Fechar
Publicidade

Domingo, 5 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Prisão de mulheres revolta vizinhos em Sto.André


Do Diário do Grande ABC

22/09/2005 | 08:22


A prisão de duas donas-de-casa por tráfico de drogas gerou protestos de moradores da Vila Suíça, em Santo André. Maria Aparecida Gomes, 44 anos, e a filha, Kelly Cristina Paulo, 23, foram levadas pela polícia na última segunda-feira, depois que 125 papelotes de cocaína e outros 36 de maconha foram encontrados nos fundos do barraco da família. Familiares e vizinhos garantem que as duas são inocentes. Segundo eles, os verdadeiros traficantes teriam jogado os entorpecentes no interior da casa das acusadas durante a perseguição dos policiais, para se livrar do flagrante.

O marido de Kelly, Marcelo Vieira Santiago, 27 anos, afirma que a família nunca se envolveu com o tráfico. "Eles (os policiais) levaram as duas só pra mostrar serviço. Quem manda no tráfico continua solto. Plantaram a droga no fundo do meu barraco. Aqui é tudo gente pobre, que não tem como se defender", alega.

Kelly e Maria Aparecida foram encaminhadas à Cadeia Feminina de São Bernardo, no bairro Taboão. Vizinhos e amigos contam que Kelly estava amamentando a filha de três meses quando a polícia invadiu o barraco. "Foram revirando tudo, não deram chance de defesa. A Maria Aparecida estava lavando roupa quando chegaram. Ela sofre de depressão e toma um monte de remédios", conta o vizinho Romildo Alves da Silva, 41 anos.

Outros moradores da favela endossam a defesa das donas-de-casa. Mas a maioria não quis apontar os chefes do tráfico na Vila Suíça. Apenas afirmam que são conhecidos de toda a comunidade, inclusive da própria polícia. "A gente tem medo. Imagina se plantam a droga na nossa casa também? Se quem mora na favela tivesse coragem de denunciar o traficante, não ia ter crime nenhum por aqui", diz um deles.

Na blitz realizada pela PM, houve troca de tiros entre os policiais e dois homens "suspeitos". Um deles conseguiu fugir; o outro, baleado, morreu a caminho do hospital. A polícia diz que chegou ao barraco de Kelly e Maria Aparecida depois que um morador apresentou denúncia anônima com endereço da suposta boca-de-fumo.

O delegado do 6º DP de Santo André, Darci Freitas, diz que a polícia trabalha com "objetividade" e que as donas-de-casa foram presas depois de flagrante. Mas afirma que as investigações foram abertas. "A prisão das duas mulheres é só o início da investigação. A Justiça vai decidir se são inocentes ou não. Pedimos que os moradores denunciem criminosos, pois temos meios que garantem o sigilo", afirma. O telefone da delegacia é 4451-2011.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Prisão de mulheres revolta vizinhos em Sto.André

Do Diário do Grande ABC

22/09/2005 | 08:22


A prisão de duas donas-de-casa por tráfico de drogas gerou protestos de moradores da Vila Suíça, em Santo André. Maria Aparecida Gomes, 44 anos, e a filha, Kelly Cristina Paulo, 23, foram levadas pela polícia na última segunda-feira, depois que 125 papelotes de cocaína e outros 36 de maconha foram encontrados nos fundos do barraco da família. Familiares e vizinhos garantem que as duas são inocentes. Segundo eles, os verdadeiros traficantes teriam jogado os entorpecentes no interior da casa das acusadas durante a perseguição dos policiais, para se livrar do flagrante.

O marido de Kelly, Marcelo Vieira Santiago, 27 anos, afirma que a família nunca se envolveu com o tráfico. "Eles (os policiais) levaram as duas só pra mostrar serviço. Quem manda no tráfico continua solto. Plantaram a droga no fundo do meu barraco. Aqui é tudo gente pobre, que não tem como se defender", alega.

Kelly e Maria Aparecida foram encaminhadas à Cadeia Feminina de São Bernardo, no bairro Taboão. Vizinhos e amigos contam que Kelly estava amamentando a filha de três meses quando a polícia invadiu o barraco. "Foram revirando tudo, não deram chance de defesa. A Maria Aparecida estava lavando roupa quando chegaram. Ela sofre de depressão e toma um monte de remédios", conta o vizinho Romildo Alves da Silva, 41 anos.

Outros moradores da favela endossam a defesa das donas-de-casa. Mas a maioria não quis apontar os chefes do tráfico na Vila Suíça. Apenas afirmam que são conhecidos de toda a comunidade, inclusive da própria polícia. "A gente tem medo. Imagina se plantam a droga na nossa casa também? Se quem mora na favela tivesse coragem de denunciar o traficante, não ia ter crime nenhum por aqui", diz um deles.

Na blitz realizada pela PM, houve troca de tiros entre os policiais e dois homens "suspeitos". Um deles conseguiu fugir; o outro, baleado, morreu a caminho do hospital. A polícia diz que chegou ao barraco de Kelly e Maria Aparecida depois que um morador apresentou denúncia anônima com endereço da suposta boca-de-fumo.

O delegado do 6º DP de Santo André, Darci Freitas, diz que a polícia trabalha com "objetividade" e que as donas-de-casa foram presas depois de flagrante. Mas afirma que as investigações foram abertas. "A prisão das duas mulheres é só o início da investigação. A Justiça vai decidir se são inocentes ou não. Pedimos que os moradores denunciem criminosos, pois temos meios que garantem o sigilo", afirma. O telefone da delegacia é 4451-2011.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;