Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 3 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

O sacrifício dos jovens


Do Diário do Grande ABC

27/10/2021 | 00:06


A pandemia vai produzindo cauda longa de desarranjos que se fará sentir por muitos anos e esses efeitos vão atingir, principalmente, os mais jovens. Jovens são, também, a maioria dos médicos e enfermeiros que estão na linha de frente. São nossos heróis contemporâneos. Os mais novinhos, quanto a esses, o sacrifício é o do tédio, dos longos dias em casa em frente ao computador, ao celular ou à televisão, entre os jogos eletrônicos, séries em série e as aulas remotas. Os adolescentes, então, bem na fase da explosão dos hormônios, são os mais inquietos.

Os efeitos desastrosos vão se acumulando e os jovens vão ficando cada vez mais cansados e irritadiços. O presente, tão rico de acontecimentos, suspenso por doença que atinge principalmente gente que já está doente, afinal de contas, veja só… ‘já eu, jovem, estou perdendo tanta coisa’. Esses pensamentos terríveis vão ganhando densidade e se espalham como nuvens de gafanhotos, dos grandes centros às pequenas cidades do País.

A cada dia, mais empregos somem, empresas somem, prazos estouram e dívidas se acumulam. Tudo isso vai se contrapondo às vidas que somem e então muitos, nem todos exatamente jovens, mas principalmente jovens amedrontam, com seu vigor e disposição em forçar o normal, e nós, na zona vermelha do risco, apavorados com as imagens de tubos e macas e valas, dizemos a essas pessoas, com calma e cuidado, como quem fala a um cão que mostra os dentes para nós diante do portão: ‘Escuta, logo vai passar, nem é tão ruim assim, vocês levarão muito tempo para se tornarem velhos e verão que, apesar das rugas, nosso tempo ainda é hoje e um dia tem 24 horas para todo mundo; essa loucura democrática, essa distribuição perfeita, todos temos direito, entende? Não há hora preferencial para a vida de quem não viveu tanto e quem já viveu mais horas não ganha bônus nem desconto, não há o que negociar. É só um respiro após o outro. Acalmem-se. Leiam um bom livro ou melhor, escrevam um, contando dos dias que vocês ajudaram muitas pessoas a ficarem vivas. Um dia, na velhice de vocês, seus filhos e netos ficarão orgulhosos desse ato de gentileza e humanidade. Afinal, os empregos voltarão, as dívidas serão negociadas, os dias de tédio logo serão esquecidos nas areias quentes de uma praia em uma tarde de verão. Mas essas histórias de paciência e sacrifício, de espera e cuidado pelos outros, isso ficará para sempre’.

Somos feitos dessa carne e desses ossos de solidariedade e compaixão. Precisamos apenas nos lembrar disso. Como já disse o poeta que era um rapaz, sem dinheiro no bolso: ‘Amar e mudar as coisas me interessa mais’.</CW>

Daniel Medeiros é doutor em educação histórica e professor no Curso Positivo.

Palavra do leitor

Viaduto

Difícil calar-se ao ler aqui críticas injustas ao vereador de Santo André Ricardo Alvarez. Não tenho procuração para defendê-lo, mas, cabe destacar: quanto ao aumento de cadeiras, este <CF52>Diário</CF> informou claramente que seu voto foi contra. Por que não atacar quem votou a favor? Exigir agora que ele vá para a rua protestar – já que ele é de movimentos sociais – pode ser até elogio, mas qualquer um pode fazê-lo, em especial os mais indignados, e que devem rever seu voto, que, com certeza, não foi para ele, e sim para quem votou a favor. Quanto ao nome do viaduto que homenageia presidente da ditadura, nacionalmente há revisão geral desses homenageados. Será que os reclamantes não sabem que se aquele fosse hoje o presidente, eles não poderiam reclamar, nem sequer votar, mesmo que errado e depois se arrepender. Por oportuno, o vereador é também autor da lei para distribuição de absorventes para mulheres e meninas carentes, mas é difícil entender dessa necessidade e humilhação.

Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Combustíveis

Mais um aumento dos combustíveis nesta semana (Economia, ontem). No ano, a gasolina já subiu 73,4% e o diesel, 65,3%, além de outros derivados. Isso impacta profundamente nossa economia e impulsiona os preços de forma geral, acenando para a terrível alta da inflação. Sabemos que as fontes energéticas estão em alta globalmente, porém, o Brasil tem extraordinária fonte renovável, o etanol, que poderia auxiliar muito mais o país em momento difícil como este. Não seria o momento de pacto para aumentar a oferta desta commoditie e enfrentarmos a crise com os menores danos possíveis? O governo federal, acionista majoritário da Petrobras, não pode fazer algo mais pela causa? Os impostos, especialmente o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estadual e pesa muito no preço final do produto, não poderia ser reduzido? Os Estados estão arrecadando tufos de dinheiro. São questões que, se bem conduzidas séria e politicamente, podem amenizar os efeitos da crise e trazer bons resultados ao País. Políticos e empresários precisam se unir para sairmos desta situação sem tanto sofrimento, especialmente os mais necessitados.

Mauri Fontes
Santo André 

Mapa 

Houve tempo, entre 2001 e 2015, em que se propagandeou colocar fios de alta-tensão debaixo das vias públicas. A conversa na mídia era tão insistente que nos fazia perguntar se ficava mais fácil roubar informações por atividade hacker. Então a mídia poderia ajudar se fornecesse mapa de onde ocorrem roubos e violações de cabos e fios. 

Nilson Andrade
São Bernardo

Saúva volta! 

As pessoas que já adquiriram algumas primaveras a mais (anos de vida) irão se recordar de um ditado de antigamente que pregava o seguinte: ‘Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil’. Hoje esse ditado se encaixa como uma ‘luva’ à Petrobras e aos reajustes de preços nos combustíveis, gás, etc, que vem aplicando ao Brasil e principalmente no bolso da população brasileira. Portanto, já passou da hora de o chefe da Nação e seus comandados tomarem decisão antes que a ‘saúva’ volte. Porque o caos já está começando e, antes que se torne geral, medidas urgentes terão que ser tomadas. 

Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá 

Rio violento

Até quando vamos, neste sangrento Brasil, continuar convivendo com tragédias promovidas pela bandidagem? Como em Mesquita, no Rio, em que Mario Neto Ferreira, 1 ano e 6 meses, cortando o cabelo ao lado do pai em barbearia, levou tiro na cabeça e morreu. A família está transtornada, e o País, indignado com tanta impunidade! Principalmente no Rio de Janeiro, totalmente dominado pelas milícias, sem que as autoridades as enfrente. E Jair Bolsonaro, irresponsável e desumano que é, facilita e estimula a compra de armas para população, sem se importar que vão parar nas mãos de criminosos. Este é o Brasil, sem rumo.

Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;