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Redescobrindo o Brasil


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

23/04/2011 | 07:09


Hoje se celebra o Dia Mundial do Livro. A data foi instituída em 1996 pela Unesco e se deve ao fato de que marca a morte de diversos grandes escritores, casos do espanhol Miguel de Cervantes, o catalão Josep Pla e do dramaturgo inglês William Shakespeare.

A semana também comemora os 511 anos do descobrimento do Brasil. O português Pedro Álvares Cabral desembarcou em praias da atual região da Bahia em 22 de abril de 1500 e foi o primeiro de muitos personagens que marcaram nossa trajetória desde então.



As duas datas se encontram neste caderno especial, que apresenta o atual estágio dos livros sobre a história nacional. As próximas páginas trazem a cara de um novo estilo literário que destrincha em textos suaves e populares os fatos ocorridos em terras brasileiras ao longo dos seus mais de 500 anos.


Muito do que foi contado sobre o passado já foi revisto, reinterpretado e desmentido. Parte dos contos que se ensina nas escolas ganha outra perspectiva quando analisadas de maneira aprofundada.

Personagens que protagonizaram momentos de heróis ou vilões de repente viraram o inverso ou foram relegados a meros coadjuvantes do processo histórico brasileiro. Pedro Álvares Cabral não foi um importante desbravador. A família real portuguesa, que chegou fugida ao Brasil, era formada por integrantes que nada mais foram do que destruidores do patrimônio brasileiro.

O que se percebe é que o público não deseja mais saber apenas um pouco de tudo, mas sim muito sobre diversos momentos da história do País. Os burocráticos e antigos textos escolares estão sendo deixados de lado assim que as pessoas saem das salas de aula. As novas publicações fisgam leitores pela maneira extremamente diferente de contar e analisar o Brasil, aliando o conhecimento ao prazer da leitura e da boa narrativa.

MERCADO
O fato de a história do Brasil estar na moda tem movimentado o mercado editorial. Novos livros sobre o tema agora surgem como grandes lançamentos e com vendagem boa o suficiente para competir com força diante de fenômenos culturais, biografias e best-sellers internacionais.


Nas últimas semanas, quem lidera a lista dos mais vendidos na categoria de não ficção é "1822" (Editora Nova Fronteira), de Laurentino Gomes, sobre os fatos que envolveram D. Pedro I até seu grito de independência em relação a Portugal. A tiragem inicial de 100 mil exemplares sumiu das lojas em apenas três dias e, até o início do ano, mais de 300 mil unidades foram vendidas.

O título tem sido seguido de perto pelo fenômeno mercadológico "1808" (Editora Planeta), do mesmo autor, e que já bateu a marca de 600 mil exemplares comercializados. A obra apresenta a vinda da família real portuguesa à sua colônia e o impacto de sua chegada por aqui. Lançado em 2007, "1808" está há mais de 150 semanas no ranking e não parece que irá sair tão cedo.

Juntos, os livros são o símbolo da nova visão sobre a história nacional. "Trata-se de uma leitura prazeirosa que foge da forma blocada dos livros didáticos. Esse tem sido um estilo de explicar história de uma maneira suave e que tem feito muito sucesso", analisa Soraia Luana Reis, diretora editorial da Editora Planeta.

Até mesmo os poucos exemplares que chegam aos sebos não ficam muito tempo nas prateleiras. Responsável pelo sebo Pacobello, em Santo André, Eduardo Brasil Pacobello acredita que o estilo mais voltado aos romances adotado pelas novas publicações tem sido o segredo. "Os que são mais ficcionais você lê de uma forma mais relaxada e estão marcando um novo mercado. O livro didático funciona como uma régua histórica que acaba pincelando os fatos", diz.



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