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Carlos Lupi dizer que ama Dilma tem certa lógica: sem Dilma ele estaria trabalhando duro, em sua banca de


Carlos Brickmann

13/11/2011 | 00:00


Carlos Lupi dizer que ama Dilma tem certa lógica: sem Dilma ele estaria trabalhando duro, em sua banca de jornais, e não teria mordomias nem carro oficial nem uma penca de assessores nem ONGs a apoiá-lo. Ele agradece também a Lula, mas sem declarações de amor: Lula lhe apontaria a porta da rua.

Mas Paulo Bernardo, duas vezes secretário da Fazenda, três mandatos como deputado federal, casado com uma ministra, não precisa dessas coisas. A entrevista em que diz que também faria declaração de amor a Dilma é meio muito. Sim, ele deve a nomeação a ela, mas já havia mostrado que era capaz de andar sozinho, de conquistar sua ascensão política sem entrar no famoso cordão em que é preciso dar vivas a seus maiorais nem passar os outros para trás.

E a presidente, como fica diante dessas exibições de seus ministros baba-ovos? Lupi ela já conhecia (tanto que deixou o partido dele, o PDT, e se mudou para o PT). Mas Paulo Bernardo? E quais outros farão declarações públicas de amor? O próximo será o Magro Véio, também conhecido como Édison Lobão, que até agora só deu demonstrações de amor a José Sarney? Ou Garibaldi Alves, ministro da Previdência e feio de doer? Será o ministro Luiz Sérgio, o Garçom (porque, quando ministro das Relações Institucionais, só tirava os pedidos de Suas Excelências e os enviava para que outros os desatendessem)? Ele pode até exibir os dotes de cozinheiro que acha que tem e oferecer a Dilma um prato de lula recheada - correndo o risco de, em troca, levar uma biaba.

Dando vivas a seus maiorais

Carmélio Dias Moura, assessor especial do Ministério da Pesca, não gostou de uma frase desta coluna sobre gente "que não sabe a diferença entre uma minhoca e um barco". Diz que a equipe do Ministério é ótima e inclui especialistas com reconhecimento internacional. E, quanto ao ministro (a coluna fala de quem nomeia, não de quem é nomeado), disse à revista Piauí que pesca desde criancinha, que criou uma Secretaria da Pesca em Angra e que gosta não só de comer peixes como de prepará-los. Por isso, imagina-se, deve saber a diferença entre uma minhoca e um barco.

Este colunista faz lombo na cerveja e não entende de cevada nem de criação de porcos. Lula, que inventou a Secretaria da Pesca, faz coelho assado (bom, diz Ricardo Kotscho) e não criou uma Secretaria da Cunicultura. Fez bem: seria mais um Ministério cheio de vagas gastando o nosso.

Dinheiro na mão...

O caro leitor quer mesmo mais seis senadores e algumas dezenas de deputados federais, com o respectivo séquito de assessores, serviçais, automóveis, equipamentos, lotando ainda mais os já abarrotados salões do Congresso? Pois a decisão está a caminho: dentro de um mês, dia 11 de dezembro, realiza-se um plebiscito sobre a divisão do Pará em três Estados: Pará, Carajás e Tapajós. Nenhum dos novos Estados, diga-se, tem viabilidade econômica: viverão por um bom tempo ás custas dos contribuintes de outras unidades.

Você, caro leitor.

...é vendaval

Sai caro: mais dois palácios de Governo, duas Assembléias Legislativas, mais deputados estaduais, secretariado, prédios para cada Secretaria, automóveis, muitos automóveis, tribunais. Louve-se, porém, o espírito cívico de quem luta pelos novos Estados: Duda Mendonça, que faz a campanha pela divisão, já anunciou que está trabalhando de graça, movido pelo ideal de ver o Brasil desenvolver-se.

Prepare seu coração

Tem coisa que, contando, a gente nem acredita. Mas é verdade: o gaúcho Jair Krischke, 73 anos, fundador (com Luis Milman) do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, foi contemplado com a Comenda de Direitos Humanos D. Helder Câmara, do Senado.

Krischke vem lutando pela causa dos direitos humanos desde a década de 1970 - clandestinamente, ás vezes, quando a ditadura brasileira, que agia em conjunto com a uruguaia e a argentina, queria fazer alguém desaparecer; abertamente, desde a reabertura democrática, denunciando, dando apoio jurídico, divulgando as barbaridades que ainda ocorrem. Krischke merece. E ainda falta contemplar seus companheiros de briga.

Companheiro é companheiro

Qual a diferença entre José Roberto Arruda, governador de Brasília que sofreu impeachment, num processo liderado pelo deputado Cabo Patrício, e o governador atual, Agnelo Queiroz, também vítima de múltiplas acusações mas que o Cabo Patrício, presidente da Câmara Distrital, insiste em não investigar?
Simples: José Roberto Arruda era do DEM, enquanto Agnelo Queiroz é, por coincidência, companheiro de PT do Cabo Patrício. Segundo o pensamento atual de Cabo Patrício (diferente do que ele manifestou no caso José Roberto Arruda), quem investiga é a Polícia, o Ministério Público, não a Câmara. Na Câmara, explica, tudo tem viés político - que, no caso anterior, não tinha.

Então, tá.

