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População reclama de parques em Mauá

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Áreas verdes do município são alvo de vandalismo e colecionam problemas estruturais


Nelson Donato
Especial para o Diário

14/06/2015 | 07:00


Os frequentadores dos parques de Mauá estão insatisfeitos. Com diversos problemas, as áreas verdes possuem estruturas danificadas e carecem de limpeza e manutenção, além de sofrer ações de vândalos.

No Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia, a equipe do Diário, que sempre percorreu livremente as áreas verdes públicas vistoriadas durante a série de reportagens, só pôde entrar após quase uma hora de espera e apenas mediante autorização da Prefeitura.

Os entraves burocráticos, porém, foram irrelevantes perante o péssimo estado de conservação das duas quadras do espaço. Com alambrados muito enferrujados, demarcações que necessitam de pintura, traves e tabelas destruídas, qualquer modalidade esportiva torna-se impraticável.

O parque, que possui área de 450 mil m² e é conhecido por abrigar as nascentes do Rio Tamanduateí, também sofre com a falta de conscientização de alguns de seus frequentadores. Na ocasião da visita, lago que fica em área próxima a gramado ideal para piqueniques tinha em sua superfície sacos plásticos e restos de pão. Os banheiros estão em estado deplorável, com as paredes internas e externas cobertas por pichações.

EXERCÍCIOS
O ajudante geral Valmir Gonçalves de Souza, 52 anos, conta que pratica exercícios físicos no parque diariamente e que a falta de equipamentos atrapalha. “De manhã a academia fica lotada e tem grande fila para usar os aparelhos. A pista também precisa ser melhorada, assim como as quadras.”

Apesar das defasagens, o espaço é área de preservação e referência na questão da educação ambiental. Diariamente são feitas visitas monitoradas com alunos de escolas da região.

Diretora do Departamento do Meio Ambiente do parque, Larissa Kelly, afirma que melhorias estruturais estão em andamento. “O projeto para a implantação de iluminação já foi aprovado e terá início no mês que vem.”

Ela detalha que a reforma das quadras também já foi solicitada e que há projeto de longo prazo para a revitalização total do parque, além de melhorias nas estruturas de ensino ecológico.

Guapituba possui áreas que oferecem risco a visitantes

O Parque Guapituba possui área de 536 m² e tem muitas árvores que embelezam e purificam o ar. O local também conta com boa sinalização e placas que identificam os exemplares arbóreos aos visitantes.

O espaço, porém, é alvo de muitas críticas por parte dos frequentadores, que lamentam a falta de infraestrutura e acessibilidade. Uma das principais reclamações é sobre uma das entradas do parque, que permanece fechada há mais de dois meses, após um assalto.

Os sanitários estão em péssimas condições. No que está próximo ao prédio da administração, pias foram arrancadas. No outro, mictório está entupido e, no momento da visita da equipe do Diário, transbordava urina.

A academia também precisa de reparos, pois muitos aparelhos estão enferrujados e quebrados. O aposentado Orival Andriette, 68 anos, afirma que já presenciou acidentes no parque. “No fim da pista de corrida há degraus muito altos. Já vi uma senhora cair e se machucar ali. Os equipamentos de ginástica precisam de mais atenção também, assim como a pista, que está esburacada e cheia de raízes e galhos de árvores.” 

Outro fator que aumenta o risco de queda é a grande quantidade de limo e folhas secas que se acumula nas escadarias de pedra espalhadas pelo parque. Usuários afirmam que evitam tais estruturas por conta do medo de acidentes.



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População reclama de parques em Mauá

Áreas verdes do município são alvo de vandalismo e colecionam problemas estruturais

Nelson Donato
Especial para o Diário

14/06/2015 | 07:00


Os frequentadores dos parques de Mauá estão insatisfeitos. Com diversos problemas, as áreas verdes possuem estruturas danificadas e carecem de limpeza e manutenção, além de sofrer ações de vândalos.

No Parque Ecológico da Gruta Santa Luzia, a equipe do Diário, que sempre percorreu livremente as áreas verdes públicas vistoriadas durante a série de reportagens, só pôde entrar após quase uma hora de espera e apenas mediante autorização da Prefeitura.

Os entraves burocráticos, porém, foram irrelevantes perante o péssimo estado de conservação das duas quadras do espaço. Com alambrados muito enferrujados, demarcações que necessitam de pintura, traves e tabelas destruídas, qualquer modalidade esportiva torna-se impraticável.

O parque, que possui área de 450 mil m² e é conhecido por abrigar as nascentes do Rio Tamanduateí, também sofre com a falta de conscientização de alguns de seus frequentadores. Na ocasião da visita, lago que fica em área próxima a gramado ideal para piqueniques tinha em sua superfície sacos plásticos e restos de pão. Os banheiros estão em estado deplorável, com as paredes internas e externas cobertas por pichações.

EXERCÍCIOS
O ajudante geral Valmir Gonçalves de Souza, 52 anos, conta que pratica exercícios físicos no parque diariamente e que a falta de equipamentos atrapalha. “De manhã a academia fica lotada e tem grande fila para usar os aparelhos. A pista também precisa ser melhorada, assim como as quadras.”

Apesar das defasagens, o espaço é área de preservação e referência na questão da educação ambiental. Diariamente são feitas visitas monitoradas com alunos de escolas da região.

Diretora do Departamento do Meio Ambiente do parque, Larissa Kelly, afirma que melhorias estruturais estão em andamento. “O projeto para a implantação de iluminação já foi aprovado e terá início no mês que vem.”

Ela detalha que a reforma das quadras também já foi solicitada e que há projeto de longo prazo para a revitalização total do parque, além de melhorias nas estruturas de ensino ecológico.

Guapituba possui áreas que oferecem risco a visitantes

O Parque Guapituba possui área de 536 m² e tem muitas árvores que embelezam e purificam o ar. O local também conta com boa sinalização e placas que identificam os exemplares arbóreos aos visitantes.

O espaço, porém, é alvo de muitas críticas por parte dos frequentadores, que lamentam a falta de infraestrutura e acessibilidade. Uma das principais reclamações é sobre uma das entradas do parque, que permanece fechada há mais de dois meses, após um assalto.

Os sanitários estão em péssimas condições. No que está próximo ao prédio da administração, pias foram arrancadas. No outro, mictório está entupido e, no momento da visita da equipe do Diário, transbordava urina.

A academia também precisa de reparos, pois muitos aparelhos estão enferrujados e quebrados. O aposentado Orival Andriette, 68 anos, afirma que já presenciou acidentes no parque. “No fim da pista de corrida há degraus muito altos. Já vi uma senhora cair e se machucar ali. Os equipamentos de ginástica precisam de mais atenção também, assim como a pista, que está esburacada e cheia de raízes e galhos de árvores.” 

Outro fator que aumenta o risco de queda é a grande quantidade de limo e folhas secas que se acumula nas escadarias de pedra espalhadas pelo parque. Usuários afirmam que evitam tais estruturas por conta do medo de acidentes.

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