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Artista plástico Manoel Canada ganha exposição na Pinacoteca de São Bernardo


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

02/03/2020 | 23:30


Um olhar atento, minucioso, sobre o que se passa em uma metrópole. E mais: sobre o espaço que há entre uma coisa e outra. Junto disso, o imaginário voa solto. É assim que o artista plástico paulistano Manoel Canada, 53 anos, mergulha no cotidiano da cidade grande e apresenta sua nova leva de obras. O resultado dessas ideias pode ser apreciado na exposição A Cidade é Moderna, Dizia o Cego a Seu Filho, em cartaz na Pinacoteca de São Bernardo até 23 de maio. A entrada é gratuita.

Premiado em 2019 no Salão de Arte Contemporânea de São Bernardo e no Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, de Santo André, Canada faz sua primeira exposição na região. O artista mostra ao público 16 criações, sendo 15 delas óleos sobre tela e um objeto, feito em óleo, papel, vidro e cimento. Quase todas elas inéditas.

Professor na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e mestre em artes visuais na Unesp (Universidade Estadual Paulista), ele explica que a exposição é resultado de cinco anos de trabalho.

A mostra marca ainda sua retomada com a criação, fase que teve início na última década, após várias temporadas de dedicação ao trabalho de restauro.

Em meio a uma mistura de moderno com contemporâneo, o paulistano apresenta obras como Para Inglês Ver, que retrata rua da região central de São Paulo, e um recorte da Estação Sumaré de Metrô. Destaque fica para o objeto O Mestiço, na qual retrata homem seminu e com diferentes tonalidades de cor de pele.

Sobre suas inspirações para criar, cita a cidade, “seus enquadramentos, desencontros, suas injustiças. Traço um desenho arquitetônico e crio interferências. Um diálogo para desvelar os conflitos”. Canada se autointitula um flaneur, palavra francesa que em português significa vagabundo, andarilho. No caso dele, se trata de alguém que anda sem rumo em busca de imagens.

E ao retratar o que encontra em suas andanças, principalmente na Capital paulista, o artista não esboça unicamente o que seus olhos enxergam. “A composição é racional, mas as interferências, não. Subversivo”, explica. Tanto que ele usa, como pano de fundo, o território, o espaço e o silêncio como perspectiva da nulidade. E confessa que o que lhe interessa, muitas vezes, “é o hiato da imagem, sua história e seus desdobramentos”.

A Cidade é Moderna, Dizia o Cego a Seu Filho – Exposição. Na Pinacoteca de São Bernardo – Rua Kará, 105. Visitação de terça-feira a sábado, das 9h às 18h. Até 23 de maio. Entrada gratuita.
 



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