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Divergência marca fim da transição em S.Bernardo

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Morando e Marinho se alfinetam ao falar sobre
real situação financeira do município para 2017


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

31/12/2016 | 07:00


Troca de alfinetadas sobre real a situação financeira da Prefeitura marcou o último encontro da transição em São Bernardo, protagonizada pelo atual chefe do Executivo, Luiz Marinho (PT), e o futuro prefeito, Orlando Morando (PSDB), ocorrida na manhã de ontem, no Paço.

Depois de entrarem em acordo para não revelar números da administração, como restos a pagar e dívida do município, Marinho e Morando divergiram abertamente em relação ao poder de investimento que o Executivo terá a partir do ano que vem.

O petista citou que o panorama econômico da cidade “é confortável”, ao comparar São Bernardo com demais municípios e Estados pelo País, o que foi confrontado por Morando.

“Eu considerei melhor não tratar de números até para não discutir com o prefeito se é bom ou ruim. Respeito a opinião dele, mas não concordo sobre o aspecto financeiro de cenário favorável”, pontuou Morando. “Disse ser confortável levando em conta a situação do País e da região. Se compararmos com cidades vizinhas, estamos em melhor patamar”, rebateu Marinho. “Serei prefeito de São Bernardo e preciso me preocupar com o Orçamento daqui”, retrucou o tucano, evidenciando mal-estar.

A pauta financeira norteou os encontros das equipes de transição, realizados desde novembro. Morando assegurou que a peça orçamentária deixada por Marinho no valor de R$ 5,3 bilhões para 2017 está superestimada e que diante dessa premissa vai congelar 30% do montante, em medida que estará aliada a um pacote de austeridade aos gastos públicos do município. O tucano argumentou acreditar que a arrecadação do município no ano que vem alcance fatia de R$ 3,8 bilhões.

Rivais políticos, Morando e Marinho adotaram tom cordial nas demais questões da transição. Reforçaram que foram feitas 42 reuniões oficiais entre as equipes, além de encontros setoriais. “Em termos de informações sobre pessoal e setores, eles (governo Marinho) foram muito solícitos. Conseguimos ter alguns avanços”, comentou Morando.

De saída, Marinho abordou que deixa encaminhada ao Paço a entrada de R$ 21 milhões via Ministério das Cidades para a ativação do sistema de drenagem do Piscinão do Paço, que, segundo ele estima, poderá ser concluído em março, sem contar com a parte de acabamento viário no em torno da obra.

O petista relatou também que deixa Morando em situação melhor do que ele encontrou na Prefeitura após vencer a eleição de 2008, quando sucedeu William Dib (ex-PSDB).

“O Orlando recebe uma transição que eu não recebi, o que nos atrapalhou muito para avançarmos os primeiros passos. Vejo que conseguimos fazer um processo de troca exemplar”, disse Marinho, que encerrou seu último dia útil como prefeito. Ele avisou que não participará da cerimônia de posse. 



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Divergência marca fim da transição em S.Bernardo

Morando e Marinho se alfinetam ao falar sobre
real situação financeira do município para 2017

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

31/12/2016 | 07:00


Troca de alfinetadas sobre real a situação financeira da Prefeitura marcou o último encontro da transição em São Bernardo, protagonizada pelo atual chefe do Executivo, Luiz Marinho (PT), e o futuro prefeito, Orlando Morando (PSDB), ocorrida na manhã de ontem, no Paço.

Depois de entrarem em acordo para não revelar números da administração, como restos a pagar e dívida do município, Marinho e Morando divergiram abertamente em relação ao poder de investimento que o Executivo terá a partir do ano que vem.

O petista citou que o panorama econômico da cidade “é confortável”, ao comparar São Bernardo com demais municípios e Estados pelo País, o que foi confrontado por Morando.

“Eu considerei melhor não tratar de números até para não discutir com o prefeito se é bom ou ruim. Respeito a opinião dele, mas não concordo sobre o aspecto financeiro de cenário favorável”, pontuou Morando. “Disse ser confortável levando em conta a situação do País e da região. Se compararmos com cidades vizinhas, estamos em melhor patamar”, rebateu Marinho. “Serei prefeito de São Bernardo e preciso me preocupar com o Orçamento daqui”, retrucou o tucano, evidenciando mal-estar.

A pauta financeira norteou os encontros das equipes de transição, realizados desde novembro. Morando assegurou que a peça orçamentária deixada por Marinho no valor de R$ 5,3 bilhões para 2017 está superestimada e que diante dessa premissa vai congelar 30% do montante, em medida que estará aliada a um pacote de austeridade aos gastos públicos do município. O tucano argumentou acreditar que a arrecadação do município no ano que vem alcance fatia de R$ 3,8 bilhões.

Rivais políticos, Morando e Marinho adotaram tom cordial nas demais questões da transição. Reforçaram que foram feitas 42 reuniões oficiais entre as equipes, além de encontros setoriais. “Em termos de informações sobre pessoal e setores, eles (governo Marinho) foram muito solícitos. Conseguimos ter alguns avanços”, comentou Morando.

De saída, Marinho abordou que deixa encaminhada ao Paço a entrada de R$ 21 milhões via Ministério das Cidades para a ativação do sistema de drenagem do Piscinão do Paço, que, segundo ele estima, poderá ser concluído em março, sem contar com a parte de acabamento viário no em torno da obra.

O petista relatou também que deixa Morando em situação melhor do que ele encontrou na Prefeitura após vencer a eleição de 2008, quando sucedeu William Dib (ex-PSDB).

“O Orlando recebe uma transição que eu não recebi, o que nos atrapalhou muito para avançarmos os primeiros passos. Vejo que conseguimos fazer um processo de troca exemplar”, disse Marinho, que encerrou seu último dia útil como prefeito. Ele avisou que não participará da cerimônia de posse. 

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