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Câmaras da região retomam sessões com tom eleitoral

Montagem/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Poucos projetos de relevância dos Executivos
da região tramitam nos respectivos Legislativos


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

31/01/2016 | 07:00


Com o fim do período de recesso parlamentar, os vereadores do Grande ABC retomam nesta semana as sessões plenárias já em clima eleitoral – a oito meses do pleito, marcado para outubro – e com falta de grandes projetos de relevância dos Executivos em tramitação.

Mesmo com o hiato das propostas de peso engatilhadas na pauta, os Legislativos da região ainda devem ficar a reboque das prefeituras, principalmente por conta das movimentações para a campanha, na qual alguns vereadores serão candidatos a prefeito. Com esse cenário, o ambiente político tomará conta dos debates, com discussões acaloradas e possíveis mudanças de lado, tendo em vista o apoio na disputa aos Paços.

Festividades do Carnaval, em fevereiro, abertura de outro prazo de filiações e janela partidária (em março), realização dos Jogos Olímpicos no Brasil,no Rio de Janeiro (agosto), assim como as convenções das legendas, entre julho e agosto, e o início do calendário das empreitadas eleitorais são fatores que tendem a afetar o andamento dos trabalhos, apesar do custo gerado nas Câmaras, o que não é exclusividade da região. Isso porque parte dessas atividades vai influenciar diretamente na disposição dos parlamentares em plenário, podendo engessar os Legislativos.

Em São Bernardo, o item em curso que deve provocar polêmica, já na primeira sessão, é o texto do prefeito Luiz Marinho (PT) relacionado ao PME (Plano Municipal de Educação), que tratará sobre a questão da ideologia de gênero. Após revés na Casa, o petista derrubou as emendas modificativas aprovadas no fim do ano passado pelos vereadores, causou tensão na relação, gravou vídeo, criticado por ser atemporal, e, posteriormente, sinalizou o envio de complemento. A proposta do Paço é vista com cautela, e corre-se risco de amargar outra derrota. Com a proximidade do pleito, o G-9, ala independente em São Bernardo, pode dar mais dor de cabeça para Marinho, deixando-o enfraquecido neste exercício, diferentemente de 2013 e 2014. Já em 2015, o grupo foi fiador de votações desfavoráveis na Casa. Acrescenta-se a isso a possível entrada dos vereadores Antonio Cabrera (PSB), Rafael Demarchi (PSD) e Marcelo Lima (PPS) na concorrência majoritária.

Em Santo André, a maioria das prioridades da Prefeitura para o ano derradeiro de mandato já não depende da Câmara. Entre elas, a proposta de construção de dez creches e as obras viárias com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), além da implantação da ETA (Estação de Tratamento de Água) do Pedroso, ainda amarradas. O prefeito Carlos Grana (PT) tem governabilidade no momento. Do ponto de vista eleitoral, o legislativo local pode levantar duas candidaturas a prefeito: Ailton Lima (SD) e Luiz Zacarias (PTB), com outros cotados também para compor dobrada, como Donizeti Pereira (PV), Almir Cicote (PSB), Sargento Juliano (PMDB) e Roberto Rautenberg (PTB).

São Caetano deve figurar duelo de vice na Câmara, tendo os parlamentares Fabio Palacio (PR), Beto Vidoski (PSDB), Jorge Salgado (Pros) e o presidente da Casa, Paulo Bottura (PTB), na bolsa de apostas a enfrentarem trincheira pela disputa do Palácio da Cerâmica. O republicano fala de projeto solo, de terceira via, enquanto os demais tendem a se dividir na polarização entre o prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) e o ex-gestor José Auricchio Júnior (PSDB).

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), enfrentará dificuldade nesta retomada das plenárias. O verde não possui maioria na Casa. O cenário atual é de 11 votos contrários contra dez a seu favor. No ano passado, a oposição, por exemplo, emplacou emenda de R$ 4,3 milhões na peça prévia do Orçamento para a realização de festas populares no município, como o Carnaval, a despeito da vontade do Paço. O episódio de perda no embate pode ser repetido. Fora do prazo estipulado pelo Planalto, o PME do governo sequer chegou para os vereadores. Apesar deste prisma, Lauro deve contabilizar dois reforços de sua confiança no Legislativo em meados de março: os secretários José Augusto da Silva Ramos (PSDB, Saúde) e Marcos Michels (PV, Educação), propensos a concorrer pela vaga de reeleição na Câmara.

Em Mauá, o prefeito Donisete Braga (PT) abriu o governo para abrigar eventuais adversários e tenta minimizar clima de rivalidade na Casa. No alto escalão do Paço, o petista atraiu PTdoB, PSB, PTB, PDT, PRB e Pros. Existe risco de perder um desses apoiadores, hoje na base, no meio do processo, como o PSB (leia mais abaixo). Mas conta com fatia superior de adeptos a seu projeto. O principal plano tratado é firmar acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) para assumir o serviço de distribuição de água na cidade.

RISCO DE CPI
A Câmara de Ribeirão Pires deve protagonizar ambiente hostil ao prefeito Saulo Benevides (PMDB). No fim de 2015, os vereadores aprovaram CPI da Saúde, que caso seja desdobrada acabará em desgaste político para o peemedebista. Em Rio Grande da Serra, o prefeito Gabriel Maranhão (PSDB) viu princípio de rebelião, mas tem procurado apaziguar os ânimos. 



