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Chuvas provocam alta nos preços dos produtos da feira livre


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

25/01/2010 | 07:01


As constantes chuvas que atormentaram São Paulo na semana passada devem pesar também no bolso do consumidor. Alguns produtos da feira livre devem ficar mais caros, após perda de grande parte do estoque e pelo fechamento do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) na quinta-feira, após alagamento. Abacaxi e melancia - que tiveram 80% do armazenamento total destruídos na enchente - terão alta de 10% a 15%, respectivamente.

Nas feiras livres do Grande ABC os produtos já mostraram oscilação ontem. Abacaxis, cotados na semana anterior a R$ 5,00 três unidades, eram vendidos de R$ 2,50 a R$ 4,00 cada, aumento de até 140%.

O feirante Wesley Adriano Velasques dos Santos alega que com as enchentes no Ceagesp, a reposição dos hortifruti que seria feita na quinta-feira, aconteceu apenas um dia depois. "Os preços estavam mais altos na Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) de Santo André na sexta-feira, trouxemos três vezes menos carga." Ele defende que o produto mais caro mostrava qualidade. "Você encontra mais barato por aqui, mas não estarão tão bons", defende.

Fábio Vezzá De Benedetto, engennheiro agrônomo responsável pelo Craisa, afirma que hortaliças também devem ficar mais caras por conta das chuvas. "A chuva influencia muito nos preços da frutas, verduras e legumes, principalmente hortaliças folhosas e alguns legumes. É melhor que as pessoas pensem em substituí-los por esse breve período."

A aposentada Maria Ferreira, de 73 anos, foi uma das consumidoras que já constatou o aumento nas hortaliças e não gostou nada disso. Acostumada a encontrar o maço de alface por cerca de R$ 1, ela reclamou ao pagar R$ 2,50 no produto. "O ruim é que além de pagar mais caro, vemos que a qualidade caiu demais."

Além das enchentes, o engenheiro afirma que o mau tempo dificulta todo o processo de colheita e transporte dos produtos, o que também eleva preços. "Chuvas estragam estradas, então, transporte fica prejudicado, o produto atrasa, e os preços sobem."

Maria Tavares Costa, de 60 anos, fez a feira ontem de olho nos preços e substituindo itens, sempre que possível. "Melancia e abacaxi ficaram de fora da cesta. Dona de casa tem de saber economizar."

ABASTECIMENTO - Benedetto explica que quase 90% do mercado de frutas, verduras e legumes do Grande ABC é abastecido com produtos da Ceagesp, com isso, qualquer problema que aconteça com a Companhia, reflete rapidamente nos preços da região. "A Ceagesp é referência em qualquer lugar. Praticamente todos abastecem-se com produtos de lá, não só os supemercados, mas feiras, quitandas e sacolões também."



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Chuvas provocam alta nos preços dos produtos da feira livre

Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

25/01/2010 | 07:01


As constantes chuvas que atormentaram São Paulo na semana passada devem pesar também no bolso do consumidor. Alguns produtos da feira livre devem ficar mais caros, após perda de grande parte do estoque e pelo fechamento do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) na quinta-feira, após alagamento. Abacaxi e melancia - que tiveram 80% do armazenamento total destruídos na enchente - terão alta de 10% a 15%, respectivamente.

Nas feiras livres do Grande ABC os produtos já mostraram oscilação ontem. Abacaxis, cotados na semana anterior a R$ 5,00 três unidades, eram vendidos de R$ 2,50 a R$ 4,00 cada, aumento de até 140%.

O feirante Wesley Adriano Velasques dos Santos alega que com as enchentes no Ceagesp, a reposição dos hortifruti que seria feita na quinta-feira, aconteceu apenas um dia depois. "Os preços estavam mais altos na Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) de Santo André na sexta-feira, trouxemos três vezes menos carga." Ele defende que o produto mais caro mostrava qualidade. "Você encontra mais barato por aqui, mas não estarão tão bons", defende.

Fábio Vezzá De Benedetto, engennheiro agrônomo responsável pelo Craisa, afirma que hortaliças também devem ficar mais caras por conta das chuvas. "A chuva influencia muito nos preços da frutas, verduras e legumes, principalmente hortaliças folhosas e alguns legumes. É melhor que as pessoas pensem em substituí-los por esse breve período."

A aposentada Maria Ferreira, de 73 anos, foi uma das consumidoras que já constatou o aumento nas hortaliças e não gostou nada disso. Acostumada a encontrar o maço de alface por cerca de R$ 1, ela reclamou ao pagar R$ 2,50 no produto. "O ruim é que além de pagar mais caro, vemos que a qualidade caiu demais."

Além das enchentes, o engenheiro afirma que o mau tempo dificulta todo o processo de colheita e transporte dos produtos, o que também eleva preços. "Chuvas estragam estradas, então, transporte fica prejudicado, o produto atrasa, e os preços sobem."

Maria Tavares Costa, de 60 anos, fez a feira ontem de olho nos preços e substituindo itens, sempre que possível. "Melancia e abacaxi ficaram de fora da cesta. Dona de casa tem de saber economizar."

ABASTECIMENTO - Benedetto explica que quase 90% do mercado de frutas, verduras e legumes do Grande ABC é abastecido com produtos da Ceagesp, com isso, qualquer problema que aconteça com a Companhia, reflete rapidamente nos preços da região. "A Ceagesp é referência em qualquer lugar. Praticamente todos abastecem-se com produtos de lá, não só os supemercados, mas feiras, quitandas e sacolões também."

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