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Grande ABC aposta em intercâmbio para racionalizar recursos na base


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

29/08/2010 | 07:17


Depois de perderem o time e assumirem que a chance de se tornarem subsede da Copa do Mundo passou a ser sonho distante, os responsáveis pelas secretarias de esportes de Santo André, São Bernardo e São Caetano começam a trabalhar visando os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Tradicional pólo de revelação de atletas, o Grande ABC sente a obrigação de participar efetivamente das competições, seja abrindo portas dos seus centros de treinamentos para os atletas ou na descoberta de talentos. Temos seis anos pela frente, mas num piscar de olhos a Olimpíada está aí. Estamos preparados?

Há consenso entre as autoridades regionais que é preciso trocar informações para direcionar investimentos de modo que cada município torne-se referência em determinada modalidade. As discussões sobre o tema, realizadas quase sempre nos encontros do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, ainda são superficiais, mas mostram os primeiros resultados. "Tenho ótimo relacionamento com o (José Luiz) Ferrarezi (secretário de Esportes de São Bernardo) e conversamos sobre onde desejamos investir. Isso é necessário para que não haja desperdício de recursos com construção de centro de excelência das mesmas modalidades, o que deixaria o custo por atleta elevado", explica o secretário de Esportes de São Caetano, Mauro Chekin.

A exceção é a ginástica artística. Tanto São Caetano como São Bernardo investem na modalidade, em parcerias com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) e a Caixa Econômica Federal, respectivamente. A explicação é a grande demanda da modalidade e os bons resultados obtidos pelos atletas regionais. Exemplo desse intercâmbio é o ginasta Sergio Sasaki, que nasceu em São Bernardo, passou pelo Mesc, mas hoje treina em São Caetano. "A maioria da Seleção treinou ou treina conosco", ressalta Chekin.

O são-caetanense conta os dias para a abertura - prevista para outubro - do centro de excelência de ginástica artística, instalado no Ginásio Vitório Dal'Mas. Ainda há projeto para construção de centro de treinamento para o vôlei, provavelmente no Complexo Lauro Gomes, que deve começar a ser construído em 2011. Enquanto isso, São Bernardo destina seus recursos para a construção de centros de excelência de handebol e atletismo, ambos no antigo clube da Volks - que também receberá a ginástica -, além de canoagem, na Represa Billings.

"É preciso respeitar o histórico e a tradição da cidade na modalidade. Por exemplo, há procura natural por escolinhas de handebol em São Bernardo por tudo que o nosso time já conquistou. Temos de aproveitar essa demanda e investir para formar novos atletas não só para São Bernardo, mas para a Seleção Brasileira", afirma Ferrarezi.

Um pouco atrás, Santo André ainda passa por fase de reorganização e engatinha nos investimentos na base. "Encontramos o departamento de Esporte desestruturado. As modalidades, com poucas exceções, não tinham categorias de base. Tiramos o foco das nossas equipes principais e redirecionamos os investimentos na revelação de jogadores. Hoje colhemos frutos com atletas em Seleções Brasileiras de basquete, handebol e natação", explica o secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Santo André, Edson Salvo Melo.

Vôlei de Santo André ainda sobrevive da tradição

Referência do vôlei masculino nos anos 1980, com grande time patrocinado pela Pirelli, hoje Santo André sobrevive graças ao histórico vencedor. Há anos o vôlei vive em dificuldades e a Prefeitura assume que não consegue manter equipe de alto rendimento por conta da concorrência pesada. O time que disputa o Campeonato Paulista tem o segundo menor orçamento da competição, à frente apenas de Atibaia.

"As conquistas da Seleção Brasileira valorizaram os jogadores e tornaram a modalidade cara. A cada ano temos de montar nova equipe, pois nossos destaques recebem propostas ao fim da temporada, e normalmente fora da realidade que podemos cobrir. Existem equipes com fortes parceiros, investindo mais de R$ 10 milhões ao ano", explica o secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Santo André, Edson Salvo Melo.

A saída seria o investimento nas categorias de base para que houvesse a substituição natural. O problema mais uma vez recai sobre a falta de recursos. "O vôlei, como todas as outras equipes, exceto uma ação particular do basquete feminino, não tinha projeto para captação de recurso, por meio de leis de incentivo. Temos projetos sendo finalizados e o vôlei está entre eles. Precisamos captar recursos pela lei, com parceiro disposto a investir neste trabalho de formação de atletas e uma equipe adulta competitiva. Para 2011 a ideia é ter equipe de base no vôlei", promete o secretário.

Enquanto isso, o time aposta na mescla de jogadores experientes como o ponta Orlando, 38 anos, com revelações como o meio de rede Matheus, de apenas 18 anos. "Ele tem 2m08 e teve convocações para a Seleção Brasileira juvenil. Precisa de maior bagagem, mas tem tudo para ser nosso paredão no meio", comentou o técnico Marcelo Madeira.



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