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PT tem de modificar sua organização interna, diz Siraque

Andrea Iseki/Arquivo DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Depois de desgaste institucional, ex-deputado federal petista defende mudança de postura para evitar desvios de conduta de correligionários


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

31/12/2016 | 07:00


Fora dos holofotes depois da derrota no pleito de 2014, o ex-deputado federal e ex-prefeiturável Vanderlei Siraque (PT), que tem reduto eleitoral em Santo André, defendeu que o partido, com raízes no Grande ABC e diante do forte desgaste institucional que respingou em diversas lideranças políticas do petismo, necessita realizar de forma transparente mudanças em sua estrutura e de posicionamento, iniciando-se assim processo de reestruturação da legenda, criada em 1980 e que teve seu ápice no começo dos anos 2000. “O PT precisa demonstrar para a sua militância e para a sociedade como um todo que fará modificações em sua organização interna.”

Na lista de alterações, Siraque sugeriu “controle das ações de seus dirigentes, governos e parlamentares para evitar desvios de conduta e dos princípios do PT”. Três vezes deputado estadual e parlamentar federal na legislatura 2011-2014, o petista indicou ainda o “estabelecimento de mecanismos de compliance”, termo usado no meio corporativo, sobretudo em instituições bancárias, que significa estar em linha com normas e assegurar que todos filiados estejam cumprindo à risca regras impostas pelos órgãos de regulamentação. Advogado, ele foi bancário do extinto Banespa e assessorou o Sindicato dos Bancários do ABC.

Siraque foi pouco utilizado na campanha de reeleição do atual prefeito Carlos Grana (PT), derrotado nas urnas para o ex-vereador Paulo Serra (PSDB), ficando fora da maioria das atividades de rua do então candidato governista. A sua mulher, Bete Siraque, por outro lado, foi reeleita para segundo mandato na Câmara, obtendo 3.456 votos. Com o cenário pós-revés eleitoral, cogita-se que quadro ligado ao ex-deputado, a exemplo da própria vereadora, possa lançar-se como postulante à presidência da sigla no PED (Processo de Eleição Direta), antecipado para março. “Neste momento não tenho pretensões de disputar a direção do PT, porque estou me dedicando à vida acadêmica.”

O deputado estadual Luiz Turco está no segundo mandato à frente do diretório petista em Santo André, sem condições de reeleição, e já coloca como alvo entrar na discussão macro de reestruturação – ele fez parte da executiva nacional no passado. Existem conversas para que o ex-secretário de Obras Carlos Sanches, o Carlão, possa ser o quadro indicado pelo grupo majoritário. Há resistência, principalmente da maior parte da bancada de parlamentares – o PT manteve cinco cadeiras no Legislativo. Outros nomes, no entanto, aparecem, nos bastidores, para contrapor a candidatura. A ideia seria emplacar quadro que representasse renovação. Isso porque surgiram série de críticas quanto à condução da empreitada de Grana no município. O atual prefeito não descarta internamente colocar-se à disposição na disputa em busca de eventual consenso. 



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PT tem de modificar sua organização interna, diz Siraque

Depois de desgaste institucional, ex-deputado federal petista defende mudança de postura para evitar desvios de conduta de correligionários

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

31/12/2016 | 07:00


Fora dos holofotes depois da derrota no pleito de 2014, o ex-deputado federal e ex-prefeiturável Vanderlei Siraque (PT), que tem reduto eleitoral em Santo André, defendeu que o partido, com raízes no Grande ABC e diante do forte desgaste institucional que respingou em diversas lideranças políticas do petismo, necessita realizar de forma transparente mudanças em sua estrutura e de posicionamento, iniciando-se assim processo de reestruturação da legenda, criada em 1980 e que teve seu ápice no começo dos anos 2000. “O PT precisa demonstrar para a sua militância e para a sociedade como um todo que fará modificações em sua organização interna.”

Na lista de alterações, Siraque sugeriu “controle das ações de seus dirigentes, governos e parlamentares para evitar desvios de conduta e dos princípios do PT”. Três vezes deputado estadual e parlamentar federal na legislatura 2011-2014, o petista indicou ainda o “estabelecimento de mecanismos de compliance”, termo usado no meio corporativo, sobretudo em instituições bancárias, que significa estar em linha com normas e assegurar que todos filiados estejam cumprindo à risca regras impostas pelos órgãos de regulamentação. Advogado, ele foi bancário do extinto Banespa e assessorou o Sindicato dos Bancários do ABC.

Siraque foi pouco utilizado na campanha de reeleição do atual prefeito Carlos Grana (PT), derrotado nas urnas para o ex-vereador Paulo Serra (PSDB), ficando fora da maioria das atividades de rua do então candidato governista. A sua mulher, Bete Siraque, por outro lado, foi reeleita para segundo mandato na Câmara, obtendo 3.456 votos. Com o cenário pós-revés eleitoral, cogita-se que quadro ligado ao ex-deputado, a exemplo da própria vereadora, possa lançar-se como postulante à presidência da sigla no PED (Processo de Eleição Direta), antecipado para março. “Neste momento não tenho pretensões de disputar a direção do PT, porque estou me dedicando à vida acadêmica.”

O deputado estadual Luiz Turco está no segundo mandato à frente do diretório petista em Santo André, sem condições de reeleição, e já coloca como alvo entrar na discussão macro de reestruturação – ele fez parte da executiva nacional no passado. Existem conversas para que o ex-secretário de Obras Carlos Sanches, o Carlão, possa ser o quadro indicado pelo grupo majoritário. Há resistência, principalmente da maior parte da bancada de parlamentares – o PT manteve cinco cadeiras no Legislativo. Outros nomes, no entanto, aparecem, nos bastidores, para contrapor a candidatura. A ideia seria emplacar quadro que representasse renovação. Isso porque surgiram série de críticas quanto à condução da empreitada de Grana no município. O atual prefeito não descarta internamente colocar-se à disposição na disputa em busca de eventual consenso. 

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