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Massagem gratuita atrai idosos


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

21/06/2008 | 07:09


Diariamente, a partir das 4h, a Rua Coronel Oliveira Lima, no Centro de Santo André, recebe um grupo de pessoas dispostas a passar por uma sessão de massagem gratuita em um clínica instalada na via. Ainda de madrugada, uma fila de pacientes se forma para garantir, com antecedência, um dos cerca de 400 atendimentos diários.

As massagens são gratuitas e baseadas em uma técnica coreana chamada Ceragem - mesmo nome da empresa responsável por oferecer o serviço. O paciente permanece 40 minutos em uma das 30 camas que, por si só, fazem o tratamento por meio de um equipamento eletrônico que massageia as costas. São indicadas até 120 sessões para chegar à cura do paciente.

Cada cama custa ao interessado exorbitantes R$ 9.700, mas a venda direta ao consumidor não é o principal objetivo da sobreloja no Centro. A intenção é formar uma base de adeptos suficientemente grande a ponto de incentivar intermediários a comprarem a cama para vender o "serviço". Isto já estaria ocorrendo em outras clínicas da região, e a sessão de 40 minutos é oferecida por valores que variam de R$ 6 a R$ 15.

A meta da empresa é comercializar 20 camas por mês, longe da realidade atual, de no máximo sete vendas a cada 30 dias. A maioria das pessoas aproveita o serviço gratuito, mesmo que para isso tenha de passar horas no frio.

O aposentado Orlando Sandri, 73 anos, faz tratamento há quase um mês e acorda às 2h20 para ser um dos primeiros da fila. "Quase todo dia estou aqui às 3h45. Mas vale a pena. As massagens melhoraram muito minhas dores", avalia.

Às 5h, pelo menos 80 pessoas já aguardam a abertura da clínica, às 7h40. A fila chega a dobrar a esquina da Rua Doutor Albuquerque Lins. Entre os pacientes está José Rodrigues, 55 anos. Aposentado, ele reclama de problemas na coluna e procura amenizar a trombose em uma das pernas e as altas taxas de diabetes e colesterol. "Fico deitado na cama recebendo a massagem e saio de lá novinho", comemora.
(Colaborou André Henriques)



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Massagem gratuita atrai idosos

William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

21/06/2008 | 07:09


Diariamente, a partir das 4h, a Rua Coronel Oliveira Lima, no Centro de Santo André, recebe um grupo de pessoas dispostas a passar por uma sessão de massagem gratuita em um clínica instalada na via. Ainda de madrugada, uma fila de pacientes se forma para garantir, com antecedência, um dos cerca de 400 atendimentos diários.

As massagens são gratuitas e baseadas em uma técnica coreana chamada Ceragem - mesmo nome da empresa responsável por oferecer o serviço. O paciente permanece 40 minutos em uma das 30 camas que, por si só, fazem o tratamento por meio de um equipamento eletrônico que massageia as costas. São indicadas até 120 sessões para chegar à cura do paciente.

Cada cama custa ao interessado exorbitantes R$ 9.700, mas a venda direta ao consumidor não é o principal objetivo da sobreloja no Centro. A intenção é formar uma base de adeptos suficientemente grande a ponto de incentivar intermediários a comprarem a cama para vender o "serviço". Isto já estaria ocorrendo em outras clínicas da região, e a sessão de 40 minutos é oferecida por valores que variam de R$ 6 a R$ 15.

A meta da empresa é comercializar 20 camas por mês, longe da realidade atual, de no máximo sete vendas a cada 30 dias. A maioria das pessoas aproveita o serviço gratuito, mesmo que para isso tenha de passar horas no frio.

O aposentado Orlando Sandri, 73 anos, faz tratamento há quase um mês e acorda às 2h20 para ser um dos primeiros da fila. "Quase todo dia estou aqui às 3h45. Mas vale a pena. As massagens melhoraram muito minhas dores", avalia.

Às 5h, pelo menos 80 pessoas já aguardam a abertura da clínica, às 7h40. A fila chega a dobrar a esquina da Rua Doutor Albuquerque Lins. Entre os pacientes está José Rodrigues, 55 anos. Aposentado, ele reclama de problemas na coluna e procura amenizar a trombose em uma das pernas e as altas taxas de diabetes e colesterol. "Fico deitado na cama recebendo a massagem e saio de lá novinho", comemora.
(Colaborou André Henriques)

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