Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 13 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Prefeituras de PE e AL aderem a protesto contra seca


Do Diário do Grande ABC

15/09/1999 | 17:30


Cerca de 90% das prefeituras de Pernambuco e de Alagoas paralisaram suas atividades nesta quarta-feira em protesto contra o tratamento dado à seca no semi-árido nordestino pelo governo federal. As principais rodovias de Pernambuco foram interditadas em 17 pontos - do sertao à regiao metropolitana - por cerca de uma hora, pela manha.

O movimento, que deveria atingir todo o Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, ficou restrito aos dois estados porque nessa terça-feira(14) o ministro da Integraçao Nacional, Fernando Bezerra, acatou parte das reivindicaçoes dos prefeitos, prometendo ampliaçao das frentes produtivas, maior número de carros-pipa, aumento do salário dos alistados de R$ 48,00 para R$ 68,00 (56 da Uniao e 12 dos estados) e manutençao do programa de emergência até fevereiro.

O presidente da Associaçao Municipalista de Pernambuco (Amupe), Sérgio Miranda, disse nao estar satisfeito apenas com as medidas anunciadas pelo ministro, embora as considere uma vitória do movimento. Ele garante que na próxima semana os prefeitos de todo o semi-árido estarao fazendo um documento insistindo na necessidade de medidas de caráter permanente em relaçao à seca.

Beneficiados - "O ministro desmobilizou esta manifestaçao, mas nao vai quebrar a uniao dos prefeitos em torno das reivindicaçoes que podem tornar a regiao apta a conviver com a seca", afirmou Miranda. "Estamos cansados de pedir esmolas a cada estiagem". De acordo com Miranda, a maioria dos estados desistiu de participar da paralisaçao desta quarta por ter sido beneficiada. "Maranhao, Piauí, Ceará, Espírito Santo e Minas Gerais estavam fora da emergência e foram reincluídos e Sergipe e Bahia vao ter um grande aumento do número de alistados" afirmou. Há 40 dias, disse, o ministro Fernando Bezerra nao queria nem receber os prefeitos. "Com a expectativa da paralisaçao, ele nos chamou ao seu gabinete e aceitou parte das solicitaçoes."

Os prefeitos querem a manutençao do programa de combate aos efeitos da seca por um período de cinco anos, tempo em que seriam mantidas as frentes produtivas e os municípios receberiam em torno de R$ 10,00 por alistado para investir em infra-estrutura hídrica.

Na avaliaçao de Miranda, o protesto foi forte em Pernambuco e Alagoas porque a mobilizaçao dos prefeitos era maior e por causa da situaçao crítica em que se encontram esses estados, dois dos mais afetados pela seca. "Mesmo assim, a adesao foi maior que a esperada", afirmou Sérgio Miranda. Do total de 184 municípios, mais de 160 participaram - 80% deles decretando feriado e 20% ponto facultativo.

Nos pontos de interdiçao de rodovia, prefeitos, políticos e a populaçao fizeram manifestaçoes, denunciando o estado de miséria da populaçao. Um destes pontos - a BR-101, na altura do Cabo, na regiao metropolitana - reuniu 3,5 mil pessoas de 9 municípios vizinhos, segundo a Polícia Militar. Elas começaram a chegar ao local às 9 horas. Uma hora depois, a estrada foi bloqueada por um caminhao, onde se improvisou um palanque. As 11h30 o tráfego foi liberado.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Prefeituras de PE e AL aderem a protesto contra seca

Do Diário do Grande ABC

15/09/1999 | 17:30


Cerca de 90% das prefeituras de Pernambuco e de Alagoas paralisaram suas atividades nesta quarta-feira em protesto contra o tratamento dado à seca no semi-árido nordestino pelo governo federal. As principais rodovias de Pernambuco foram interditadas em 17 pontos - do sertao à regiao metropolitana - por cerca de uma hora, pela manha.

O movimento, que deveria atingir todo o Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, ficou restrito aos dois estados porque nessa terça-feira(14) o ministro da Integraçao Nacional, Fernando Bezerra, acatou parte das reivindicaçoes dos prefeitos, prometendo ampliaçao das frentes produtivas, maior número de carros-pipa, aumento do salário dos alistados de R$ 48,00 para R$ 68,00 (56 da Uniao e 12 dos estados) e manutençao do programa de emergência até fevereiro.

O presidente da Associaçao Municipalista de Pernambuco (Amupe), Sérgio Miranda, disse nao estar satisfeito apenas com as medidas anunciadas pelo ministro, embora as considere uma vitória do movimento. Ele garante que na próxima semana os prefeitos de todo o semi-árido estarao fazendo um documento insistindo na necessidade de medidas de caráter permanente em relaçao à seca.

Beneficiados - "O ministro desmobilizou esta manifestaçao, mas nao vai quebrar a uniao dos prefeitos em torno das reivindicaçoes que podem tornar a regiao apta a conviver com a seca", afirmou Miranda. "Estamos cansados de pedir esmolas a cada estiagem". De acordo com Miranda, a maioria dos estados desistiu de participar da paralisaçao desta quarta por ter sido beneficiada. "Maranhao, Piauí, Ceará, Espírito Santo e Minas Gerais estavam fora da emergência e foram reincluídos e Sergipe e Bahia vao ter um grande aumento do número de alistados" afirmou. Há 40 dias, disse, o ministro Fernando Bezerra nao queria nem receber os prefeitos. "Com a expectativa da paralisaçao, ele nos chamou ao seu gabinete e aceitou parte das solicitaçoes."

Os prefeitos querem a manutençao do programa de combate aos efeitos da seca por um período de cinco anos, tempo em que seriam mantidas as frentes produtivas e os municípios receberiam em torno de R$ 10,00 por alistado para investir em infra-estrutura hídrica.

Na avaliaçao de Miranda, o protesto foi forte em Pernambuco e Alagoas porque a mobilizaçao dos prefeitos era maior e por causa da situaçao crítica em que se encontram esses estados, dois dos mais afetados pela seca. "Mesmo assim, a adesao foi maior que a esperada", afirmou Sérgio Miranda. Do total de 184 municípios, mais de 160 participaram - 80% deles decretando feriado e 20% ponto facultativo.

Nos pontos de interdiçao de rodovia, prefeitos, políticos e a populaçao fizeram manifestaçoes, denunciando o estado de miséria da populaçao. Um destes pontos - a BR-101, na altura do Cabo, na regiao metropolitana - reuniu 3,5 mil pessoas de 9 municípios vizinhos, segundo a Polícia Militar. Elas começaram a chegar ao local às 9 horas. Uma hora depois, a estrada foi bloqueada por um caminhao, onde se improvisou um palanque. As 11h30 o tráfego foi liberado.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;