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São Bernardo realiza
varredura em 14 escolas

Governo Marinho informou que a L.A. Falcão Bauer vistoria
instituições erguidas pela H.Guedes para 'fins de laudo pericial'


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

05/02/2012 | 07:00


Contratada pela Prefeitura de São Bernardo, a L.A. Falcão Bauer Centro Tecnológico de Controle de Qualidade faz pente-fino nas 14 escolas da rede municipal construídas pela H.Guedes Engenharia. Dentro do pacote de obras que rendeu R$ 31,7 milhões à construtora, está a Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Francisco Diassis Gomes Teixeira, a creche onde um menino de 1 ano e 2 meses morreu há quase dois meses - a unidade completará um ano de inauguração no dia 26.

O governo Luiz Marinho (PT) informou que a Falcão Bauer vistoria todas as 14 escolas erguidas pela H.Guedes para "fins de laudo pericial". E em caso de necessidade, "intervenções serão realizadas" nas unidades, entre creches e Emebs.

O Diário obteve informações de que operários terceirizados da H.Guedes já trabalham em algumas unidades. "Tem muitas paredes ocas nas salas e rachaduras profundas. A ordem é reformar todas as escolas", contou um funcionário da empresa, que pediu para não ser identificado.

A Emeb Maria Rosa Barbosa, localizada na Estrada dos Alvarenga, na região do Alvarenga, bairro populoso de São Bernardo, é uma das que já passam por reforma externa e interna. A equipe do jornal esteve no local e homens trabalhavam na construção de muro. Indagadas, Prefeitura e H.Guedes não responderam.

Procurada, a Falcão Bauer informou que "trabalha com termo de confidencialidade em todos os contratos, A nossa participação é imparcial. Todas as informações e resultados são informados apenas ao contratante do serviço".

ACIDENTE

O sinal de alerta foi ligado a partir do acidente que vitimou Reynan de Moraes Nascimento Cruz, que há sete meses estava matriculado na creche. No dia 7 de dezembro, o menino brincava no solário externo, junto de outras duas crianças, quando revestimento se desprendeu de beiral e caiu sobre sua cabeça.

Até agora, as causas do acidente são desconhecidas. E uma das questões é como uma escola recém-construída pode ter apresentado problema estrutural. Outro funcionário da H.Guedes ouvido pela equipe do Diário revelou que, quando da construção da creche, as laterais de concreto, onde ocorreu o acidente, teriam ficado tortas. "Para endireitar, usaram pouco cimento e de 5 a 7 centímetros de massa. Depois pintaram de laranja. Claro que, com o tempo e o calor, a placa não aderiu e se soltou. No fim, o custo final da obra é vantajoso para o empresário."

Questionada na sexta-feira sobre a denúncia, inclusive sobre a vistoria que a Falcão Bauer faz nas 14 escolas, mais uma vez, a H.Guedes preferiu não se manifestar. Desde a liberação da creche pelo perito da Polícia Civil, após pedido da Prefeitura, o local passa por reforma interna e externa. Ali, segundo os operários, as paredes das salas estão ocas, além de ferragens à mostra. Ao contrário da Emeb Karolina Zofia Lewandowiska, que funciona no mesmo terreno da creche, as aulas não retomam amanhã. Uma reunião de pais foi marcada para o dia 11.



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