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PT e Novo fazem ato contra ausência de nomes no debate da Band


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

10/08/2018 | 01:25


Do lado de fora da sede da TV Bandeirantes, manifestantes do PT e do Novo faziam protestos contra a ausência de seus candidatos à Presidência no debate. O TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região indeferiu ontem mandado de segurança do petismo para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – participasse da bancada, enquanto que Amoêdo foi barrado por falta de representatividade do Novo – criado em 2016 – no Congresso. A lei determina que apenas presidenciáveis com legendas que têm cinco deputados na Câmara podem compor debates.

O ato petista concentrou cerca de 700 pessoas, incluindo a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann, e integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Em entrevista ao Diário, Gleisi avaliou ser “absurdo tolher a voz de quem tem mais de 30% (de intenção de voto)”. “O Lula é candidato oficializado na convenção do PT. Não está com seus direitos políticos suspensos, ele teria o direito de participar, teriam (Judiciário) que ter autorizado. O que estão fazendo é rasgar a Constituição Federal. Não deixaram (Band) sequer a cadeira vazia para mostrar essa violência. Se ele não pode vir, poderiam ter feito um link e não deixaram também indicar representação. Esse debate não é legítimo.”

Concomitantemente, o vice na chapa majoritária do PT, Fernando Haddad, e a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) fizeram debate paralelo na internet. Secretário geral de organização do PT de São Bernardo, Cleiton Leite Coutinho alegou que a negativa sobre a participação de Lula na bancada significa cerceamento de discussão democrática. “É verdadeira inversão da democracia. Impediram a participação como subterfúgio para impossibilitar aquele que lidera todas as pesquisas de apresentar o programa do PT para essa crise.”

Em outra entrada da emissora, quase 100 pessoas participavam da atividade de repúdio pela decisão de deixar Amoêdo sem convite para integrar o debate. A grande maioria vestia camiseta laranja, em alusão às cores da sigla. Publicitário, Jonathan Castellano considerou que não existe lógica cobrar representação de partido fundado há dois anos. “Não havia nada para justificar isso. Acima de cinco (deputados) é obrigatório, mas seria facultativo em caso de não atingir. Tem candidatos sem expressão lá. Fato é que existem somente duas opções (eleitorais): todos que estão participando deste teatro (debate) e o Novo. Eles criaram o Brasil que temos hoje.” 



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