Os voto in Sao Paulo

A campanha promete: Fernando Henrique sugere o slogan "yes, we care" para o PSDB, e Fernando Vaidadd, o petista responsável por aquele famoso livro, bem poderia usar o lema "nóis pode", também baseado em Obama.
Imperdível.



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Carlos Lupi dizer que ama Dilma tem certa lógica: sem Dilma ele estaria trabalhando duro, em sua banca de

Carlos Brickmann

13/11/2011 | 00:00


Carlos Lupi dizer que ama Dilma tem certa lógica: sem Dilma ele estaria trabalhando duro, em sua banca de jornais, e não teria mordomias nem carro oficial nem uma penca de assessores nem ONGs a apoiá-lo. Ele agradece também a Lula, mas sem declarações de amor: Lula lhe apontaria a porta da rua.

Mas Paulo Bernardo, duas vezes secretário da Fazenda, três mandatos como deputado federal, casado com uma ministra, não precisa dessas coisas. A entrevista em que diz que também faria declaração de amor a Dilma é meio muito. Sim, ele deve a nomeação a ela, mas já havia mostrado que era capaz de andar sozinho, de conquistar sua ascensão política sem entrar no famoso cordão em que é preciso dar vivas a seus maiorais nem passar os outros para trás.

E a presidente, como fica diante dessas exibições de seus ministros baba-ovos? Lupi ela já conhecia (tanto que deixou o partido dele, o PDT, e se mudou para o PT). Mas Paulo Bernardo? E quais outros farão declarações públicas de amor? O próximo será o Magro Véio, também conhecido como Édison Lobão, que até agora só deu demonstrações de amor a José Sarney? Ou Garibaldi Alves, ministro da Previdência e feio de doer? Será o ministro Luiz Sérgio, o Garçom (porque, quando ministro das Relações Institucionais, só tirava os pedidos de Suas Excelências e os enviava para que outros os desatendessem)? Ele pode até exibir os dotes de cozinheiro que acha que tem e oferecer a Dilma um prato de lula recheada - correndo o risco de, em troca, levar uma biaba.

Dando vivas a seus maiorais

Carmélio Dias Moura, assessor especial do Ministério da Pesca, não gostou de uma frase desta coluna sobre gente "que não sabe a diferença entre uma minhoca e um barco". Diz que a equipe do Ministério é ótima e inclui especialistas com reconhecimento internacional. E, quanto ao ministro (a coluna fala de quem nomeia, não de quem é nomeado), disse à revista Piauí que pesca desde criancinha, que criou uma Secretaria da Pesca em Angra e que gosta não só de comer peixes como de prepará-los. Por isso, imagina-se, deve saber a diferença entre uma minhoca e um barco.

Este colunista faz lombo na cerveja e não entende de cevada nem de criação de porcos. Lula, que inventou a Secretaria da Pesca, faz coelho assado (bom, diz Ricardo Kotscho) e não criou uma Secretaria da Cunicultura. Fez bem: seria mais um Ministério cheio de vagas gastando o nosso.

Dinheiro na mão...

O caro leitor quer mesmo mais seis senadores e algumas dezenas de deputados federais, com o respectivo séquito de assessores, serviçais, automóveis, equipamentos, lotando ainda mais os já abarrotados salões do Congresso? Pois a decisão está a caminho: dentro de um mês, dia 11 de dezembro, realiza-se um plebiscito sobre a divisão do Pará em três Estados: Pará, Carajás e Tapajós. Nenhum dos novos Estados, diga-se, tem viabilidade econômica: viverão por um bom tempo ás custas dos contribuintes de outras unidades.

Você, caro leitor.

...é vendaval

Sai caro: mais dois palácios de Governo, duas Assembléias Legislativas, mais deputados estaduais, secretariado, prédios para cada Secretaria, automóveis, muitos automóveis, tribunais. Louve-se, porém, o espírito cívico de quem luta pelos novos Estados: Duda Mendonça, que faz a campanha pela divisão, já anunciou que está trabalhando de graça, movido pelo ideal de ver o Brasil desenvolver-se.

Prepare seu coração

Tem coisa que, contando, a gente nem acredita. Mas é verdade: o gaúcho Jair Krischke, 73 anos, fundador (com Luis Milman) do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, foi contemplado com a Comenda de Direitos Humanos D. Helder Câmara, do Senado.

Krischke vem lutando pela causa dos direitos humanos desde a década de 1970 - clandestinamente, ás vezes, quando a ditadura brasileira, que agia em conjunto com a uruguaia e a argentina, queria fazer alguém desaparecer; abertamente, desde a reabertura democrática, denunciando, dando apoio jurídico, divulgando as barbaridades que ainda ocorrem. Krischke merece. E ainda falta contemplar seus companheiros de briga.

Companheiro é companheiro

Qual a diferença entre José Roberto Arruda, governador de Brasília que sofreu impeachment, num processo liderado pelo deputado Cabo Patrício, e o governador atual, Agnelo Queiroz, também vítima de múltiplas acusações mas que o Cabo Patrício, presidente da Câmara Distrital, insiste em não investigar?
Simples: José Roberto Arruda era do DEM, enquanto Agnelo Queiroz é, por coincidência, companheiro de PT do Cabo Patrício. Segundo o pensamento atual de Cabo Patrício (diferente do que ele manifestou no caso José Roberto Arruda), quem investiga é a Polícia, o Ministério Público, não a Câmara. Na Câmara, explica, tudo tem viés político - que, no caso anterior, não tinha.

Então, tá.

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