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Polícia Civil de S.Bernardo decreta caça às quadrilhas


Rogério Gatti
Do Diário do Grande ABC

25/11/2007 | 07:06


A Polícia Civil de São Bernardo prendeu nos últimos dois meses mais de 40 pessoas suspeitas de envolvimento em seqüestros e ligadas ao tráfico de drogas na cidade.

De acordo com o delegado seccional de São Bernardo, Marco Antônio de Paula Santos, essas prisões fazem parte da estratégia adotada pela polícia para diminuir a criminalidade no município e transmitir para a população uma sensação de segurança.

Em entrevista ao Diário, o delegado faz um balanço do trabalho da seccional neste ano e fala sobre as metas e estratégias para reduzir ainda mais o número de crimes em 2008.

Diário – As duas quadrilhas de seqüestradores presas nos últimos meses em São Bernardo indicam que esse crime está aumentando na região?

Marco Antônio – Pelo contrário. Desde julho, quando do seqüestro dos filhos de um empresário, não houve outro caso desse na nossa área. Essas pessoas foram presas por crimes do passado que estavam sendo investigados. Acredito que agora teremos um período de calmaria.

Diário – Havia ligação entre essas quadrilhas?

Marco Antônio – Não. Um membro de uma quadrilha pode até conhecer o de outra, mas eles não agiam juntos. Como o seqüestro atrai muito o bandido já experiente – é considerado o topo da carreira do criminoso, já que ele precisa ‘evoluir no crime’ para conseguir se organizar e realizar um delito desse tipo –, continuamos investigando para identificar remanescentes dessas quadrilhas. Nada impede que eles se reorganizem. Mas se isso acontecer, estarão sob nossa mira.

Diário — Como o senhor avalia a atuação da Delegacia Seccional em 2007?

Marco Antônio – Os números não mentem. Diminuímos roubos, homicídios, furtos de veículos e seqüestros. Como exemplo, dos nove latrocínios que ocorreram neste ano, sete foram esclarecidos e os culpados, presos. Apenas dois estão ainda sob investigação. A grande dificuldade é transformar esse trabalho em sensação de segurança para as pessoas.

Diário – E como transmitir essa sensação de segurança?

Marco Antônio – A estratégia é fazer essas grandes prisões, fruto de investigações longas, e também levar para a cadeia os criminosos mais violentos e as quadrilhas. Não deixar crimes violentos sem solução. Nós divulgaremos na mídia esse trabalho para que as pessoas vejam que os criminosos estão indo para a cadeia. Essa divulgação aproxima as pessoas da polícia, faz com que ela acredite que, se ligar para nós, os policiais serão atuantes e os criminosos, punidos.

Diário – Quais são as metas para 2008 em relação à ação da Polícia Civil em São Bernardo e São Caetano?

Marco Antônio – Vamos cumprir as metas estabelecidas pela Secretaria da Segurança, como estamos fazendo neste ano. Além disso, pretendo formar dois novos setores na seccional. Um será para investigar roubo de carga, já que temos muitas indústrias na região e somos cortados por estradas que ligam a Capital ao porto de Santos. O outro será para investigar furtos eletrônicos.



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Polícia Civil de S.Bernardo decreta caça às quadrilhas

Rogério Gatti
Do Diário do Grande ABC

25/11/2007 | 07:06


A Polícia Civil de São Bernardo prendeu nos últimos dois meses mais de 40 pessoas suspeitas de envolvimento em seqüestros e ligadas ao tráfico de drogas na cidade.

De acordo com o delegado seccional de São Bernardo, Marco Antônio de Paula Santos, essas prisões fazem parte da estratégia adotada pela polícia para diminuir a criminalidade no município e transmitir para a população uma sensação de segurança.

Em entrevista ao Diário, o delegado faz um balanço do trabalho da seccional neste ano e fala sobre as metas e estratégias para reduzir ainda mais o número de crimes em 2008.

Diário – As duas quadrilhas de seqüestradores presas nos últimos meses em São Bernardo indicam que esse crime está aumentando na região?

Marco Antônio – Pelo contrário. Desde julho, quando do seqüestro dos filhos de um empresário, não houve outro caso desse na nossa área. Essas pessoas foram presas por crimes do passado que estavam sendo investigados. Acredito que agora teremos um período de calmaria.

Diário – Havia ligação entre essas quadrilhas?

Marco Antônio – Não. Um membro de uma quadrilha pode até conhecer o de outra, mas eles não agiam juntos. Como o seqüestro atrai muito o bandido já experiente – é considerado o topo da carreira do criminoso, já que ele precisa ‘evoluir no crime’ para conseguir se organizar e realizar um delito desse tipo –, continuamos investigando para identificar remanescentes dessas quadrilhas. Nada impede que eles se reorganizem. Mas se isso acontecer, estarão sob nossa mira.

Diário — Como o senhor avalia a atuação da Delegacia Seccional em 2007?

Marco Antônio – Os números não mentem. Diminuímos roubos, homicídios, furtos de veículos e seqüestros. Como exemplo, dos nove latrocínios que ocorreram neste ano, sete foram esclarecidos e os culpados, presos. Apenas dois estão ainda sob investigação. A grande dificuldade é transformar esse trabalho em sensação de segurança para as pessoas.

Diário – E como transmitir essa sensação de segurança?

Marco Antônio – A estratégia é fazer essas grandes prisões, fruto de investigações longas, e também levar para a cadeia os criminosos mais violentos e as quadrilhas. Não deixar crimes violentos sem solução. Nós divulgaremos na mídia esse trabalho para que as pessoas vejam que os criminosos estão indo para a cadeia. Essa divulgação aproxima as pessoas da polícia, faz com que ela acredite que, se ligar para nós, os policiais serão atuantes e os criminosos, punidos.

Diário – Quais são as metas para 2008 em relação à ação da Polícia Civil em São Bernardo e São Caetano?

Marco Antônio – Vamos cumprir as metas estabelecidas pela Secretaria da Segurança, como estamos fazendo neste ano. Além disso, pretendo formar dois novos setores na seccional. Um será para investigar roubo de carga, já que temos muitas indústrias na região e somos cortados por estradas que ligam a Capital ao porto de Santos. O outro será para investigar furtos eletrônicos.

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