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Waldomiro se encontrou com bicheiro durante governo Lula


Do Diário OnLine
Com Agências

20/02/2004 | 09:28


Uma nova denúncia publicada na edição desta sexta-feira da revista Época deve voltar a ‘inflamar’ a oposição ao governo Lula. Segundo a reportagem, Waldomiro Diniz, enquanto ocupava o cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, recebeu o bicheiro Carlos Augusto Ramos (‘Carlinhos Cachoeira’) em um hotel de Brasília.

O encontro aconteceu no dia 6 de janeiro. Waldomiro e Cachoeira se encontraram com dois executivos da empresa multinacional Gtech, que queria renovar um contrato de US$ 130 milhões para operar as loterias da Caixa Econômica Federal. O ex-subchefe explicou que foi convidado para o encontro pelo bicheiro, que queria tratar “de um projeto que ele queria desenvolver”.

No dia 31 de março, Waldomiro voltou a se encontrar com os dois executivos da Gtech — o então presidente da empresa, Antônio Carlos Rocha, e o diretor de marketing, Marcelo Rovai. Desta vez, Cachoeira não estava presente. Desde 2003 o contrato da multinacional com a Caixa é investigado pelo Ministério Público Federal, que já suspeitava que o ex-subchefe tinha interferido em sua renovação.

A nova denúncia pode minar uma das desculpas usada pelo governo para evitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso: a que o escândalo Diniz se refere a um período anterior à sua nomeação como subchefe. A primeira ‘bomba’ contra o ex-assessor foi a divulgação de um vídeo onde ele pede, em 2002, propina para Carlinhos Cachoeira.

Na época, Waldomiro era presidente da Loterj — ele foi nomeado por Anthony Garotinho (então no PSB, hoje no PMDB) e seguiu no cargo durante o governo Benedita da Silva (PT). O dinheiro seria usado em campanhas do PT e da atual governadora fluminense e mulher de Garotinho, Rosinha Matheus (PMDB).

Repercussão- O deputado Geddel Vieira Lima (PMDB/BA) disse nesta sexta que o governo perde credibilidade quando tenta evitar a CPI. Ele avisou que o Congresso vai ficar atento à repercussão deste caso.

Mas o presidente nacional do PT, José Genoino, avaliou que o fato de Waldomiro ter se reunido com Cachoeira durante o governo Lula não quer dizer que houve irregularidades. Ele voltou a ressaltar que o ex-subchefe não é filiado ao PT, apenas um funcionário do governo.



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Waldomiro se encontrou com bicheiro durante governo Lula

Do Diário OnLine
Com Agências

20/02/2004 | 09:28


Uma nova denúncia publicada na edição desta sexta-feira da revista Época deve voltar a ‘inflamar’ a oposição ao governo Lula. Segundo a reportagem, Waldomiro Diniz, enquanto ocupava o cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, recebeu o bicheiro Carlos Augusto Ramos (‘Carlinhos Cachoeira’) em um hotel de Brasília.

O encontro aconteceu no dia 6 de janeiro. Waldomiro e Cachoeira se encontraram com dois executivos da empresa multinacional Gtech, que queria renovar um contrato de US$ 130 milhões para operar as loterias da Caixa Econômica Federal. O ex-subchefe explicou que foi convidado para o encontro pelo bicheiro, que queria tratar “de um projeto que ele queria desenvolver”.

No dia 31 de março, Waldomiro voltou a se encontrar com os dois executivos da Gtech — o então presidente da empresa, Antônio Carlos Rocha, e o diretor de marketing, Marcelo Rovai. Desta vez, Cachoeira não estava presente. Desde 2003 o contrato da multinacional com a Caixa é investigado pelo Ministério Público Federal, que já suspeitava que o ex-subchefe tinha interferido em sua renovação.

A nova denúncia pode minar uma das desculpas usada pelo governo para evitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso: a que o escândalo Diniz se refere a um período anterior à sua nomeação como subchefe. A primeira ‘bomba’ contra o ex-assessor foi a divulgação de um vídeo onde ele pede, em 2002, propina para Carlinhos Cachoeira.

Na época, Waldomiro era presidente da Loterj — ele foi nomeado por Anthony Garotinho (então no PSB, hoje no PMDB) e seguiu no cargo durante o governo Benedita da Silva (PT). O dinheiro seria usado em campanhas do PT e da atual governadora fluminense e mulher de Garotinho, Rosinha Matheus (PMDB).

Repercussão- O deputado Geddel Vieira Lima (PMDB/BA) disse nesta sexta que o governo perde credibilidade quando tenta evitar a CPI. Ele avisou que o Congresso vai ficar atento à repercussão deste caso.

Mas o presidente nacional do PT, José Genoino, avaliou que o fato de Waldomiro ter se reunido com Cachoeira durante o governo Lula não quer dizer que houve irregularidades. Ele voltou a ressaltar que o ex-subchefe não é filiado ao PT, apenas um funcionário do governo.

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