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Cesta básica já custa R$ 350 nas cidades da região

Pesquisa feita pela Craisa aponta que consumidores pagam
em média 2,42% a mais para encher o carrinho na região


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

06/04/2010 | 07:00


O consumidor do Grande ABC está gastando, em média, R$ 350 para encher o carrinho do supermercado com os itens mais simples da cesta básica. Pesquisa feita pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) mostra que 22 dos 34 produtos consultados no estudo tiveram oscilação nesta semana, deixando o preço final da cesta 2,42% mais alto.

Entre os itens com maior aumento, estão o leite, que segue em escalada exponencial (15% só nos últimos dias); o feijão, que variou 28,27%; e alguns produtos hortifrutigranjeiros, como a banana e a cebola, que aumentaram respectivamente 20,55% e 13,51%.

"Março foi um mês muito alto nos preços e essa última semana ficou ainda pior. Tudo oscilou. Na semana imediata ao pagamento do salário, sobe tudo. Esperávamos pela queda dos custos de alguns produtos, mas as pessoas estão pagando caro no varejo, o que dificulta a queda", afirma o engenheiro agrônomo da Craisa e autor da pesquisa, Fábio Vezza Benedetto.

Ele alerta ainda que, para evitar gastar ainda mais no supermercado, os clientes devem pesquisar muito antes de escolher onde fazer as compras. "Notamos que perto do recebimento do salário, todos os itens sofrem pequenos reajustes, assim como caem poucos dias antes do fechamento do mês. É preciso ficar de olho nas promoções. Na Semana Santa, por exemplo, onde o consumo de carne cai, os preços deste produto baixaram", conta.

Apesar de a variação do custo mensal da cesta básica ainda não estar fechada, o engenheiro avalia que neste mês os preços ficaram em média 5% mais salgados para o consumidor. "E não há justificativa exata para isso. Houve aumento na maioria dos produtos em todos os locais pesquisados. É bom o cliente ficar atento para economizar o que puder", pontua Benedetto.

EM QUEDA - Apesar do aumento na maioria dos produtos, a queda nos custos do açúcar e do arroz ajudou a segurar a disparada do preço da cesta básica. Com a chegada da safra desses itens, Benedetto afirma que haverá novas quedas nos valores nas próximas semanas. "O açúcar, que chegou a R$ 2,36, foi encontrado a R$ 2,09 nesta semana e continuará a baixar. A laranja e o arroz também devem seguir esse mesmo ritmo", pontua.

Economista diz que preço do leite deve seguir em elevação

Com custo médio de R$ 1,92, mas chegando a custar R$ 2,29, o leite é o grande vilão do bolso do consumidor do Grande ABC. Apesar do alto valor, deve variar ainda mais segundo o professor do curso de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), Radamés Barone. "O valor atual deve durar mais duas semanas. Depois, com a chegada do outono inverno, os preços só devem se agravar", alerta.

Segundo o economista, produtores têm maior problema nesta época com a criação de gado, o que só piora com as baixas temperaturas. "A produtividade depende do pasto e ele não está bom, particularmente na região de Goiás e Minas Gerais, principais produtores, Então vai bater novo aumento na cesta básica", diz. 



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Cesta básica já custa R$ 350 nas cidades da região

Pesquisa feita pela Craisa aponta que consumidores pagam
em média 2,42% a mais para encher o carrinho na região

Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

06/04/2010 | 07:00


O consumidor do Grande ABC está gastando, em média, R$ 350 para encher o carrinho do supermercado com os itens mais simples da cesta básica. Pesquisa feita pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) mostra que 22 dos 34 produtos consultados no estudo tiveram oscilação nesta semana, deixando o preço final da cesta 2,42% mais alto.

Entre os itens com maior aumento, estão o leite, que segue em escalada exponencial (15% só nos últimos dias); o feijão, que variou 28,27%; e alguns produtos hortifrutigranjeiros, como a banana e a cebola, que aumentaram respectivamente 20,55% e 13,51%.

"Março foi um mês muito alto nos preços e essa última semana ficou ainda pior. Tudo oscilou. Na semana imediata ao pagamento do salário, sobe tudo. Esperávamos pela queda dos custos de alguns produtos, mas as pessoas estão pagando caro no varejo, o que dificulta a queda", afirma o engenheiro agrônomo da Craisa e autor da pesquisa, Fábio Vezza Benedetto.

Ele alerta ainda que, para evitar gastar ainda mais no supermercado, os clientes devem pesquisar muito antes de escolher onde fazer as compras. "Notamos que perto do recebimento do salário, todos os itens sofrem pequenos reajustes, assim como caem poucos dias antes do fechamento do mês. É preciso ficar de olho nas promoções. Na Semana Santa, por exemplo, onde o consumo de carne cai, os preços deste produto baixaram", conta.

Apesar de a variação do custo mensal da cesta básica ainda não estar fechada, o engenheiro avalia que neste mês os preços ficaram em média 5% mais salgados para o consumidor. "E não há justificativa exata para isso. Houve aumento na maioria dos produtos em todos os locais pesquisados. É bom o cliente ficar atento para economizar o que puder", pontua Benedetto.

EM QUEDA - Apesar do aumento na maioria dos produtos, a queda nos custos do açúcar e do arroz ajudou a segurar a disparada do preço da cesta básica. Com a chegada da safra desses itens, Benedetto afirma que haverá novas quedas nos valores nas próximas semanas. "O açúcar, que chegou a R$ 2,36, foi encontrado a R$ 2,09 nesta semana e continuará a baixar. A laranja e o arroz também devem seguir esse mesmo ritmo", pontua.

Economista diz que preço do leite deve seguir em elevação

Com custo médio de R$ 1,92, mas chegando a custar R$ 2,29, o leite é o grande vilão do bolso do consumidor do Grande ABC. Apesar do alto valor, deve variar ainda mais segundo o professor do curso de Economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), Radamés Barone. "O valor atual deve durar mais duas semanas. Depois, com a chegada do outono inverno, os preços só devem se agravar", alerta.

Segundo o economista, produtores têm maior problema nesta época com a criação de gado, o que só piora com as baixas temperaturas. "A produtividade depende do pasto e ele não está bom, particularmente na região de Goiás e Minas Gerais, principais produtores, Então vai bater novo aumento na cesta básica", diz. 

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