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Biden volta a priorizar direitos humanos

Reprodução/Instragram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após saída do Conselho da ONU, em 2018,apenas EUA, Eritreia, Irã e Coreia do Norte não possuíam representantes no órgão



25/02/2021 | 08:25


Após anos encolhimento no cenário internacional, os EUA seguem fazendo acenos ao multilateralismo no começo do governo de Joe Biden. Ontem, o secretário de Estado, Antony Blinken, sugeriu que o país voltou a dar prioridade aos direitos humanos e tentará retornar ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, o que representará o rompimento com mais uma política adotada pelo ex-presidente Donald Trump.

"Tenho o prazer de lhes anunciar que os EUA buscarão uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos da ONU para o mandato 2022-2024. Pedimos humildemente o apoio de todos os membros da ONU em nosso desejo de ter um assento nesta instituição", disse Blinken, durante videoconferência no CDH.

Em sua primeira intervenção no fórum, Blinken disse que os EUA voltam a confiar no CDH para promover as liberdades fundamentais, mas não a qualquer preço, já que o órgão, em sua opinião, precisa de mudanças. Segundo ele, o CDH deveria reconsiderar, por exemplo, "seu enfoque desproporcional contra Israel" e o "fato de que entre seus membros existam regimes autoritários".

As frequentes condenações do CDH a Israel foram precisamente usadas pelo governo Trump para abandonar o órgão, em julho de 2018. Após a saída, apenas EUA, Eritreia, Irã e Coreia do Norte não possuíam representantes no órgão.

O CDH, que se reúne pelo menos três vezes ao ano para debater os problemas globais com relação aos direitos humanos, é composto por 47 membros que se renovam parcialmente a cada ano. A escolha é feita com base em candidaturas regionais. Atualmente, fazem parte dele regimes como Rússia, China, Venezuela e Cuba, países criticados por Washington.

Blinken destacou que os EUA usarão o fórum para "continuar denunciando abusos em países como Venezuela, Nicarágua, Cuba e Irã", assim como "as atrocidades cometidas em Xinjiang" (região do noroeste da China) ou "quando as liberdades fundamentais forem atacadas em Hong Kong". Caso se confirme a volta do país ao CDH, encerra-se um período de pouco mais de dois anos de ausência da maior potência mundial na principal organização de direitos humanos do mundo.

A retomada de interesse no CDH é mais um passo do governo Biden em direção ao sistema internacional - na campanha presidencial, o presidente prometeu recolocar os EUA como protagonista no cenário mundial. Neste começo de governo, o novo presidente americano desfez vários atos isolacionistas de Trump, recolocando os EUA no Acordo de Paris e na Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Os EUA colocam a democracia e os direitos humanos no centro de sua política externa, pois são indispensáveis para a paz e a estabilidade", disse Blinken, na videoconferência. "Este compromisso é firme e com base em nossa experiência como democracia, imperfeita e muitas vezes abaixo de nossos ideais, mas sempre buscando ser um país mais inclusivo, respeitoso e livre", disse, em um tom que contrasta com o de seu antecessor, Mike Pompeo, secretário de Estado de Trump. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Biden volta a priorizar direitos humanos

Após saída do Conselho da ONU, em 2018,apenas EUA, Eritreia, Irã e Coreia do Norte não possuíam representantes no órgão


25/02/2021 | 08:25


Após anos encolhimento no cenário internacional, os EUA seguem fazendo acenos ao multilateralismo no começo do governo de Joe Biden. Ontem, o secretário de Estado, Antony Blinken, sugeriu que o país voltou a dar prioridade aos direitos humanos e tentará retornar ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, o que representará o rompimento com mais uma política adotada pelo ex-presidente Donald Trump.

"Tenho o prazer de lhes anunciar que os EUA buscarão uma cadeira no Conselho de Direitos Humanos da ONU para o mandato 2022-2024. Pedimos humildemente o apoio de todos os membros da ONU em nosso desejo de ter um assento nesta instituição", disse Blinken, durante videoconferência no CDH.

Em sua primeira intervenção no fórum, Blinken disse que os EUA voltam a confiar no CDH para promover as liberdades fundamentais, mas não a qualquer preço, já que o órgão, em sua opinião, precisa de mudanças. Segundo ele, o CDH deveria reconsiderar, por exemplo, "seu enfoque desproporcional contra Israel" e o "fato de que entre seus membros existam regimes autoritários".

As frequentes condenações do CDH a Israel foram precisamente usadas pelo governo Trump para abandonar o órgão, em julho de 2018. Após a saída, apenas EUA, Eritreia, Irã e Coreia do Norte não possuíam representantes no órgão.

O CDH, que se reúne pelo menos três vezes ao ano para debater os problemas globais com relação aos direitos humanos, é composto por 47 membros que se renovam parcialmente a cada ano. A escolha é feita com base em candidaturas regionais. Atualmente, fazem parte dele regimes como Rússia, China, Venezuela e Cuba, países criticados por Washington.

Blinken destacou que os EUA usarão o fórum para "continuar denunciando abusos em países como Venezuela, Nicarágua, Cuba e Irã", assim como "as atrocidades cometidas em Xinjiang" (região do noroeste da China) ou "quando as liberdades fundamentais forem atacadas em Hong Kong". Caso se confirme a volta do país ao CDH, encerra-se um período de pouco mais de dois anos de ausência da maior potência mundial na principal organização de direitos humanos do mundo.

A retomada de interesse no CDH é mais um passo do governo Biden em direção ao sistema internacional - na campanha presidencial, o presidente prometeu recolocar os EUA como protagonista no cenário mundial. Neste começo de governo, o novo presidente americano desfez vários atos isolacionistas de Trump, recolocando os EUA no Acordo de Paris e na Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Os EUA colocam a democracia e os direitos humanos no centro de sua política externa, pois são indispensáveis para a paz e a estabilidade", disse Blinken, na videoconferência. "Este compromisso é firme e com base em nossa experiência como democracia, imperfeita e muitas vezes abaixo de nossos ideais, mas sempre buscando ser um país mais inclusivo, respeitoso e livre", disse, em um tom que contrasta com o de seu antecessor, Mike Pompeo, secretário de Estado de Trump. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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