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Embalos da madrugada


Gabriela Germano
Da TV Press

23/11/2007 | 07:04


A TV até tem música boa, mas ela fica escondidinha na programação. Depois do Programa do Jô, na próxima sexta, dia 30, vai ao ar o oitavo Som Brasil de 2007.

Na última sexta do mês, um grande nome da MPB é homenageado por outros intérpretes. Noel Rosa, Gonzaguinha, Milton Nascimento e Ivan Lins, entre outros, já foram lembrados. O aclamado da vez é Djavan.

Para Luiz Gleiser, que dirige o projeto ao lado de Mário Meirelles, o horário é o ideal para a proposta da produção. “Podemos fazer inúmeras experimentações nesse programa, correr riscos. Na grade apertada que a emissora tem, isso não seria possível em outro horário”, explica.

Gleiser acredita ainda que o público para o qual o Som Brasil se dirige tem a possibilidade de ver TV justamente nas madrugadas.

PERFEIÇÃO

O som é de primeira qualidade e os cuidados na hora da gravação também. Tudo está aparentemente perfeito, mas a direção quer fazer mais uma vez. E outra e mais outra.

O cantor não se atreve a reclamar da demora. E, para gravar todo o programa que tem aproximadamente uma hora de duração, foram gastas duas tardes inteiras. “Geralmente é cansativo fazer televisão.

Mas no Som Brasil eles são superorganizados e o clima é ótimo”, elogia Djavan. Com sua timidez já conhecida, ele afirma que ainda fica encabulado quando recebe homenagens. “É gratificante ser lembrado, mas fico sem jeito”, confirma.

A estrutura do cenário idealizado por Fernando Schmidit comporta quatro palcos. Um para Djavan com sua banda e outros três para os artistas que o homenageiam: Luiza Possi, que segue a trilha de sua mãe Zizi Possi, a cantora carioca Katia B e Geraldo Maia, compositor e poeta pernambucano. Todos eles interpretam músicas do homenageado sob os olhos e ouvidos atentos do cantor.

“No início dá medo vê-lo na minha frente enquanto canto. Mas depois vai e acaba sendo ótimo”, avalia a jovem Luiza, que preparou um arranjo especial para as canções Azul e Eu te devoro.

EMOÇÃO

Como apresentadora desde o primeiro programa, a atriz Patrícia Pillar não escondia o entusiasmo durante as gravações. Djavan lhe traz recordações especiais. “Em 1980, fiz o filme Para Viver Um Grande Amor em que ele participava como ator”, lembra Patrícia.

Além disso, ela não esconde o gosto que tem por se envolver em projetos ligados à música. “Aqui temos também a oportunidade de mostrar músicos jovens que têm um trabalho autoral. Sem contar que o primeiro programa que apresentei foi sobre música, o FMTV, na Manchete”, destaca.

QUALIDADE

Para o diretor Luiz Gleiser, material para fazer o programa não falta. “Com as estrelas que temos na nossa música, daria para fazer quatro anos seguidos de programa”, exagera.

Mas tanta diversidade também pode dificultar o trabalho. Nas reuniões para definir os nomes de quem merece um destaque no programa, qual será o repertório apresentado e quem serão os convidados, os ânimos se exaltam. “Uma das maiores discussões esse ano foi para decidir quem representaria o Raul Seixas. Até nos decidirmos pelo Lobão houve muito bate-boca”, revela Gleiser.

Em 2008, o Som Brasil deve permanecer na grade de programação da Globo com o mesmo formato. É uma fórmula bem-sucedida que deve originar o lançamento de DVDs. “Nosso programa faz dois resgates importantes. O da marca Som Brasil e o de nossa MPB", resume Gleiser.


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