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Rubens Barbosa ocupará embaixada nos EUA


Do Diário do Grande ABC

07/04/1999 | 09:50


Lutar contra o protecionismo norte-americano e promover as exportaçoes brasileiras serao os dois principais objetivos do novo embaixador do Brasil em Washington. A partir de junho, Rubens Barbosa assume o cargo no lugar de Paulo Tarso Flecha de Lima. Atualmente à frente da Embaixada em Londres, Barbosa foi aprovado ontem por unanimidade na Comissao de Relaçoes Exteriores do Senado depois de uma sabatina de mais de três horas.

Na sabatina, o embaixador apresentou um plano de prioridades de seis pontos que desenvolverá nos Estados Unidos, o principal e mais importante mercado no comércio exterior brasileiro, segundo o Itamaraty. "O embaixador é o interlocutor de um país, razao pela qual a idéia é fazer da Embaixada um local onde os interesses possam encontrar soluçoes", disse o embaixador agora há pouco por telefone de Brasília.

Barbosa, que esteve terça-feira reunido com os ministros Pedro Malan e Luis Felipe Lampreia, antecipou o plano que pretende desenvolver à frente da Embaixada em Washington. De acordo com ele, o setor financeiro será uma de suas prioridades, com uma atuaçao mais contundente da Embaixada em órgaos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de instituiçoes financeiras privadas.

A segunda área que Barbosa pretende atacar é o comércio exterior, setor onde o Brasil vem perdendo força devido à imposiçao de barreiras comerciais por parte do governo norte-americano. "Além de atacar essa frente, vamos iniciar uma ofensiva para promover nosso produtos", acrescentou o embaixador.

"O protecionismo norte-americano é uma parte da história entre o Brasil e os EUA, que precisa ser atacada; a outra, é o esforço de vender nossos produtos", afirmou.

De acordo com ele, a economia norte-americana está crescendo há nove anos. "É nosso principal mercado e o país de onde podem ser captados maiores investimentos", disse. Nos últimos dois anos, as exportaçoes para os EUA estagnaram em US$ 9 bilhoes, mas caíram de 25%, em 1994, para 17%, no ano passado, em termos relativos (proporçao em relaçao ao total das exportaçoes do país).

Outra frente que o embaixador pretende atacar é a mídia, divulgando mais o Brasil. O Congresso norte-americano também faz parte do plano do novo embaixador. De acordo com ele, é necessário ampliar o perfil do País junto à Câmara de Depuatados e ao Senado. Finalmente, o embaixador quer atuar também junto às ONGs e órgaos de direitos humanos, além de universidades e escolas.



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