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Era de Aquarius à brasileria

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Companhia de teatro independente da região encena história clássica e revolucionária em São Paulo


Marcela Munhoz

04/11/2017 | 07:00


 Luta por paz, justiça, liberdade sexual, quebra de tabus e fim de qualquer tipo de preconceito. Há 50 anos, grupo de jovens atores levou aos palcos toda essa vontade de fazer as pessoas refletirem sobre que mundo viviam e o que estavam construindo para o futuro. No musical Hair, que estreou no cenário Off-Broadway em 1967 – e depois no filme, em 1979 –, James Rado e Gerome Ragni escandalizaram e empolgaram o público com suas cenas polêmicas, orquestradas por músicas que até hoje são cantaroladas. A trama também é incansavelmente adaptada.

Em cartaz com Aquarius no Teatro Paiol, em São Paulo, a Cia Milkshakespeare – grupo independente de teatro, cuja sede fica no prédio da UFABC, em Santo André – traz sua versão da obra. “É homenagem ao 50 anos de Hair, mas é uma versão à brasileira, pois falamos sobre os nossos problemas. Discutimos sobre preconceito, racismo, religião, questões de gênero e orientação sexual. Tem bastante coisa também sobre o respeito à individualidade e política. Mas política apartidária, sobre como ela permeia todas as relações”, explica Edu Carriel, diretor da cia, autor do roteiro e integrante do elenco.

Na história, Lucy (Letícia Navarro) sonha conhecer o mundo e muda de vida quando entra para a Alcateia, tribo indie onde cada integrante respeita a ideologia política e espiritual de cada um. Lá, ela se apaixona por Victor (Edu Carriel), que também ama Claude (Renan Rezende), que se apaixona por Lucy. O triângulo amoroso é ameaçado quando Victor é convocado para a guerra. Assim como os personagens, que têm total liberdade de ser quem são, no grupo de teatro cada um dos dez atores do elenco contribui com sugestões. “É uma direção colaborativa, eles pensaram nas personalidades e trouxeram para a gente pensar junto”, diz Carriel, que revela ter a intenção de continuar temporada da peça em 2018.

Também fazem parte do elenco Mi Alexandre, Márcio Marchetti, Mariana Sancar, Gabriela Palmieri, Renato Teixeira, Lucas Correia e Bell Talarico. A direção musical é de Nilson Fonseca e a iluminação é trabalho de Ettore Meireles.

Aquarius – Musical. Teatro Paiol Cultural – Rua Amaral Gurgel, 164, em São Paulo. Hoje, dia 11 e dia 25, às 22h30. Ingr.: R$ 15 e R$ 30 (venda na bilheteria ou pelo site www.sampaingressos.com.br).



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Era de Aquarius à brasileria

Companhia de teatro independente da região encena história clássica e revolucionária em São Paulo

Marcela Munhoz

04/11/2017 | 07:00


 Luta por paz, justiça, liberdade sexual, quebra de tabus e fim de qualquer tipo de preconceito. Há 50 anos, grupo de jovens atores levou aos palcos toda essa vontade de fazer as pessoas refletirem sobre que mundo viviam e o que estavam construindo para o futuro. No musical Hair, que estreou no cenário Off-Broadway em 1967 – e depois no filme, em 1979 –, James Rado e Gerome Ragni escandalizaram e empolgaram o público com suas cenas polêmicas, orquestradas por músicas que até hoje são cantaroladas. A trama também é incansavelmente adaptada.

Em cartaz com Aquarius no Teatro Paiol, em São Paulo, a Cia Milkshakespeare – grupo independente de teatro, cuja sede fica no prédio da UFABC, em Santo André – traz sua versão da obra. “É homenagem ao 50 anos de Hair, mas é uma versão à brasileira, pois falamos sobre os nossos problemas. Discutimos sobre preconceito, racismo, religião, questões de gênero e orientação sexual. Tem bastante coisa também sobre o respeito à individualidade e política. Mas política apartidária, sobre como ela permeia todas as relações”, explica Edu Carriel, diretor da cia, autor do roteiro e integrante do elenco.

Na história, Lucy (Letícia Navarro) sonha conhecer o mundo e muda de vida quando entra para a Alcateia, tribo indie onde cada integrante respeita a ideologia política e espiritual de cada um. Lá, ela se apaixona por Victor (Edu Carriel), que também ama Claude (Renan Rezende), que se apaixona por Lucy. O triângulo amoroso é ameaçado quando Victor é convocado para a guerra. Assim como os personagens, que têm total liberdade de ser quem são, no grupo de teatro cada um dos dez atores do elenco contribui com sugestões. “É uma direção colaborativa, eles pensaram nas personalidades e trouxeram para a gente pensar junto”, diz Carriel, que revela ter a intenção de continuar temporada da peça em 2018.

Também fazem parte do elenco Mi Alexandre, Márcio Marchetti, Mariana Sancar, Gabriela Palmieri, Renato Teixeira, Lucas Correia e Bell Talarico. A direção musical é de Nilson Fonseca e a iluminação é trabalho de Ettore Meireles.

Aquarius – Musical. Teatro Paiol Cultural – Rua Amaral Gurgel, 164, em São Paulo. Hoje, dia 11 e dia 25, às 22h30. Ingr.: R$ 15 e R$ 30 (venda na bilheteria ou pelo site www.sampaingressos.com.br).

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