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Kiko não descarta ver nova eleição em Ribeirão

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Para prefeito, situação jurídica de Volpi, vencedor do pleito, está longe de ser ‘perfeita’: ‘Há possibilidade’


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

12/12/2020 | 00:43


Derrotado na eleição do dia 15, o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSDB), admite nutrir esperança na realização de nova eleição na cidade. A aposta do tucano é uma reversão na situação jurídica do prefeito eleito Clóvis Volpi (PL).

Kiko resgatou o fato de Volpi ter sofrido revés no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a despeito de, no momento do registro de candidatura, o cenário ser favorável a Volpi. O atual prefeito avaliou ser plausível uma mudança no quadro até a expedição do diploma, marcada para o dia 18.

“No julgamento do registro dele, os desembargadores do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) disseram o seguinte: ‘Olha, a gente não pode mexer no registro, porque o registro aconteceu no dia 26 (de outubro) e esse processo foi julgado no dia 28. Porém, existe a possibilidade de recurso contra expedição de diploma’. Então existe essa possibilidade (de outra eleição). Não quero dizer que vai acontecer. Mas a eleição de Ribeirão não é fato jurídico perfeito”, declarou o prefeito, que permanece no cargo até dia 31 de dezembro.

Volpi teve as contas de 2012, último ano de sua passagem pelo Paço, rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Inicialmente, a Câmara consentiu com a reprovação, fato que poderia prejudicar a elegibilidade do político. Posteriormente, a casa acolheu tese de Volpi de ausência de amplo direito à defesa e vícios no processo. Refez a votação e, depois, aprovou a contabilidade dele, deixando-o apto ao pleito. Porém, o TJ-SP acolheu Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra essa reviravolta no Legislativo.

Para os advogados de Kiko, a Adin faz com que a primeira votação na Câmara de Vereadores seja válida – e, assim, Volpi estaria inelegível. Mas a Justiça Eleitoral de Ribeirão e o TRE-SP não entenderam assim e validaram o registro de candidatura do político, que foi eleito no dia 15 com 25.905 votos.

Volpi tem declarado que não buscaria diálogo com o grupo de apoio de Kiko, principalmente os caciques políticos da cidade que defendiam a reeleição – caso do ex-prefeito Luiz Carlos Grecco (PSDB), do ex-vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (Cidadania), e de Lair Moura (Avante). O tucano lembrou que dez dos 17 vereadores eleitos fazem parte do arco de aliança do atual prefeito.

Para Kiko, movimentações nos bastidores da eleição para a presidência da Câmara são outras provas de que Volpi não está completamente seguro de sua situação jurídica. “A gente já percebe que o compromisso dele com o PC (vereador Professor Paulo César, PL) já não existe mais, assim como o compromisso com o Rubão (Fernandes, PL) também não existe. Então é o ‘vamos colocar meu filho aí’. Por que essa mudança? Essa mudança tem um sentido”, projetou ”, declarou Kiko, que avaliou que Volpi tentará emplacar seu filho, Guto Volpi (PL), como presidente da casa. “É uma fala ameaçadora, diante dos riscos de ter uma nova eleição na cidade. Porque se tiver uma nova eleição, todo mundo sabe que quem assume é o presidente da Câmara e o presidente da Câmara tem certa autonomia.”

“Da minha parte, eu digo que sairei com a cabeça erguida, com dever cumprido e respeitando o que Deus destinou.Não pretendo criar oposição, atrapalhar, até mesmo porque isso estragaria minha biografia. Quero que as leis sejam respeitadas e se a Justiça não for feita, paciência. Mas seria totalmente diferente se estivéssemos disputando em situação de igualdade, o que não aconteceu por dois dias”, disse. 



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