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Elvis não morreu e completa 80 anos

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

O Rei do Rock está vivo dentro do coração
de milhares de fãs que conquistou pelo mundo


Miriam Gimenes

08/01/2015 | 07:00


 “Ser feliz é o maior afrodisíaco que existe. Você só passa por esta vida uma vez. Não vai ter bis.” Ao menos que você seja o Rei do Rock, autor do conselho. Embora existam algumas evidências de que ‘o artista do século’ tenha deixado este mundo em 16 de agosto de 1977, a paixão aponta o contrário. Elvis não morreu e completa hoje 80 anos. Pelo menos para os milhares de fãs que ele conquistou mundo afora, mesmo sem nunca ter colocado o pé para fora de seu país.

Morto ou não, o seu coração pulsa dentro de cada um que se aventura a perpetuar seu carisma e música. É, sem dúvidas, o artista com o maior número de fã-clubes: o último levantamento apontou cerca de 600 mil. Aqui no Brasil, um dos primeiros foi o Elvis Rock Clube, fundado em 1959 por Raul Seixas. E tem fã que não se limita a admirar. Só no site www.elvistriunfal.com.br são 54 covers cadastrados, cada um caracterizado a seu modo. Dois deles são de Santo André: Ronnie Packer e Elvinho.

Ronnie participou de uma eleição feita pelo Fantástico, da Rede Globo, em 2007, e venceu como melhor cover do Brasil. Neste ano, comemora 30 anos de tributo ao Rei. “Completo 49 anos e, infelizmente, não tenho mais meu pai e minha mãe para comemorar comigo. Meu pai fez parte da orquestra Antonio Giordan de Santo André e aprendi a música com ele. A paixão pelo Elvis, com minha mãe.” Ela era tão fã do Rei que, embora Ronnie tenha nascido no dia 6 de janeiro, foi registrado dia 8.

Além da paixão pelo repertório e talento artístico do ídolo, Ronnie diz que admira a sua simplicidade. “Os grandes são humildes e Elvis era extremamente humilde. Ele tinha a capacidade orgânica de transformar qualquer música em uma obra-prima”, diz. O cover tem razão. Elvis não gostava de ser tratado como maioral. Em um show, ao ser aclamado como Rei pela plateia, parou de cantar e disse: ‘Eu não sou rei. Cristo é o rei. Eu sou apenas um cantor”.

IMAGEM E SEMELHANÇA
Memphis, Tennessee. A paixão por Elvis levou Elvinho, 35, à cidade do cantor para participar do Festival Internacional Doc Franklin’s Original Images of The King 2013. Na disputa, ficou entre os três melhores covers da América Latina. Foi nos Estados Unidos, onde esteve por 20 dias, que teve a oportunidade de conhecer Graceland Mansion em Memphis e também a casa onde Elvis nasceu, em Tupelo, no Estado do Mississipi. “Lá pude sentir de perto a energia que o fã tem com Elvis. Realizei meu sonho”, lembra, extasiado.

Elvinho acredita que se destacou por ter uma linha de trabalho fiel como o Rei fazia nos anos 1970. “O norte-americano gosta que homenageie o Elvis e não faça nada caricato”, ressalta. Para tanto, garante shows idênticos ao do ídolo, inclusive a caracterização com cinturões e macacões bordados – os famosos jumpsuits, como os que Elvis usava (alguns importados da BK Enterprises, a mesma empresa que confeccionava as do cantor. O cover, que tem 14 anos de carreira e faz cerca de dez shows ao mês, também destaca outras semelhanças. “Sou loiro como ele e pinto o cabelo de preto. Tenho os olhos azuis, sou filho único e, na juventude, era motorista de caminhão como Elvis.”

SHOWS
Se quiser relembrar os hits de Elvis e conferir de perto a performance dos covers, o primeiro show na região será o de Elvinho – o Happy Birthday Elvis – no dia 11, às 20h, na Vero Verde Pizzaria (Rua das Bandeiras, 16), em Santo André. Adultos pagam R$ 45, crianças até 5 anos R$ 10 e, de 6 a 10 anos, R$ 25. Informações pelo telefone 4432-2762. Já Ronnie fará o Elvis in Concert Especial – Ronnie Packer 30 anos no dia 22, às 21h, no Gira Jardim Restaurante (Rua das Figueiras, 141), em Santo André. Informações pelo telefone 4427-5124.


