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PTB de Sto.André terá liberdade, diz Campos

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente do diretório paulista descarta interferência e cita que única negativa é apoio a Aidan


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/08/2015 | 07:00


O presidente paulista do PTB, deputado Campos Machado, descartou qualquer tipo de interferência no diretório de Santo André relacionada à eleição de 2016 ao sustentar que a executiva local, comandada por Dinah Zekcer, “terá liberdade” para escolher os rumos na empreitada. Em visita ao Diário, o dirigente frisou que a única ressalva seria contra apoio ao ex-prefeito Aidan Ravin, que deixou a sigla em 2013. “Não há possibilidade alguma de reconciliação, pois quem trai uma vez trai duas. Não tem condições”, disse, sem falar em nomes internos ao pleito. Atualmente, a municipal aposta na pré-candidatura do vereador Luiz Zacarias ao Paço.

A indicação dada em território andreense passa por ser protagonista na disputa, indicando que o PTB, no mínimo, teria de lançar nome ao posto de vice. O partido já chefiou a Prefeitura em três oportunidades – duas com Newton Brandão, morto em 2010, e uma com o próprio Aidan –, perdendo somente para o PT, com cinco mandatos. A alternância no poder local vem sendo feita com o petismo desde 1982. “O que for decidido aqui na cidade pela direção municipal vou aderir ao projeto”, acrescentou Campos.

O atual chefe do Executivo, Carlos Grana (PT), tem tentado aproximação com as fileiras petebistas, situação que seria inédita na cidade. O petista possui relação de proximidade com o líder do PTB. Em contrapartida, a legenda articula, em princípio, plano de oposição.


OUTROS MUNICÍPIOS
Em Ribeirão Pires, Campos mencionou que o ex-prefeito Clóvis Volpi (PTB) é nome certo para entrar na corrida pelo Paço. “Ele é nosso candidato para ganhar a eleição. Não fosse assim, nós teríamos iniciado negociações com o (Adler) Kiko (Teixeira), que vai se filiar no PSB”. Para São Caetano, o mandatário citou que “não há razão” para que o ex-prefeito José Auricchio Júnior (PTB) não seja o candidato da sigla. Em solo mauaense, o petebista falou que as “conversas estão abertas”. Ele cravou que, em Rio Grande da Serra, a número dois de Kiko, Helenice Arruda (PTB), é a vice de seus sonhos em detrimento da atual, Marilza de Oliveira (PTB). “Não vi lealdade suficiente.”

Em São Bernardo, Campos reiterou compromisso de o ex-vereador Admir Ferro (PTB) formar chapa majoritária com o hoje deputado federal Alex Manente (PPS). “Esse acordo está assegurado”. No município de Diadema, o dirigente alegou que “tudo pode acontecer, menos estar do mesmo lado do prefeito” Lauro Michels (PV). “Não existe hipótese. Perdoar a gente pode até perdoar, mas esquecer nunca se esquece. Ela (Silvana Guarnieri, PTB) foi humilhada publicamente.”

Sigla lançará candidato ao governo do Estado

O deputado estadual Campos Machado reforçou ontem que o PTB terá candidatura própria ao governo estadual em 2018. Hoje, a sigla é base de apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a quem o petebista já sinalizou apoio para entrar no páreo à Presidência. “Temos todas as condições de encabeçar a disputa. A nossa decisão é irreversível. Estou assumindo esse compromisso em função de apelo de diretórios”. Caso a proposta seja efetivada, o PTB, que nunca conquistou o cargo, lançará um candidato depois de 16 anos de hiato. O último postulante da legenda a tentar chefiar o Palácio dos Bandeirantes foi Antonio Cabrera Mano Filho, na eleição de 2002.

Cabrera, ministro da Agricultura na gestão de Fernando Collor de Mello, entre 1990 a 1992, não teve bom desempenho nas urnas, alcançando apenas 1% dos votos válidos, em pleito vencido por Alckmin.

Campos é fiel aliado do nome do PSDB. O deputado chegou a compor chapa com o atual governador em duas ocasiões – 2000 e 2008. Segundo o parlamentar, com a saída do tucano do páreo, o PTB vai se inserir na linha de frente. “Não tem como não assumirmos esse papel”, disse, ao vislumbrar eventual suporte de Alckmin. “Não vejo nada que possa impedir (essa adesão). História e lealdade são siamesas.”

Campos defendeu que a estratégia vai de consonância com o processo de fortalecimento do PTB, iniciando esse caminho a partir do pleito do ano que vem. “Nossa proposta em São Paulo é lançar candidatura nos 645 municípios, sendo piloto ou copiloto. Esse projeto está definindo esse plano para 2018.”  



