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Fidel Castro diz que sua recuperação não é uma batalha perdida


Da AFP

31/12/2006 | 10:49


O presidente de Cuba, Fidel Castro, rompeu o silêncio e divulgou uma mensagem dirigida aos cubanos em comemoração ao 48º aniversário da revolução para assegurar que sua recuperação será prolongada, mas que "está longe de ser uma batalha perdida".

"Agradeço a vocês seu carinho e apoio. Sobre minha recuperação sempre advirto que será um processo prolongado, mas que está longe de ser uma batalha perdida. Colaboro como paciente disciplinado com a consagrada equipe de nossos médicos que me atende", frisou Castro em um comunicado atribuído a ele e entregue à imprensa.

O governante cubano, que se recupera há cinco meses de uma delicada cirurgia intestinal, ressaltou que não deixou "de estar a par dos principais acontecimentos e informações".

"Converso com os companheiros mais próximos sempre que se faz necessária uma cooperação em temas de vital importância", acrescentou o líder cubano, que cedeu o poder ao seu irmão Raúl no dia 31 de julho, enquanto se recupera da cirurgia à qual foi submetido no dia 27 desse mês.

Sua mensagem, muito esperada na ilha para este final de ano, começa com a felicitação aos cubanos pelo 48º aniversário do triunfo da Revolução, que é festejado no dia 1o de janeiro, e faz um breve balanço das tarefas de 2006.

Fidel Castro citou nesse sentido os programas da revolução energética, o desenvolvimento econômico e social do país e a realização da Cúpula dos Países Não-Alinhados, de 11 a 16 de setembro.

Licença - Cuba foi sacudida na noite de 31 de julho com um discurso de Fidel, lido na televisão por seu secretário, no qual entregava o poder a Raúl, ministro da Defesa, de 75 anos.

Desde então não aparece em público e apenas tem recebido visitantes em particular no local secreto onde se recupera, enviando mensagens e aparecendo em fotos e vídeos.

A mensagem deste sábado é a primeira dirigida aos cubanos desde que no dia 28 de outubro foi divulgado seu último vídeo, no qual desmentiu rumores sobre a gravidade de seu estado ou sua morte.

A saída de cena de Fidel iniciou uma nova etapa na ilha, pois jamais havia cedido o poder desde que em 1o de janeiro de 1959 seu Exército de "barbudos" pôs fim a 25 meses de luta em Sierra Maestra, derrubando o ditador Fulgencio Batista (1952-58).

Submetida a uma prova histórica, a liderança cubana encara o desafio de unir o Partido Comunista, as Forças Armadas e uma população de 11,2 milhões, 70% dos quais nasceu sob o governo de Fidel Castro.

Neste sábado, Castro destacou "a serenidade e maturidade com que tem atuado o povo" cubano e o trabalho do Partido Comunista, do governo, organizações de massa e juvenis, e dos membros das Forças Armadas, do Ministério do Interior e do Parlamento.

Líderes da oposição divergem na hora de interpretar a situação na ilha. Para alguns nada mudou nem mudará, mas para outros o momento deveria ser aproveitado para uma mudança em direção ao diálogo e à abertura econômica.

Para Washington, 2007 será o ano da ausência definitiva de Fidel, mas para os seguidores do líder, será o da continuidade, com um possível retorno ao poder.



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Fidel Castro diz que sua recuperação não é uma batalha perdida

Da AFP

31/12/2006 | 10:49


O presidente de Cuba, Fidel Castro, rompeu o silêncio e divulgou uma mensagem dirigida aos cubanos em comemoração ao 48º aniversário da revolução para assegurar que sua recuperação será prolongada, mas que "está longe de ser uma batalha perdida".

"Agradeço a vocês seu carinho e apoio. Sobre minha recuperação sempre advirto que será um processo prolongado, mas que está longe de ser uma batalha perdida. Colaboro como paciente disciplinado com a consagrada equipe de nossos médicos que me atende", frisou Castro em um comunicado atribuído a ele e entregue à imprensa.

O governante cubano, que se recupera há cinco meses de uma delicada cirurgia intestinal, ressaltou que não deixou "de estar a par dos principais acontecimentos e informações".

"Converso com os companheiros mais próximos sempre que se faz necessária uma cooperação em temas de vital importância", acrescentou o líder cubano, que cedeu o poder ao seu irmão Raúl no dia 31 de julho, enquanto se recupera da cirurgia à qual foi submetido no dia 27 desse mês.

Sua mensagem, muito esperada na ilha para este final de ano, começa com a felicitação aos cubanos pelo 48º aniversário do triunfo da Revolução, que é festejado no dia 1o de janeiro, e faz um breve balanço das tarefas de 2006.

Fidel Castro citou nesse sentido os programas da revolução energética, o desenvolvimento econômico e social do país e a realização da Cúpula dos Países Não-Alinhados, de 11 a 16 de setembro.

Licença - Cuba foi sacudida na noite de 31 de julho com um discurso de Fidel, lido na televisão por seu secretário, no qual entregava o poder a Raúl, ministro da Defesa, de 75 anos.

Desde então não aparece em público e apenas tem recebido visitantes em particular no local secreto onde se recupera, enviando mensagens e aparecendo em fotos e vídeos.

A mensagem deste sábado é a primeira dirigida aos cubanos desde que no dia 28 de outubro foi divulgado seu último vídeo, no qual desmentiu rumores sobre a gravidade de seu estado ou sua morte.

A saída de cena de Fidel iniciou uma nova etapa na ilha, pois jamais havia cedido o poder desde que em 1o de janeiro de 1959 seu Exército de "barbudos" pôs fim a 25 meses de luta em Sierra Maestra, derrubando o ditador Fulgencio Batista (1952-58).

Submetida a uma prova histórica, a liderança cubana encara o desafio de unir o Partido Comunista, as Forças Armadas e uma população de 11,2 milhões, 70% dos quais nasceu sob o governo de Fidel Castro.

Neste sábado, Castro destacou "a serenidade e maturidade com que tem atuado o povo" cubano e o trabalho do Partido Comunista, do governo, organizações de massa e juvenis, e dos membros das Forças Armadas, do Ministério do Interior e do Parlamento.

Líderes da oposição divergem na hora de interpretar a situação na ilha. Para alguns nada mudou nem mudará, mas para outros o momento deveria ser aproveitado para uma mudança em direção ao diálogo e à abertura econômica.

Para Washington, 2007 será o ano da ausência definitiva de Fidel, mas para os seguidores do líder, será o da continuidade, com um possível retorno ao poder.

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