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De volta a Calcutta!


Natane Tamasauskas
Do Diário do Grande ABC

31/01/2008 | 07:00


O ano era 1984. O País, sob regime militar, tinha à frente o general João Baptista de Oliveira Figueiredo. Em meio aos primeiros gritos pelas Diretas Já, surgia um espetáculo, trazido da Broadway norte-americana, que contestava toda e qualquer repressão comportamental. Símbolo da liberação sexual dos anos de 1960 – o texto assinado pelo crítico teatral inglês Kenneth Tynan é de 1969 –, Oh Calcutta! causou furor em terras brasileiras por exibir esquetes com 20 atores completamente nus. O assunto? Sexo, como mandava o “figurino”.

Com esse passado polêmico, Oh Calcutta! reestréia no Brasil, mais precisamente no Teatro Paulo Machado de Carvalho (tel.: 4220-3924), em São Caetano, dia 1º de março. O Teatro Lauro Gomes (tel.: 4368-3483), em São Bernardo, já está escalado para a turnê dirigida por Kiko Jaess, o mesmo responsável pela direção geral da primeira montagem. “Naquele tempo enfrentamos 14 censores sentados na primeira fileira. O que eles cortaram não está no gibi”, relembra o diretor.

MODERNIDADE
Reescrita por Paul Stewart e Paul Alon ano passado, a versão contemporânea trará momentos tradicionais mesclados a outros inéditos, adaptados à realidade dos novos tempos. “Hoje, o nu é algo comum. A peça chega com uma nova leitura, brinca com as fantasias sexuais das pessoas. É um olhar no buraco da fechadura”, explica Jaess.

O novo Oh Calcutta! traz no elenco Carlos Cappeleti, Rafael Fernandes, Fábio de Castro, Larissa Menezes, Gabrielle Leithold, Fernando Bastos, Ítalo Santos, Zuba, Ana Turazzi, Vivis Araújo e Bruno Gonçalves, além dos ex-BBBs Rogério Dragone, Valéria Sândalo e Helena Louro.

ORIGEM
À época da concepção do texto original, Tynan recebeu ajuda de Samuel Beckett, Jules Feiffer e John Lennon, entre outros amigos, que contribuíram com visões particulares sobre o tema. Entre outras situações, o musical jogava com o imaginário infantil ao relembrar o já conhecido convite “vamos brincar de médico?” e evidenciava as incontroláveis mãos dos garotos, com a esquete batizada de Os Masturbadores – esta última, aliás, supostamente escrita por Lennon.

 Mas o clímax do espetáculo estava na cena que recriava uma clínica de experiências sexuais liderada por uma médica nazista. Lá, a doutora media a intensidade orgasmática de cobaias voluntárias.


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