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Quatro vezes Jovem Guarda


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

26/08/2005 | 08:20


A festa de arromba para comemorar as quatro décadas da Jovem Guarda em grande estilo já tem data e local para acontecer. Quatro ídolos do movimento que influenciou o comportamento da juventude brasileira nos anos 60 – Erasmo Carlos, Wanderléa, além dos grupos The Fevers e Golden Boys, reúnem-se nesta sexta-feira e sábado, sempre às 22h, na casa de shows Tom Brasil, em São Paulo, para a gravação do DVD 40 Anos de Rock Brasil – Jovem Guarda.

Mais de 60 mil pessoas já assistiram ao espetáculo, que foi apresentado no Rio e em turnê pelo Nordeste que passou por Maceió e Recife. A direção ficou a cargo de JC Marinho, que costurou o repertório do show em parceria com os artistas, para que as apresentações fossem feitas nos mesmos moldes do programa Jovem Guarda.

O The Fevers abre o show com Vem me Ajudar, Mar de Rosas e Esqueça, entre outros sucessos. Na seqüência, passa a atuar como banda de apoio dos Golden Boys, que não deixam por menos em número de hits, cantando Alguém na Multidão, Erva Venenosa e Ritmo da Chuva.

Sem perder tempo, o grupo abre passagem para Wanderléa, que relembra os eterno hits Pare o Casamento, Eu Sou Terrível e Ternura. Depois da Ternurinha, o Tremendão assume os microfones para cantar Gatinha Manhosa, Calhambeque, Caderninho e Vem Quente que Eu Estou Fervendo, entre outras pérolas do iê-iê-iê brasileiro. No final do show, todos os músicos retornam ao palco para uma jam session em clima de celebração.

Rebelde – Enquanto Roberto Carlos sempre fez o gênero bom moço e teve um flerte rápido com o rock no início da carreira, seu amigo de fé Erasmo preserva o espírito roqueiro. “Continuo rebelde, mas para o pessoal da minha geração, não da geração do Felipe Dylon”, afirma.

Aos 64 anos, o Tremendão sabe da importância da Jovem Guarda, que já foi diversas vezes classificada como alienada, na produção cultural e nas mudanças comportamentais da juventude. “Se você encarar a música como entretenimento, foi uma festa maravilhosa de puro amor e as pessoas se identificaram com aquilo. Ninguém transava política. Todos (os artistas do movimento) vieram da periferia”.

O detalhe curioso dessa história é que o próprio nome do programa, que estreou em 22 de agosto de 1965, na TV Record, foi retirado de uma frase de Vladimir Lênin, um dos líderes da Revolução Russa de 1917. “O futuro do socialismo pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada”. Quem sugeriu o nome foi o produtor do programa, o publicitário e petista histórico Carlito Maia (1924-2002).

Ainda no campo musical, Erasmo, que recebeu neste ano o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como melhor compositor, pelo trabalho autoral em seu CD mais recente, Santa Música, acredita que a Jovem Guarda definiu diretrizes que são seguidas até hoje. “Em todos os países em que havia música jovem seguiram o inglês. Nós aportuguesamos o rock”.



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Quatro vezes Jovem Guarda

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

26/08/2005 | 08:20


A festa de arromba para comemorar as quatro décadas da Jovem Guarda em grande estilo já tem data e local para acontecer. Quatro ídolos do movimento que influenciou o comportamento da juventude brasileira nos anos 60 – Erasmo Carlos, Wanderléa, além dos grupos The Fevers e Golden Boys, reúnem-se nesta sexta-feira e sábado, sempre às 22h, na casa de shows Tom Brasil, em São Paulo, para a gravação do DVD 40 Anos de Rock Brasil – Jovem Guarda.

Mais de 60 mil pessoas já assistiram ao espetáculo, que foi apresentado no Rio e em turnê pelo Nordeste que passou por Maceió e Recife. A direção ficou a cargo de JC Marinho, que costurou o repertório do show em parceria com os artistas, para que as apresentações fossem feitas nos mesmos moldes do programa Jovem Guarda.

O The Fevers abre o show com Vem me Ajudar, Mar de Rosas e Esqueça, entre outros sucessos. Na seqüência, passa a atuar como banda de apoio dos Golden Boys, que não deixam por menos em número de hits, cantando Alguém na Multidão, Erva Venenosa e Ritmo da Chuva.

Sem perder tempo, o grupo abre passagem para Wanderléa, que relembra os eterno hits Pare o Casamento, Eu Sou Terrível e Ternura. Depois da Ternurinha, o Tremendão assume os microfones para cantar Gatinha Manhosa, Calhambeque, Caderninho e Vem Quente que Eu Estou Fervendo, entre outras pérolas do iê-iê-iê brasileiro. No final do show, todos os músicos retornam ao palco para uma jam session em clima de celebração.

Rebelde – Enquanto Roberto Carlos sempre fez o gênero bom moço e teve um flerte rápido com o rock no início da carreira, seu amigo de fé Erasmo preserva o espírito roqueiro. “Continuo rebelde, mas para o pessoal da minha geração, não da geração do Felipe Dylon”, afirma.

Aos 64 anos, o Tremendão sabe da importância da Jovem Guarda, que já foi diversas vezes classificada como alienada, na produção cultural e nas mudanças comportamentais da juventude. “Se você encarar a música como entretenimento, foi uma festa maravilhosa de puro amor e as pessoas se identificaram com aquilo. Ninguém transava política. Todos (os artistas do movimento) vieram da periferia”.

O detalhe curioso dessa história é que o próprio nome do programa, que estreou em 22 de agosto de 1965, na TV Record, foi retirado de uma frase de Vladimir Lênin, um dos líderes da Revolução Russa de 1917. “O futuro do socialismo pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada”. Quem sugeriu o nome foi o produtor do programa, o publicitário e petista histórico Carlito Maia (1924-2002).

Ainda no campo musical, Erasmo, que recebeu neste ano o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como melhor compositor, pelo trabalho autoral em seu CD mais recente, Santa Música, acredita que a Jovem Guarda definiu diretrizes que são seguidas até hoje. “Em todos os países em que havia música jovem seguiram o inglês. Nós aportuguesamos o rock”.

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