Espaço Cultural é ‘templo’ do Rei
A artista plástica Berenice Dib mantém, há 14 anos, o Espaço Cultural Elvis Arts, em São Paulo. “Todo ano, nós comemoramos o aniversário dele. Aqui é nossa ‘igreja’”, diz. Para hoje, a mesa para os quitutes e o bolo do ‘parabéns’ – sim, ela garante que eles cantam – já estavam a postos há dias. Tudo em nome do Rei. E foi por ele também que ela já foi a Memphis em 11 ocasiões.

Em uma das vezes que pisou no ‘solo sagrado’ ela teve uma das passagens mais emocionantes relacionadas ao Elvis. Deixou em exposição o quadro que pintou dele criança e, dias depois, conheceu Janelle McComb, senhora que conviveu com o cantor. “Ela me disse que eu, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, fui a única que conseguiu mostrar a doçura que existia no seu olhar”. Berenice deu o quadro a ela que, de tão grata, a presenteou com artigos do ídolo até sua morte, em 2005.

COMO ELVIS ESTARIA?

‘Se fosse vivo, acredito que Elvis estaria cantando música gospel. Até pela paixão que tinha por essas canções. Inclusive com How Great Thou Art ele ganhou o Grammy.’
Elvinho, eleito como o melhor ETA (Elvis Tribute Artist) no São Paulo Elvis Festival 2013 e que ficou entre os três melhores covers no Doc Franklin’s Original Images of The King 2013

‘Ele estaria fazendo um tremendo sucesso, porque era um futurista já na década de 1960. Estamos em uma carência musical e, além da figura maravilhosa, era músico. Ia arrebentar.’
Ronnie Packer, eleito pelo Fantástico como o melhor cover do Elvis no Brasil em 2007. Já recebeu sete condecorações por conta do Rei, para quem faz tributo há 30 anos.

‘E o que não admirar no Elvis? Ele era perfeito: lindo, bom filho, cantor espetacular. Depois dele não haverá outro. E hoje, com certeza, ele estaria um gatão.’
Berenice Dib, mproprietária do Espaço Cultural Elvis Arts, já foi 11 vezes a Memphis e viajou para outros países – entre eles França, Inglaterra e Japão – para conhecer fãs do Rei.



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Elvis não morreu e completa 80 anos

O Rei do Rock está vivo dentro do coração
de milhares de fãs que conquistou pelo mundo

Miriam Gimenes

08/01/2015 | 07:00


 “Ser feliz é o maior afrodisíaco que existe. Você só passa por esta vida uma vez. Não vai ter bis.” Ao menos que você seja o Rei do Rock, autor do conselho. Embora existam algumas evidências de que ‘o artista do século’ tenha deixado este mundo em 16 de agosto de 1977, a paixão aponta o contrário. Elvis não morreu e completa hoje 80 anos. Pelo menos para os milhares de fãs que ele conquistou mundo afora, mesmo sem nunca ter colocado o pé para fora de seu país.

Morto ou não, o seu coração pulsa dentro de cada um que se aventura a perpetuar seu carisma e música. É, sem dúvidas, o artista com o maior número de fã-clubes: o último levantamento apontou cerca de 600 mil. Aqui no Brasil, um dos primeiros foi o Elvis Rock Clube, fundado em 1959 por Raul Seixas. E tem fã que não se limita a admirar. Só no site www.elvistriunfal.com.br são 54 covers cadastrados, cada um caracterizado a seu modo. Dois deles são de Santo André: Ronnie Packer e Elvinho.

Ronnie participou de uma eleição feita pelo Fantástico, da Rede Globo, em 2007, e venceu como melhor cover do Brasil. Neste ano, comemora 30 anos de tributo ao Rei. “Completo 49 anos e, infelizmente, não tenho mais meu pai e minha mãe para comemorar comigo. Meu pai fez parte da orquestra Antonio Giordan de Santo André e aprendi a música com ele. A paixão pelo Elvis, com minha mãe.” Ela era tão fã do Rei que, embora Ronnie tenha nascido no dia 6 de janeiro, foi registrado dia 8.

Além da paixão pelo repertório e talento artístico do ídolo, Ronnie diz que admira a sua simplicidade. “Os grandes são humildes e Elvis era extremamente humilde. Ele tinha a capacidade orgânica de transformar qualquer música em uma obra-prima”, diz. O cover tem razão. Elvis não gostava de ser tratado como maioral. Em um show, ao ser aclamado como Rei pela plateia, parou de cantar e disse: ‘Eu não sou rei. Cristo é o rei. Eu sou apenas um cantor”.

