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Espaço em São Bernardo incentiva criação por meio de oficinas gratuitas


Vinícius Castelli

08/07/2018 | 07:00


 Há um local em São Bernardo onde a arte pulsa forte e está por todos os lados. Nas paredes a tinta dá vida a diversas pinturas, que dividem espaço com algumas esculturas. O espaço, localizado em um iluminado e grande sobrado, se chama O Instituto (Av. Wallace Simonsen, 393). Há uma sala em que balde e skate são partes de uma bateria. As pessoas promovem ideias, provocam o pensamento e incitam a produção artística.

Capitaneado por Thiago Romano e Rafael Vertamatti, que estão sempre acompanhados por vários profissionais engajados – e todo mundo dá ideias –, o local oferece, além de vários cursos pagos, oficinas gratuitas à população. E não precisa ser morador de São Bernardo para entrar na ‘barca’. Uma das sugestões, segundo eles, é promover a inclusão social. Tanto que quando chega alguém e eles percebem que não tem tantos recursos para fazer os cursos, ficam muito felizes.

Entre as opções de oficinas gratuitas está a de grafite, que acontece aos sábados, das 11h às 12h, e é ministrada pelo artista Arnaldo Zambone. Cabe todo mundo: criança, adulto, idoso. “Tem mãe que traz o filho, tia que traz a sobrinha. Tem criança que chega aqui e nem consegue apertar o spray direito”, brinca o profissional.

Segundo ele, as atividades ajudam, e muito, a desinibir as pessoas e provocam a criação. “A tinta é algo legal demais. Você aperta um botãozinho e ela espirra da lata de spray. A gente experimenta materiais diferentes, ensina técnicas”, diz ele. A única condição é que as pessoas precisam levar a tinta ou comprar no próprio local.

Além das aulas de grafite, O Instituto promove colagem, pintura com café, faz exibição de documentários e abre as portas para quem quiser usar o local como espaço expositivo. “Esses projetos começaram neste ano. Fizemos ingressos e fomos distribuindo pelas ruas, nas portas de escola, no semáforo”, conta Romano. Segundo Vertamatti, há o desejo de que, com as oficinas, as pessoas despertem para a possibilidade de seguir na arte e, quem sabe, fazer dela meio de viver.

Outra oficina gratuita é de teatro. Romano explica que o participante tem acesso à técnicas de interpretação, por exemplo. “O curso dá confiança, e até ajuda em outras linguagens artísticas”, conta. “Aqui dentro sempre incentivamos as pessoas a verem todas as artes”, afirma Vertamatti.

Matheus Marinheiro participa do curso de teatro. Sentia vergonha de tocar violão, por exemplo, e as aulas estão ajudando até nisso. “Estou mais solto, mais desinibido e sinto mais segurança”, conta. Para Denner Alves de Sousa, professor de Desenho e Pintura, o processo artístico é forma de autoconhecimento, tanto para o que há de negativo como positivo. “Vejo mudanças em mim e em todo mundo (que pratica).”, afirma.

O local conta também com um curso, que custa cerca de R$ 4.000, em que os alunos aprendem a construir instrumentos. Tudo acontece em uma linda sala cheia de madeira, de onde saltam guitarras 100% artesanais. Vertamatti, que cuida de lá, adianta que já pensam em oferecer oficinas gratuitas de luthieria. “As pessoas aprenderão a fazer consertos básicos nos instrumentos”, diz. Outro projeto que logo deve sair do papel é curso básico de fotografia em celular. “Queremos fomentar a arte, todas elas”, encerra.



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Espaço em São Bernardo incentiva criação por meio de oficinas gratuitas

Vinícius Castelli

08/07/2018 | 07:00


 Há um local em São Bernardo onde a arte pulsa forte e está por todos os lados. Nas paredes a tinta dá vida a diversas pinturas, que dividem espaço com algumas esculturas. O espaço, localizado em um iluminado e grande sobrado, se chama O Instituto (Av. Wallace Simonsen, 393). Há uma sala em que balde e skate são partes de uma bateria. As pessoas promovem ideias, provocam o pensamento e incitam a produção artística.

Capitaneado por Thiago Romano e Rafael Vertamatti, que estão sempre acompanhados por vários profissionais engajados – e todo mundo dá ideias –, o local oferece, além de vários cursos pagos, oficinas gratuitas à população. E não precisa ser morador de São Bernardo para entrar na ‘barca’. Uma das sugestões, segundo eles, é promover a inclusão social. Tanto que quando chega alguém e eles percebem que não tem tantos recursos para fazer os cursos, ficam muito felizes.

Entre as opções de oficinas gratuitas está a de grafite, que acontece aos sábados, das 11h às 12h, e é ministrada pelo artista Arnaldo Zambone. Cabe todo mundo: criança, adulto, idoso. “Tem mãe que traz o filho, tia que traz a sobrinha. Tem criança que chega aqui e nem consegue apertar o spray direito”, brinca o profissional.

Segundo ele, as atividades ajudam, e muito, a desinibir as pessoas e provocam a criação. “A tinta é algo legal demais. Você aperta um botãozinho e ela espirra da lata de spray. A gente experimenta materiais diferentes, ensina técnicas”, diz ele. A única condição é que as pessoas precisam levar a tinta ou comprar no próprio local.

Além das aulas de grafite, O Instituto promove colagem, pintura com café, faz exibição de documentários e abre as portas para quem quiser usar o local como espaço expositivo. “Esses projetos começaram neste ano. Fizemos ingressos e fomos distribuindo pelas ruas, nas portas de escola, no semáforo”, conta Romano. Segundo Vertamatti, há o desejo de que, com as oficinas, as pessoas despertem para a possibilidade de seguir na arte e, quem sabe, fazer dela meio de viver.

Outra oficina gratuita é de teatro. Romano explica que o participante tem acesso à técnicas de interpretação, por exemplo. “O curso dá confiança, e até ajuda em outras linguagens artísticas”, conta. “Aqui dentro sempre incentivamos as pessoas a verem todas as artes”, afirma Vertamatti.

Matheus Marinheiro participa do curso de teatro. Sentia vergonha de tocar violão, por exemplo, e as aulas estão ajudando até nisso. “Estou mais solto, mais desinibido e sinto mais segurança”, conta. Para Denner Alves de Sousa, professor de Desenho e Pintura, o processo artístico é forma de autoconhecimento, tanto para o que há de negativo como positivo. “Vejo mudanças em mim e em todo mundo (que pratica).”, afirma.

O local conta também com um curso, que custa cerca de R$ 4.000, em que os alunos aprendem a construir instrumentos. Tudo acontece em uma linda sala cheia de madeira, de onde saltam guitarras 100% artesanais. Vertamatti, que cuida de lá, adianta que já pensam em oferecer oficinas gratuitas de luthieria. “As pessoas aprenderão a fazer consertos básicos nos instrumentos”, diz. Outro projeto que logo deve sair do papel é curso básico de fotografia em celular. “Queremos fomentar a arte, todas elas”, encerra.

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