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Profissionais da saúde doam tempo livre para auxiliar desconhecidos

Médica, enfermeiro e psicólogo atendem virtualmente nas redes sociais


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

31/03/2020 | 00:01


Em tempos de crises, inclusive sanitárias, como a que a sociedade vive agora com o novo coronavírus, surgem dúvidas, medos, pânicos e desespero. Mas é nestas horas também que aparecem corações solidários dispostos a aquecerem como podem a vida do próximo, até de desconhecidos. É exatamente isso o que estão fazendo diversos profissionais da área da saúde no Grande ABC, em tempos de isolamento social: ajudando voluntariamente pessoas que precisem de auxílio.

É o caso da médica Luana Baldim, 33 anos, de São Bernardo, que atua na região como clinica geral e endoscopista. Em meio à pandemia, ela trabalha não só na linha de frente em hospital, mas também com exames de urgência e emergência. E ainda arruma tempo para ajudar e tirar dúvidas da população por meio de seu Facebook (luana.baldim.5) e pelo e-mail (luanabaldim@hotmail.com).

“Diante da pandemia é de extrema importância procurarmos fontes seguras de informação. Como médica, sinto que posso ajudar. Algumas questões podem ser resolvidas sem que o paciente precise ir até ao pronto-socorro ou à unidade básica de saúde e, assim, evita saturar o sistema”, explica.

Ela diz que muitas pessoas a têm procurado. “Sobre cuidados ao voltar para casa depois de ir ao supermercado, questionamentos de medicações que são vendidas sem receita na farmácia, dúvidas sobre resfriados, entre outras”, explica Luana. “Tenho procurado estudar sobre o assunto para poder atender às dúvidas que chegarem até mim”, comenta.

O enfermeiro de São Caetano Welington Henrique Lopes, 39, é outro que dedica parte do seu tempo ao próximo. Ele trabalha em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no centro cirúrgico e, atualmente, é uma das pessoas que atendem casos da Covid-19 na região. Para ele, a ideia de ser voluntário surgiu observando a demanda da população, principalmente dos idosos. “Muitos não dispõem de recursos materiais e humanos para realizações de curativos, medicações, trocas de receitas e orientações básicas de saúde e ficam desassistidos. Posso contribuir para amenizar este impacto na vida de algumas pessoas”, explica.

Welington consegue realizar esclarecimentos por meio do Facebook (welingtonhenriquelopes.lopes) e WhatsApp (11) 97455-4581 e tem disponibilizado atendimento à população, fora do seu horário de trabalho, das 20h às 22h30. Inclusive, se puder tirar dúvidas a respeito da Covid-19, ele está disposto a ajudar.
E em tempos de incertezas, reclusão, descoberta de nova maneira de viver, há outra peça importante que precisa de cuidados: o psicológico. E é nesta área que se voluntaria Luiz Henrique Lourenço Santos das Dores (CRP06/119459), 29, de São Caetano. E pode fazer isso por meio de seu perfil profissional no Instagram (psi.luizhenriquedasdores) ou Whatsapp (11) 97665-7800.


Para ele, a ideia de ajudar a população surgiu após observar número crescente de pessoas adoecendo diante do risco da Covid-19, e principalmente as angústias dos munícipes que não têm condições de fazer quarentena devido ao trabalho ou a condição financeira. “Entendo que estamos em calamidade pública e devemos oferecer apoio psicológico às pessoas que não têm condições de bancar um atendimento particular”, argumenta.

Seu maior foco é ajudar pessoas que não têm condições em pagar um atendimento psicológico neste momento. Mas não somente eles. “Entendo que os profissionais de saúde que estão na linha de frente estão sofrendo tanto quanto as pessoas que estão confinadas em suas casas”, afirma o psicólogo.

O OUTRO LADO DA MOEDA
Para Luiz Henrique, poder oferecer ajuda à população, ainda mais em um momento tão delicado quanto o atual, é algo que aquece o coração. “Ajudar ao próximo é um ato de empatia, de solidariedade e de cidadania”, diz o psicólogo. Para Luana não é diferente. Ela cita Mateus, versículo 25, capítulo 15: “Deus concede talentos segundo a capacidade de cada um, e quando colocamos estes dons a serviço do próximo, nos realizamos”. Lopes frisa que o momento que vivemos é difícil e tem provocado desespero, medo e angústia na população. Mas, para ele, “ter a oportunidade de levar o meu conhecimento técnico e a minha solidariedade a algumas pessoas me torna um ser humano melhor”.



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