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Testes dos foguetes Astros-II agradam Comando do Exército



01/09/2006 | 00:03


O Comando do Exército testou ontem, com sucesso, foguetes de artilharia do sistema Astros-II, com alcance além de 70 quilômetros. No exercício, realizado no Campo de Instrução de Formosa, a 80 km de Brasília, foram empregadas versões de alto poder de fogo, nas quais as ogivas são armadas com até 65 granadas de pequenas dimensões.

Foram utilizados quatro foguetes que, antes de atingirem o alvo, liberaram a submunição, conduzida na ogiva, dispersando os projéteis sobre uma área letal calculada em 300 x 300 metros. A rajada teve duração de 16 segundos.

O Astros-II é fabricado pela Avibrás Aeroespacial, de São José dos Campos. O maior usuário do armamento é a Arábia Saudita, que comprou 15 baterias em meados dos anos 80, totalizando uma frota de carretas disparadoras estimada em 60 unidades. O valor desse contrato, de 1985, teria ultrapassado a casa de US$ 400 milhões. Antes do exército saudita, as forças do Iraque, sob o comando de Saddam Hussein, foram equipadas com o sistema Astros-II. No Oriente Médio, o Catar comprou um conjunto de 4 carretas. Na Ásia, a Malásia recebeu outras 18 unidades dotadas de centros de navegação por GPS digital para estabelecimento contínuo da posição geográfica em tempo real. A encomenda, já entregue, é avaliada em quase US$ 120 milhões.

Provado em combate–O Astros-II foi provado em combate durante a guerra Irã-Iraque, há 20 anos. Voltou ao campo de batalha na Guerra do Golfo, em 1991 - quando em um ataque iraquiano contra a coalisão internacional liderada pelos Estados Unidos, teria ferido gravemente um general americano - e, de novo, em março de 2003, durante a invasão do Iraque. A aviação dos EUA incluiu os lançadores da Avibrás entre os objetivos a serem destruídos durante os bombardeios pesados da fase inicial da ocupação.

O ensaio de ontem, em Formosa, envolveu foguetes SS-30, com raio de ação até 35 km e SS-60, com capacidade na faixa de 70 km. O Astros-II pode ser armado com o SS-40, até o limite de 45 km e a maior de todas as munições, o SS-80, desenhado para ter faixa de desempenho entre 80 km e 100 km levando uma cabeça de guerra pesando até 150 quilos - na forma de explosivo de alto rendimento, ou 60 bomblets do tipo de fragmentação.

Os foguetes de artilharia, não guiados eletronicamente, são um recurso de baixo custo para despejar grande quantidade de fogo sobre uma área específica. Esse tipo de armamento, em uso há mais de 60 anos, voltou a despertar interesse graças à adoção de tecnologias que resultam em ganho de eficiência e exatidão. Cálculos dos especialistas mostram que uma salva de seis SS-80 poderia destruir uma refinaria do tamanho da Replan, em Paulínia, a maior do país.



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