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Instituições produzem 2 milhões de máscaras

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Iniciativa de grupo de bancos, projeto garante renda para famílias em situação de vulnerabilidade


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/07/2020 | 00:26


O projeto Heróis Usam Máscaras, parceria entre os bancos Bradesco, Itaú e Santander e coordenado pelo instituto RME (Rede Mulher Empreendedora) produziu 10 milhões de máscaras de tecido, que serão entregues gratuitamente para comunidades carentes e grupos mais vulneráveis à Covid-19, como idosos e pessoas imunodeprimidas. No Grande ABC, foram produzidas 2 milhões de unidades, por intermédio de três instituições de Santo André e São Bernardo. Por meio destas organizações, 1.050 pessoas tiveram a oportunidade de participar e receber até R$ 1,55 por máscara produzida. Em todo o País, o projeto beneficiou 5.000 costureiros, a maioria mulheres.

Um dos objetivos é a geração de renda para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Para a fundadora do Instituto RME, Ana Fonte, “o fator financeiro é essencial para que as mulheres consigam levar sustento para suas famílias e, inclusive, ter apoio para sair de situações de violência”.

Presidente do InstitutoThemis Furigo, de Santo André, a administradora Themis Furigo dos Santos, 36 anos, relatou que foi desafio expandir o número de pessoas com as quais a instituição lidava. Das 50 famílias do projeto de agricultura familiar e 15 produtores do Vale do Ribeira que fornecem cestas de alimentos, eles passaram a coordenar 1.000 costureiras, 85% de mulheres. “Projeto muito bonito. Quem estava fazendo as máscaras recebia o tecido cortado, o elástico, o kit completo, só para costurar”, explicou.

O instituto já trabalha com projetos na área de costura, mas eram cinco voluntários que produziam roupas de bebês para doação. “Foram feitos vídeos para ajudar na produção das máscaras, nos diferentes tipos de máquinas, projeto bem estruturado”, elogiou Themis, que pode até remunerar pessoas que atuavam voluntariamente na instituição, nas áreas administrativas e de logística.

Moradora da divisa de São Paulo e Santo André, Talita dos Santos, 37, já atuava junto à instituição na produção dos enxovais e viu no novo projeto a possibilidade de sonhar alto. Formada em comércio exterior, ela começou a cursar moda e planeja criar confecção. “Com o que recebi vou comprar tecido e costurar roupas de crianças. Não vou precisar financiar nem pedir ajuda. Uma coisa que vou começar com minhas mãos, com meus recursos”, celebrou.

Talita costurou cerca de 6.000 máscaras e ensinou outras mulheres a fazer os itens. Uma delas chegou a comprar a máquina para participar da iniciativa. “Agora vai seguir trabalhando com artesanato. Vi pessoas que realmente estavam em dificuldades e puderam pagar as contas, comprar comida. Além disso, todas as máscaras são doadas, então é gratificante fazer parte disso”, concluiu.

Moradora de Santo André, Doralice Correia Ramos, 57, também sentiu impacto do projeto. “Na primeira semana peguei 500 peças, depois mais 500, depois 1.000. Agora, já estou chegando a 2.000 máscaras por semana com uma costureira que me ajuda”, relatou. “O fato de eu já ter trabalhado a R$ 0,30 (por máscara) é até dolorido de falar, mas se não se tem roupa e é o que tem, a gente pega. Para mim, financeiramente, é o melhor que me aconteceu”, finalizou. 



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Instituições produzem 2 milhões de máscaras

Iniciativa de grupo de bancos, projeto garante renda para famílias em situação de vulnerabilidade

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/07/2020 | 00:26


O projeto Heróis Usam Máscaras, parceria entre os bancos Bradesco, Itaú e Santander e coordenado pelo instituto RME (Rede Mulher Empreendedora) produziu 10 milhões de máscaras de tecido, que serão entregues gratuitamente para comunidades carentes e grupos mais vulneráveis à Covid-19, como idosos e pessoas imunodeprimidas. No Grande ABC, foram produzidas 2 milhões de unidades, por intermédio de três instituições de Santo André e São Bernardo. Por meio destas organizações, 1.050 pessoas tiveram a oportunidade de participar e receber até R$ 1,55 por máscara produzida. Em todo o País, o projeto beneficiou 5.000 costureiros, a maioria mulheres.

Um dos objetivos é a geração de renda para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Para a fundadora do Instituto RME, Ana Fonte, “o fator financeiro é essencial para que as mulheres consigam levar sustento para suas famílias e, inclusive, ter apoio para sair de situações de violência”.

Presidente do InstitutoThemis Furigo, de Santo André, a administradora Themis Furigo dos Santos, 36 anos, relatou que foi desafio expandir o número de pessoas com as quais a instituição lidava. Das 50 famílias do projeto de agricultura familiar e 15 produtores do Vale do Ribeira que fornecem cestas de alimentos, eles passaram a coordenar 1.000 costureiras, 85% de mulheres. “Projeto muito bonito. Quem estava fazendo as máscaras recebia o tecido cortado, o elástico, o kit completo, só para costurar”, explicou.

O instituto já trabalha com projetos na área de costura, mas eram cinco voluntários que produziam roupas de bebês para doação. “Foram feitos vídeos para ajudar na produção das máscaras, nos diferentes tipos de máquinas, projeto bem estruturado”, elogiou Themis, que pode até remunerar pessoas que atuavam voluntariamente na instituição, nas áreas administrativas e de logística.

Moradora da divisa de São Paulo e Santo André, Talita dos Santos, 37, já atuava junto à instituição na produção dos enxovais e viu no novo projeto a possibilidade de sonhar alto. Formada em comércio exterior, ela começou a cursar moda e planeja criar confecção. “Com o que recebi vou comprar tecido e costurar roupas de crianças. Não vou precisar financiar nem pedir ajuda. Uma coisa que vou começar com minhas mãos, com meus recursos”, celebrou.

Talita costurou cerca de 6.000 máscaras e ensinou outras mulheres a fazer os itens. Uma delas chegou a comprar a máquina para participar da iniciativa. “Agora vai seguir trabalhando com artesanato. Vi pessoas que realmente estavam em dificuldades e puderam pagar as contas, comprar comida. Além disso, todas as máscaras são doadas, então é gratificante fazer parte disso”, concluiu.

Moradora de Santo André, Doralice Correia Ramos, 57, também sentiu impacto do projeto. “Na primeira semana peguei 500 peças, depois mais 500, depois 1.000. Agora, já estou chegando a 2.000 máscaras por semana com uma costureira que me ajuda”, relatou. “O fato de eu já ter trabalhado a R$ 0,30 (por máscara) é até dolorido de falar, mas se não se tem roupa e é o que tem, a gente pega. Para mim, financeiramente, é o melhor que me aconteceu”, finalizou. 

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