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PTB de Sto.André terá liberdade, diz Campos

Presidente do diretório paulista descarta interferência e cita que única negativa é apoio a Aidan

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/08/2015 | 07:00


O presidente paulista do PTB, deputado Campos Machado, descartou qualquer tipo de interferência no diretório de Santo André relacionada à eleição de 2016 ao sustentar que a executiva local, comandada por Dinah Zekcer, “terá liberdade” para escolher os rumos na empreitada. Em visita ao Diário, o dirigente frisou que a única ressalva seria contra apoio ao ex-prefeito Aidan Ravin, que deixou a sigla em 2013. “Não há possibilidade alguma de reconciliação, pois quem trai uma vez trai duas. Não tem condições”, disse, sem falar em nomes internos ao pleito. Atualmente, a municipal aposta na pré-candidatura do vereador Luiz Zacarias ao Paço.

A indicação dada em território andreense passa por ser protagonista na disputa, indicando que o PTB, no mínimo, teria de lançar nome ao posto de vice. O partido já chefiou a Prefeitura em três oportunidades – duas com Newton Brandão, morto em 2010, e uma com o próprio Aidan –, perdendo somente para o PT, com cinco mandatos. A alternância no poder local vem sendo feita com o petismo desde 1982. “O que for decidido aqui na cidade pela direção municipal vou aderir ao projeto”, acrescentou Campos.

O atual chefe do Executivo, Carlos Grana (PT), tem tentado aproximação com as fileiras petebistas, situação que seria inédita na cidade. O petista possui relação de proximidade com o líder do PTB. Em contrapartida, a legenda articula, em princípio, plano de oposição.


OUTROS MUNICÍPIOS
Em Ribeirão Pires, Campos mencionou que o ex-prefeito Clóvis Volpi (PTB) é nome certo para entrar na corrida pelo Paço. “Ele é nosso candidato para ganhar a eleição. Não fosse assim, nós teríamos iniciado negociações com o (Adler) Kiko (Teixeira), que vai se filiar no PSB”. Para São Caetano, o mandatário citou que “não há razão” para que o ex-prefeito José Auricchio Júnior (PTB) não seja o candidato da sigla. Em solo mauaense, o petebista falou que as “conversas estão abertas”. Ele cravou que, em Rio Grande da Serra, a número dois de Kiko, Helenice Arruda (PTB), é a vice de seus sonhos em detrimento da atual, Marilza de Oliveira (PTB). “Não vi lealdade suficiente.”

Em São Bernardo, Campos reiterou compromisso de o ex-vereador Admir Ferro (PTB) formar chapa majoritária com o hoje deputado federal Alex Manente (PPS). “Esse acordo está assegurado”. No município de Diadema, o dirigente alegou que “tudo pode acontecer, menos estar do mesmo lado do prefeito” Lauro Michels (PV). “Não existe hipótese. Perdoar a gente pode até perdoar, mas esquecer nunca se esquece. Ela (Silvana Guarnieri, PTB) foi humilhada publicamente.”

Sigla lançará candidato ao governo do Estado

O deputado estadual Campos Machado reforçou ontem que o PTB terá candidatura própria ao governo estadual em 2018. Hoje, a sigla é base de apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a quem o petebista já sinalizou apoio para entrar no páreo à Presidência. “Temos todas as condições de encabeçar a disputa. A nossa decisão é irreversível. Estou assumindo esse compromisso em função de apelo de diretórios”. Caso a proposta seja efetivada, o PTB, que nunca conquistou o cargo, lançará um candidato depois de 16 anos de hiato. O último postulante da legenda a tentar chefiar o Palácio dos Bandeirantes foi Antonio Cabrera Mano Filho, na eleição de 2002.

Cabrera, ministro da Agricultura na gestão de Fernando Collor de Mello, entre 1990 a 1992, não teve bom desempenho nas urnas, alcançando apenas 1% dos votos válidos, em pleito vencido por Alckmin.

Campos é fiel aliado do nome do PSDB. O deputado chegou a compor chapa com o atual governador em duas ocasiões – 2000 e 2008. Segundo o parlamentar, com a saída do tucano do páreo, o PTB vai se inserir na linha de frente. “Não tem como não assumirmos esse papel”, disse, ao vislumbrar eventual suporte de Alckmin. “Não vejo nada que possa impedir (essa adesão). História e lealdade são siamesas.”

Campos defendeu que a estratégia vai de consonância com o processo de fortalecimento do PTB, iniciando esse caminho a partir do pleito do ano que vem. “Nossa proposta em São Paulo é lançar candidatura nos 645 municípios, sendo piloto ou copiloto. Esse projeto está definindo esse plano para 2018.”  

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