeto", conta Grau.

"É necessário quebrar esse paradigma, que não se configura um problema regional, mas nacional. Uma vez dentro do APL as empresas se complementam, mesmo sendo concorrentes. De repente, um participante não tem condições de atender totalmente a demanda por determinado produto e pode trabalhar em conjunto com o outra empresa e vice-versa. Ganham os dois", explica.

Ele cita que outra vantagem do APL "é a possibilidade de negociação conjunta com fornecedores, para a aquisição de insumos e suprimentos. Uma coisa é negociar preço e comprar 50 unidades; outra é discutir a aquisição de 1.000 unidades". Os custos para treinamento e capacitação de funcionários também podem ser reduzidos.

Grau explica que, com o APL, as empresas podem se reunir e negociar um bom desconto nas escolas ou mesmo contratar especialistas para desenvolver programas específicos de capacitação, que atendam às necessidades da área.

Sem fronteiras - O presidente do Itescs, Francisco Antonio Soeltl, acredita que, no prazo de quatro anos, o APL poderá ter atuação global.

"Queremos promover a sinergia das competências dentro do que o mercado demanda. A idéia é, futuramente, transformar a imagem da nossa região e fazer com que o Grande ABC seja conhecido como um centro de referência na área de TIC", disse. Apesar do ar otimista, Soeltl reconhece que tudo vai depender do resultado dos projetos desenvolvidos ao longo dos próximos dois anos.

De qualquer forma, O APL não termina nas atuais 17 empresas que já se comprometeram em participar da proposta, nem nas 25 companhias que buscamos. Outros empreendedores poderão ser incorporados ao projeto com o passar do tempo.

 "Para nós, o APL é um movimento muito mais amplo. Agora, estamos apenas plantando a semente", finalizou Soeltl.

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