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Brasil apresenta exame de gripe suína



23/06/2010 | 07:02


O Ministério da Saúde apresenta hoje o primeiro exame desenvolvido no País para diagnosticar gripe suína. Feito numa parceria entre institutos Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Bio-Manguinhos e IBPM (Biologia Molecular do Paraná), o teste passará a ser usado nos três laboratórios de referência para a doença, Adolfo Lutz (SP), Evandro Chagas (PA) e Fiocruz (RJ) e nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública do Paraná, de Brasília e de Salvador.

O custo do produto brasileiro é equivalente a 30% do valor do teste importado. Mas, para integrantes do projeto, a importância do kit brasileiro não está na economia. "O domínio da tecnologia é estratégico. Garantimos autonomia e agilidade, algo extremamente importante na vigilância epidemiológica", afirma o pesquisador Marco Aurélio Krieger, integrante do Instituto Carlos Chagas e do IBPM e um dos responsáveis pelo projeto.

Ano passado, depois da constatação dos primeiros casos de gripe suína no mundo, o Brasil teve de esperar cerca de 20 dias para receber kits indispensáveis para saber se o vírus já havia chegado ao País.

DIMENSÃO DA DOENÇA
Quando a epidemia estava em curso, formou-se uma fila de espera para receber resultado de testes de pacientes com suspeita da doença. Diagnósticos que deveriam ser concluídos em 72 horas passaram a ser divulgados depois de mais de semanas.

Uma demora creditada à falta de testes na quantidade necessária para o País. De acordo com laboratórios, várias vezes a realização dos exames teve de ser interrompida por falta de kits no País. "A agilidade na realização e obtenção dos resultados dos exames é essencial. É o primeiro passo para saber o comportamento, a dimensão da doença no País", avalia o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Roberto Couto, que deve ir amanhã à Brasília para participar do lançamento da rede. A ideia é que o teste possa ser adaptado para diagnosticar eventuais mutações do H1N1. Além disso, a tecnologia poderá ser usada também no diagnóstico de outras doenças.

"Trata-se de uma rede piloto de vigilância epidemiológica. Começamos com H1N1 e, dentro de algum tempo, partimos para outras doenças", completa Krieger, que também deverá participar do lançamento.

Entre as mais cotadas, estão dengue e doença de Chagas e hepatite. Krieger conta que o teste brasileiro é feito com mesma tecnologia de exames importados - o PCR em tempo real.

De acordo com ele, o resultado do teste pode ser obtido no mesmo dia. A expectativa é de que o kit comece a ser usado no País em julho. "Não há intenção de se vender o produto. O objetivo é o uso do produto para atender a demanda nacional," diz Couto.



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Brasil apresenta exame de gripe suína


23/06/2010 | 07:02


O Ministério da Saúde apresenta hoje o primeiro exame desenvolvido no País para diagnosticar gripe suína. Feito numa parceria entre institutos Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Bio-Manguinhos e IBPM (Biologia Molecular do Paraná), o teste passará a ser usado nos três laboratórios de referência para a doença, Adolfo Lutz (SP), Evandro Chagas (PA) e Fiocruz (RJ) e nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública do Paraná, de Brasília e de Salvador.

O custo do produto brasileiro é equivalente a 30% do valor do teste importado. Mas, para integrantes do projeto, a importância do kit brasileiro não está na economia. "O domínio da tecnologia é estratégico. Garantimos autonomia e agilidade, algo extremamente importante na vigilância epidemiológica", afirma o pesquisador Marco Aurélio Krieger, integrante do Instituto Carlos Chagas e do IBPM e um dos responsáveis pelo projeto.

Ano passado, depois da constatação dos primeiros casos de gripe suína no mundo, o Brasil teve de esperar cerca de 20 dias para receber kits indispensáveis para saber se o vírus já havia chegado ao País.

DIMENSÃO DA DOENÇA
Quando a epidemia estava em curso, formou-se uma fila de espera para receber resultado de testes de pacientes com suspeita da doença. Diagnósticos que deveriam ser concluídos em 72 horas passaram a ser divulgados depois de mais de semanas.

Uma demora creditada à falta de testes na quantidade necessária para o País. De acordo com laboratórios, várias vezes a realização dos exames teve de ser interrompida por falta de kits no País. "A agilidade na realização e obtenção dos resultados dos exames é essencial. É o primeiro passo para saber o comportamento, a dimensão da doença no País", avalia o diretor de Bio-Manguinhos, Artur Roberto Couto, que deve ir amanhã à Brasília para participar do lançamento da rede. A ideia é que o teste possa ser adaptado para diagnosticar eventuais mutações do H1N1. Além disso, a tecnologia poderá ser usada também no diagnóstico de outras doenças.

"Trata-se de uma rede piloto de vigilância epidemiológica. Começamos com H1N1 e, dentro de algum tempo, partimos para outras doenças", completa Krieger, que também deverá participar do lançamento.

Entre as mais cotadas, estão dengue e doença de Chagas e hepatite. Krieger conta que o teste brasileiro é feito com mesma tecnologia de exames importados - o PCR em tempo real.

De acordo com ele, o resultado do teste pode ser obtido no mesmo dia. A expectativa é de que o kit comece a ser usado no País em julho. "Não há intenção de se vender o produto. O objetivo é o uso do produto para atender a demanda nacional," diz Couto.

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