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Gasto com álcool cai 32,3% na pandemia

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fechamento de bares e restaurantes aliado à perda de renda explicam queda; médicos alertam sobre benefícios à saúde


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

18/02/2021 | 08:21


O volume gasto com bebidas alcoólicas no Grande ABC caiu 32,3% em 2020, na comparação com 2019, conforme estudo IPC Maps, da IPC Marketing e Editora. Em 2020, os consumidores da região desembolsaram R$ 364,6 milhões, contra R$ 538,3 no ano anterior.

A queda, de acordo com o responsável pelo trabalho, Marcos Pazzini, está diretamente relacionada à pandemia: o fechamento de bares e restaurantes por longos períodos no início das contaminações, e o achatamento e até a perda de renda dos consumidores.

“Quem antes saía na sexta e no sábado para ir ao bar, encontrar os amigos, deixou de fazer isso”, explicou. Pazzini relatou que no último ano, 37.646 empresas de serviços de alimentação (cujos produtos eram servidos para consumo no local) fecharam as portas na região, 30% delas em decorrência da pandemia. “Essa combinação de queda na oferta e na demanda nos levou a esse cenário”, afirmou. Os dados são estimativas baseadas em bancos de dados como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), dentre outros bancos de dados oficiais.

Se a queda nos gastos significa prejuízo para comerciantes e distribuidoras, para a saúde é um ganho imenso. Na data de hoje, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, especialistas listam os males que o consumo de bebidas alcoólicas fazem para a saúde física e mental das pessoas.

O neurocirurgião Renato Andrade Chaves explica que a ingestão constante de álcool provoca grandes complicações para a saúde do indivíduo e que os efeitos são diferentes em cada organismo, mesmo quando ingerido em doses iguais. “Podem surgir doenças do fígado, problemas gastrointestinais, cardíacos e vasculares e pancreatite”, listou. “Disfunções imunológicas, anemia, osteoporose, vários tipos de cânceres, além de neuropatia periférica e prejuízos cerebrais.”

Chaves destaca que para a OMS (Organização Mundial da Saúde) não existem níveis sem risco para a ingestão de álcool, mas que alguns estudos apontam que até duas doses por dia (150 ml de vinho ou 40 ml de destilado), com intervalo de dois dias, podem trazer algum tipo de benefício.

O endocrinologista José Marcelo Natividade afirmou que, na visão metabólica da saúde, existem várias consequências no consumo de bebidas alcoólicas, como o ganho de peso. “Cada molécula de açúcar, que contém quatro calorias, é transformada em sete calorias de álcool durante sua fermentação. Ou seja, engana-se quem pensa que o álcool não engorda ou que engorda menos do que uma sobremesa, por exemplo”, explicou.

m outros casos, listou o médico, o consumo excessivo pode causar desnutrição, principalmente se o seu início se dá durante a adolescência. “Neste período, a ingestão do álcool pode causar a redução da capacidade de absorção de nutrientes importantes para o desenvolvimento do organismo”, completou. O álcool também tem potencial para lesar órgãos nobres que compõem o trato gastrointestinal.
Na saúde mental, o álcool pode afetar a memória e os relacionamentos interpessoais, criando muitas vezes um círculo vicioso de problemas de sociabilização, afastando os entes queridos e, assim, conduzindo cada vez mais para o vício, alerta o psicanalista Gregor Osipoff. Os efeitos no corpo podem durar de duas a até 12 horas, e a abstinência pode causar ansiedade e depressão.  



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Gasto com álcool cai 32,3% na pandemia

Fechamento de bares e restaurantes aliado à perda de renda explicam queda; médicos alertam sobre benefícios à saúde

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

18/02/2021 | 08:21


O volume gasto com bebidas alcoólicas no Grande ABC caiu 32,3% em 2020, na comparação com 2019, conforme estudo IPC Maps, da IPC Marketing e Editora. Em 2020, os consumidores da região desembolsaram R$ 364,6 milhões, contra R$ 538,3 no ano anterior.

A queda, de acordo com o responsável pelo trabalho, Marcos Pazzini, está diretamente relacionada à pandemia: o fechamento de bares e restaurantes por longos períodos no início das contaminações, e o achatamento e até a perda de renda dos consumidores.

“Quem antes saía na sexta e no sábado para ir ao bar, encontrar os amigos, deixou de fazer isso”, explicou. Pazzini relatou que no último ano, 37.646 empresas de serviços de alimentação (cujos produtos eram servidos para consumo no local) fecharam as portas na região, 30% delas em decorrência da pandemia. “Essa combinação de queda na oferta e na demanda nos levou a esse cenário”, afirmou. Os dados são estimativas baseadas em bancos de dados como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), dentre outros bancos de dados oficiais.

Se a queda nos gastos significa prejuízo para comerciantes e distribuidoras, para a saúde é um ganho imenso. Na data de hoje, quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, especialistas listam os males que o consumo de bebidas alcoólicas fazem para a saúde física e mental das pessoas.

O neurocirurgião Renato Andrade Chaves explica que a ingestão constante de álcool provoca grandes complicações para a saúde do indivíduo e que os efeitos são diferentes em cada organismo, mesmo quando ingerido em doses iguais. “Podem surgir doenças do fígado, problemas gastrointestinais, cardíacos e vasculares e pancreatite”, listou. “Disfunções imunológicas, anemia, osteoporose, vários tipos de cânceres, além de neuropatia periférica e prejuízos cerebrais.”

Chaves destaca que para a OMS (Organização Mundial da Saúde) não existem níveis sem risco para a ingestão de álcool, mas que alguns estudos apontam que até duas doses por dia (150 ml de vinho ou 40 ml de destilado), com intervalo de dois dias, podem trazer algum tipo de benefício.

O endocrinologista José Marcelo Natividade afirmou que, na visão metabólica da saúde, existem várias consequências no consumo de bebidas alcoólicas, como o ganho de peso. “Cada molécula de açúcar, que contém quatro calorias, é transformada em sete calorias de álcool durante sua fermentação. Ou seja, engana-se quem pensa que o álcool não engorda ou que engorda menos do que uma sobremesa, por exemplo”, explicou.

m outros casos, listou o médico, o consumo excessivo pode causar desnutrição, principalmente se o seu início se dá durante a adolescência. “Neste período, a ingestão do álcool pode causar a redução da capacidade de absorção de nutrientes importantes para o desenvolvimento do organismo”, completou. O álcool também tem potencial para lesar órgãos nobres que compõem o trato gastrointestinal.
Na saúde mental, o álcool pode afetar a memória e os relacionamentos interpessoais, criando muitas vezes um círculo vicioso de problemas de sociabilização, afastando os entes queridos e, assim, conduzindo cada vez mais para o vício, alerta o psicanalista Gregor Osipoff. Os efeitos no corpo podem durar de duas a até 12 horas, e a abstinência pode causar ansiedade e depressão.  

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