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Jovem chinês termina abandonado em albergue nos EUA


Do Diário do Grande ABC

07/01/2000 | 10:46


A longa viagem de Wang Kejian da China para a América do Norte terminou amargamente, pois o jovem de apenas 16 anos, está abandonado à própria sorte em um albergue mexicano.

No Conselho Tutelar (centro de detençao de menores) de Nuevo Laredo, cidade fronteiriça com os Estados Unidos, Kejian sofre com a solidao, que é mais dolorosa para ele, uma vez que fala apenas algumas palavras em espanhol em um lugar onde o idioma chinês é totalmente desconhecido.

Sua odisséia começou nos primeiros dias de dezembro em Fujian, China, quando em companhia de outros dez chineses abandonou sua terra e com documentos falsos conseguiu o primeiro objetivo, entrar nos Estados Unidos. A partir daí o sonho virou pesadelo.

Wang Kejian ``é um garoto muito educado e no tempo em que esteve aqui tentou comunicar-se com os outros jovens. Infelizmente, nao sabemos o que vai ser de seu futuro'', comentou a professora Marina Aréchiga, encarregada do Conselho Tutelar.

Os companheiros de viagem do adolescente, maiores de idade, foram enviados para uma prisao local, mas ``mas as autoridades migratórias enviaram Kejian para cá, depois de ser detido com documentos falsos'', explicou Marina.

De acordo com o que conseguiu explicar, o adolescente decidiu fazer a viagem para os Estados Unidos em busca de trabalho. Assim, voou a Paris com seus companheiros e depois para a Cidade do México.

Aparentemente, o destino de Kejian era o Canadá, onde tem alguns parentes.

Antes, os chineses chegaram a Nuevo Laredo, lugar em que contavam com um contato que lhes daria documentos falsos e os ajudaria a cruzar os Estados Unidos.

Com passaportes falsos, que os creditava como cidadaos da Malásia, os chineses entraram nos Estados Unidos, mas ali foram detectados os documentos apócrifos e o grupo foi deportado ao México, ponto de entrada para a Uniao americana.

Em seu precário espanhol e ajudado por mímica, Wang Kejian disse: ``Nao sei o que vai acontecer comigo. Algumas pessoas, como Rosy Dueñas, tentaram ajudar-me, mas ainda nao sei o que será de meu destino''.

Rosy Dueñas é uma jovem mexicana que ofereceu amizade ao jovem sem documento e inclusive o ajudou a entrar em contato com sua família na China.

A família Dueñas tem buscado apoio da sociedade, a fim de que Wang Kejian nao seja deportado, pois temem que possa ser maltratado ao chegar na China.



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Jovem chinês termina abandonado em albergue nos EUA

Do Diário do Grande ABC

07/01/2000 | 10:46


A longa viagem de Wang Kejian da China para a América do Norte terminou amargamente, pois o jovem de apenas 16 anos, está abandonado à própria sorte em um albergue mexicano.

No Conselho Tutelar (centro de detençao de menores) de Nuevo Laredo, cidade fronteiriça com os Estados Unidos, Kejian sofre com a solidao, que é mais dolorosa para ele, uma vez que fala apenas algumas palavras em espanhol em um lugar onde o idioma chinês é totalmente desconhecido.

Sua odisséia começou nos primeiros dias de dezembro em Fujian, China, quando em companhia de outros dez chineses abandonou sua terra e com documentos falsos conseguiu o primeiro objetivo, entrar nos Estados Unidos. A partir daí o sonho virou pesadelo.

Wang Kejian ``é um garoto muito educado e no tempo em que esteve aqui tentou comunicar-se com os outros jovens. Infelizmente, nao sabemos o que vai ser de seu futuro'', comentou a professora Marina Aréchiga, encarregada do Conselho Tutelar.

Os companheiros de viagem do adolescente, maiores de idade, foram enviados para uma prisao local, mas ``mas as autoridades migratórias enviaram Kejian para cá, depois de ser detido com documentos falsos'', explicou Marina.

De acordo com o que conseguiu explicar, o adolescente decidiu fazer a viagem para os Estados Unidos em busca de trabalho. Assim, voou a Paris com seus companheiros e depois para a Cidade do México.

Aparentemente, o destino de Kejian era o Canadá, onde tem alguns parentes.

Antes, os chineses chegaram a Nuevo Laredo, lugar em que contavam com um contato que lhes daria documentos falsos e os ajudaria a cruzar os Estados Unidos.

Com passaportes falsos, que os creditava como cidadaos da Malásia, os chineses entraram nos Estados Unidos, mas ali foram detectados os documentos apócrifos e o grupo foi deportado ao México, ponto de entrada para a Uniao americana.

Em seu precário espanhol e ajudado por mímica, Wang Kejian disse: ``Nao sei o que vai acontecer comigo. Algumas pessoas, como Rosy Dueñas, tentaram ajudar-me, mas ainda nao sei o que será de meu destino''.

Rosy Dueñas é uma jovem mexicana que ofereceu amizade ao jovem sem documento e inclusive o ajudou a entrar em contato com sua família na China.

A família Dueñas tem buscado apoio da sociedade, a fim de que Wang Kejian nao seja deportado, pois temem que possa ser maltratado ao chegar na China.

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