IMAGEM E SEMELHANÇA
Memphis, Tennessee. A paixão por Elvis levou Elvinho, 35, à cidade do cantor para participar do Festival Internacional Doc Franklin’s Original Images of The King 2013. Na disputa, ficou entre os três melhores covers da América Latina. Foi nos Estados Unidos, onde esteve por 20 dias, que teve a oportunidade de conhecer Graceland Mansion em Memphis e também a casa onde Elvis nasceu, em Tupelo, no Estado do Mississipi. “Lá pude sentir de perto a energia que o fã tem com Elvis. Realizei meu sonho”, lembra, extasiado.

Elvinho acredita que se destacou por ter uma linha de trabalho fiel como o Rei fazia nos anos 1970. “O norte-americano gosta que homenageie o Elvis e não faça nada caricato”, ressalta. Para tanto, garante shows idênticos ao do ídolo, inclusive a caracterização com cinturões e macacões bordados – os famosos jumpsuits, como os que Elvis usava (alguns importados da BK Enterprises, a mesma empresa que confeccionava as do cantor. O cover, que tem 14 anos de carreira e faz cerca de dez shows ao mês, também destaca outras semelhanças. “Sou loiro como ele e pinto o cabelo de preto. Tenho os olhos azuis, sou filho único e, na juventude, era motorista de caminhão como Elvis.”

SHOWS
Se quiser relembrar os hits de Elvis e conferir de perto a performance dos covers, o primeiro show na região será o de Elvinho – o Happy Birthday Elvis – no dia 11, às 20h, na Vero Verde Pizzaria (Rua das Bandeiras, 16), em Santo André. Adultos pagam R$ 45, crianças até 5 anos R$ 10 e, de 6 a 10 anos, R$ 25. Informações pelo telefone 4432-2762. Já Ronnie fará o Elvis in Concert Especial – Ronnie Packer 30 anos no dia 22, às 21h, no Gira Jardim Restaurante (Rua das Figueiras, 141), em Santo André. Informações pelo telefone 4427-5124.


Espaço Cultural é ‘templo’ do Rei
A artista plástica Berenice Dib mantém, há 14 anos, o Espaço Cultural Elvis Arts, em São Paulo. “Todo ano, nós comemoramos o aniversário dele. Aqui é nossa ‘igreja’”, diz. Para hoje, a mesa para os quitutes e o bolo do ‘parabéns’ – sim, ela garante que eles cantam – já estavam a postos há dias. Tudo em nome do Rei. E foi por ele também que ela já foi a Memphis em 11 ocasiões.

Em uma das vezes que pisou no ‘solo sagrado’ ela teve uma das passagens mais emocionantes relacionadas ao Elvis. Deixou em exposição o quadro que pintou dele criança e, dias depois, conheceu Janelle McComb, senhora que conviveu com o cantor. “Ela me disse que eu, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, fui a única que conseguiu mostrar a doçura que existia no seu olhar”. Berenice deu o quadro a ela que, de tão grata, a presenteou com artigos do ídolo até sua morte, em 2005.

COMO ELVIS ESTARIA?

‘Se fosse vivo, acredito que Elvis estaria cantando música gospel. Até pela paixão que tinha por essas canções. Inclusive com How Great Thou Art ele ganhou o Grammy.’
Elvinho, eleito como o melhor ETA (Elvis Tribute Artist) no São Paulo Elvis Festival 2013 e que ficou entre os três melhores covers no Doc Franklin’s Original Images of The King 2013

‘Ele estaria fazendo um tremendo sucesso, porque era um futurista já na década de 1960. Estamos em uma carência musical e, além da figura maravilhosa, era músico. Ia arrebentar.’
Ronnie Packer, eleito pelo Fantástico como o melhor cover do Elvis no Brasil em 2007. Já recebeu sete condecorações por conta do Rei, para quem faz tributo há 30 anos.

‘E o que não admirar no Elvis? Ele era perfeito: lindo, bom filho, cantor espetacular. Depois dele não haverá outro. E hoje, com certeza, ele estaria um gatão.’
Berenice Dib, mproprietária do Espaço Cultural Elvis Arts, já foi 11 vezes a Memphis e viajou para outros países – entre eles França, Inglaterra e Japão – para conhecer fãs do Rei.

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