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Saulo menciona ter engatilhado convênios, mas crise atrapalhou

Ari Paleta/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Postulante à reeleição alega que parcerias assinadas, já com algum tipo de liberação de recursos para projetos locais, somam R$ 107 milhões


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/09/2016 | 07:00


O prefeito de Ribeirão Pires e candidato à reeleição, Saulo Benevides (PMDB), sustentou ontem ter engatilhado série de convênios assinados que, juntos com alguma espécie de liberação, somam R$ 107 milhões, em parceria com o Estado e a União, encaminhados para projetos municipais, em trâmite. Ao todo, são R$ 258 milhões contratados. Em sabatina na sede do Diário, o peemedebista falou que assumiu o Executivo com “muitos problemas financeiros”, pontuando que a crise econômica no País atrapalhou o governo, mas espera em eventual segundo mandato “colher o que plantou” neste período. “Estamos trabalhando para equilibrar as contas. Farei a segunda (gestão) melhor do que a primeira.”

Saulo admitiu que o exercício de 2016 deve fechar com deficit da ordem de R$ 45 milhões, apontando que recebeu R$ 60 milhões de rombo de Clóvis Volpi (PSDB), em 2013. Justificou que não conseguiu zerar o buraco por conta da acentuada queda na arrecadação. “São dívidas do passado que ainda estamos tentando honrar. Logo quando chegamos (ao Paço) todas as certidões estavam negativadas. Os dois primeiros anos foram para ajeitar a casa. O pior é que na sequência veio a crise nacional”, disse, ao reconhecer débitos de alguns meses, dependendo do caso, com fornecedores.

O peemedebista mencionou sobre a constante falta de iluminação pública, que não vem recebendo manutenção devido à paralisação das atividades do Consórcio Consladel Jaw, que há pelo menos seis meses não tem repasse da Prefeitura. Segundo Saulo, há questionamentos da administração com relação ao contrato, mas que efetivou redução do termo em 25% na renovação. “Renegociamos e abaixamos de R$ 200 mil para 150 mil por mês. Estamos numa crise. Com a CIP (Contribuição de Iluminação Provisória), levantamos R$ 400 mil. Isso não paga (as despesas), pois temos também o parcelamento (de 36 meses), de R$ 400 mil por mês, com a Eletropaulo.”

O postulante criticou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) na condução da construção do Hospital Municipal, orçado em R$ 22 milhões, em obras no Santa Luzia. Saulo argumentou que o Paço apenas cedeu a área e o Palácio dos Bandeirantes ficou responsável por erguer a unidade, comprometendo-se a enviar R$ 7,3 milhões. “Estamos aguardando até agora. Fomos várias vezes lá (no Estado) e nada. É importante lembrar que está nas mãos do Estado. Vai atender Ribeirão, Rio Grande da Serra e Mauá”, disse, complementando que existe acordo com o Ministério da Saúde, do governo federal, para custear 70% do equipamento público. “Com o presidente Michel Temer (PMDB) tudo vai andar.”

Diante da polêmica sobre a manutenção da Fábrica de Sal, Saulo descartou que o projeto de construção do shopping inviabilize a preservação do bem histórico. Segundo ele, o Executivo quer a concessão do espaço sem derrubar o patrimônio. “Defendo o shopping, porque a cidade merece. Vai gerar muitos empregos. Se não der incentivos ninguém investirá R$ 69 milhões. É parceria e não há verba do município”. Falou ainda em trazer Polo Tecnológico na região do Serrano, ao lado da alça do Rodoanel. 



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Saulo menciona ter engatilhado convênios, mas crise atrapalhou

Postulante à reeleição alega que parcerias assinadas, já com algum tipo de liberação de recursos para projetos locais, somam R$ 107 milhões

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/09/2016 | 07:00


O prefeito de Ribeirão Pires e candidato à reeleição, Saulo Benevides (PMDB), sustentou ontem ter engatilhado série de convênios assinados que, juntos com alguma espécie de liberação, somam R$ 107 milhões, em parceria com o Estado e a União, encaminhados para projetos municipais, em trâmite. Ao todo, são R$ 258 milhões contratados. Em sabatina na sede do Diário, o peemedebista falou que assumiu o Executivo com “muitos problemas financeiros”, pontuando que a crise econômica no País atrapalhou o governo, mas espera em eventual segundo mandato “colher o que plantou” neste período. “Estamos trabalhando para equilibrar as contas. Farei a segunda (gestão) melhor do que a primeira.”

Saulo admitiu que o exercício de 2016 deve fechar com deficit da ordem de R$ 45 milhões, apontando que recebeu R$ 60 milhões de rombo de Clóvis Volpi (PSDB), em 2013. Justificou que não conseguiu zerar o buraco por conta da acentuada queda na arrecadação. “São dívidas do passado que ainda estamos tentando honrar. Logo quando chegamos (ao Paço) todas as certidões estavam negativadas. Os dois primeiros anos foram para ajeitar a casa. O pior é que na sequência veio a crise nacional”, disse, ao reconhecer débitos de alguns meses, dependendo do caso, com fornecedores.

O peemedebista mencionou sobre a constante falta de iluminação pública, que não vem recebendo manutenção devido à paralisação das atividades do Consórcio Consladel Jaw, que há pelo menos seis meses não tem repasse da Prefeitura. Segundo Saulo, há questionamentos da administração com relação ao contrato, mas que efetivou redução do termo em 25% na renovação. “Renegociamos e abaixamos de R$ 200 mil para 150 mil por mês. Estamos numa crise. Com a CIP (Contribuição de Iluminação Provisória), levantamos R$ 400 mil. Isso não paga (as despesas), pois temos também o parcelamento (de 36 meses), de R$ 400 mil por mês, com a Eletropaulo.”

O postulante criticou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) na condução da construção do Hospital Municipal, orçado em R$ 22 milhões, em obras no Santa Luzia. Saulo argumentou que o Paço apenas cedeu a área e o Palácio dos Bandeirantes ficou responsável por erguer a unidade, comprometendo-se a enviar R$ 7,3 milhões. “Estamos aguardando até agora. Fomos várias vezes lá (no Estado) e nada. É importante lembrar que está nas mãos do Estado. Vai atender Ribeirão, Rio Grande da Serra e Mauá”, disse, complementando que existe acordo com o Ministério da Saúde, do governo federal, para custear 70% do equipamento público. “Com o presidente Michel Temer (PMDB) tudo vai andar.”

Diante da polêmica sobre a manutenção da Fábrica de Sal, Saulo descartou que o projeto de construção do shopping inviabilize a preservação do bem histórico. Segundo ele, o Executivo quer a concessão do espaço sem derrubar o patrimônio. “Defendo o shopping, porque a cidade merece. Vai gerar muitos empregos. Se não der incentivos ninguém investirá R$ 69 milhões. É parceria e não há verba do município”. Falou ainda em trazer Polo Tecnológico na região do Serrano, ao lado da alça do Rodoanel. 

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