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Câmaras da região retomam sessões com tom eleitoral

Poucos projetos de relevância dos Executivos
da região tramitam nos respectivos Legislativos

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

31/01/2016 | 07:00


Com o fim do período de recesso parlamentar, os vereadores do Grande ABC retomam nesta semana as sessões plenárias já em clima eleitoral – a oito meses do pleito, marcado para outubro – e com falta de grandes projetos de relevância dos Executivos em tramitação.

Mesmo com o hiato das propostas de peso engatilhadas na pauta, os Legislativos da região ainda devem ficar a reboque das prefeituras, principalmente por conta das movimentações para a campanha, na qual alguns vereadores serão candidatos a prefeito. Com esse cenário, o ambiente político tomará conta dos debates, com discussões acaloradas e possíveis mudanças de lado, tendo em vista o apoio na disputa aos Paços.

Festividades do Carnaval, em fevereiro, abertura de outro prazo de filiações e janela partidária (em março), realização dos Jogos Olímpicos no Brasil,no Rio de Janeiro (agosto), assim como as convenções das legendas, entre julho e agosto, e o início do calendário das empreitadas eleitorais são fatores que tendem a afetar o andamento dos trabalhos, apesar do custo gerado nas Câmaras, o que não é exclusividade da região. Isso porque parte dessas atividades vai influenciar diretamente na disposição dos parlamentares em plenário, podendo engessar os Legislativos.

Em São Bernardo, o item em curso que deve provocar polêmica, já na primeira sessão, é o texto do prefeito Luiz Marinho (PT) relacionado ao PME (Plano Municipal de Educação), que tratará sobre a questão da ideologia de gênero. Após revés na Casa, o petista derrubou as emendas modificativas aprovadas no fim do ano passado pelos vereadores, causou tensão na relação, gravou vídeo, criticado por ser atemporal, e, posteriormente, sinalizou o envio de complemento. A proposta do Paço é vista com cautela, e corre-se risco de amargar outra derrota. Com a proximidade do pleito, o G-9, ala independente em São Bernardo, pode dar mais dor de cabeça para Marinho, deixando-o enfraquecido neste exercício, diferentemente de 2013 e 2014. Já em 2015, o grupo foi fiador de votações desfavoráveis na Casa. Acrescenta-se a isso a possível entrada dos vereadores Antonio Cabrera (PSB), Rafael Demarchi (PSD) e Marcelo Lima (PPS) na concorrência majoritária.

Em Santo André, a maioria das prioridades da Prefeitura para o ano derradeiro de mandato já não depende da Câmara. Entre elas, a proposta de construção de dez creches e as obras viárias com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), além da implantação da ETA (Estação de Tratamento de Água) do Pedroso, ainda amarradas. O prefeito Carlos Grana (PT) tem governabilidade no momento. Do ponto de vista eleitoral, o legislativo local pode levantar duas candidaturas a prefeito: Ailton Lima (SD) e Luiz Zacarias (PTB), com outros cotados também para compor dobrada, como Donizeti Pereira (PV), Almir Cicote (PSB), Sargento Juliano (PMDB) e Roberto Rautenberg (PTB).

São Caetano deve figurar duelo de vice na Câmara, tendo os parlamentares Fabio Palacio (PR), Beto Vidoski (PSDB), Jorge Salgado (Pros) e o presidente da Casa, Paulo Bottura (PTB), na bolsa de apostas a enfrentarem trincheira pela disputa do Palácio da Cerâmica. O republicano fala de projeto solo, de terceira via, enquanto os demais tendem a se dividir na polarização entre o prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) e o ex-gestor José Auricchio Júnior (PSDB).

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), enfrentará dificuldade nesta retomada das plenárias. O verde não possui maioria na Casa. O cenário atual é de 11 votos contrários contra dez a seu favor. No ano passado, a oposição, por exemplo, emplacou emenda de R$ 4,3 milhões na peça prévia do Orçamento para a realização de festas populares no município, como o Carnaval, a despeito da vontade do Paço. O episódio de perda no embate pode ser repetido. Fora do prazo estipulado pelo Planalto, o PME do governo sequer chegou para os vereadores. Apesar deste prisma, Lauro deve contabilizar dois reforços de sua confiança no Legislativo em meados de março: os secretários José Augusto da Silva Ramos (PSDB, Saúde) e Marcos Michels (PV, Educação), propensos a concorrer pela vaga de reeleição na Câmara.

Em Mauá, o prefeito Donisete Braga (PT) abriu o governo para abrigar eventuais adversários e tenta minimizar clima de rivalidade na Casa. No alto escalão do Paço, o petista atraiu PTdoB, PSB, PTB, PDT, PRB e Pros. Existe risco de perder um desses apoiadores, hoje na base, no meio do processo, como o PSB (leia mais abaixo). Mas conta com fatia superior de adeptos a seu projeto. O principal plano tratado é firmar acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo) para assumir o serviço de distribuição de água na cidade.

RISCO DE CPI
A Câmara de Ribeirão Pires deve protagonizar ambiente hostil ao prefeito Saulo Benevides (PMDB). No fim de 2015, os vereadores aprovaram CPI da Saúde, que caso seja desdobrada acabará em desgaste político para o peemedebista. Em Rio Grande da Serra, o prefeito Gabriel Maranhão (PSDB) viu princípio de rebelião, mas tem procurado apaziguar os ânimos. 

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