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Estado recua e diz que pode manter IML em Diadema

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após iniciar fechamento de unidade na cidade, governo paulista é pressionado e admite negociar


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 04:08


O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), recuou da decisão de desativar a fórceps a unidade do IML (Instituto Médico-Legal) de Diadema e, agora, admite possibilidade de manter o posto no município. O Palácio dos Bandeirantes já havia encaminhado o fechamento desde o mês passado, mas a cidade esperava avanço no diálogo com o governo tucano e foi pega de surpresa com a retirada de equipamentos do local na noite de segunda-feira.

Ontem, a Secretaria Estadual de Segurança Pública reconheceu ao Diário a possibilidade de manter a unidade de Diadema. A ideia era a de transferir a prestação de serviços aos munícipes aos postos de São Bernardo, sob a justificativa oficial de “otimização de recursos”. “Representantes da classe política de Diadema e da Secretaria Estadual de Segurança Pública realizarão reunião na próxima semana para discutir alternativas de manutenção do IML na cidade. A decisão foi tomada na manhã de hoje (ontem), pelo governo do Estado”, se comprometeu a pasta, por meio de nota.

A mudança de postura pública do Palácio dos Bandeirantes ocorre depois de ampla mobilização política e apartidária envolvendo vereadores da cidade – inclusive de oposição ao governo do prefeito José de Filippi Júnior (PT) – e os deputados estaduais Márcio da Farmácia (Podemos), Teonilio Barba (PT), Thiago Auricchio (PL) e Carla Morando (PSDB). Na noite de segunda, diversos parlamentares foram à porta do prédio onde o IML está instalado, no terreno do Cemitério Municipal, e protestaram contra o fechamento.

Ontem, a mobilização se repetiu. Com base na cidade, Márcio da Fármácia também foi ao Palácio pleitear o recuo. “Me sinto traído pela ação que fizeram, nas nossas costas”, reclamou, ao mencionar comprometimento feito há duas semanas pelo chefe da Casa Civil, Cauê Macris (PSDB), de interceder pela manutenção do equipamento na cidade.
Ao Diário, o secretário de Defesa Social de Diadema, Benedito Mariano, disse que a expectativa é a de que o Estado crave nos próximos dias a decisão de manter o posto do IML em Diadema, embora o município ainda não tenha garantias de vitória no caso. “Houve um esforço de diálogo. De ontem (anteontem) para hoje (ontem) houve avanço na perspectiva de reverter uma decisão intempestiva e que nos pegou de surpresa”, explicou, ao contar que o fechamento iniciado na noite de segunda foi comunicada pelos servidores do serviço funerário municipal. “Eles nos avisaram que tinha pessoal de São Bernardo levando os computadores”, contou.

Uma das alternativas que surgiram no debate, apurou o Diário, foi a de manter apenas os serviços de corpo de delito na cidade, embora as necropsias sejam maior parte da demanda da unidade. Para tentar convencer o Estado, o município se comprometeu a reformar a estrutura do local e, inclusive, a escolher outro prédio. 



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