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Seca deste ano é pior do que a de 98, diz Sudene


Do Diário do Grande ABC

27/08/1999 | 18:41


O coordenador do Programa de Combate aos Efeitos da Seca, Múcio Wanderley, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), afirmou nesta sexta-feira que a regiao encontra-se em pior situaçao nesta sexta-feira do que no ano passado. "Além da falta de chuva em grande parte do semi-árido e da impossibilidade de safras, a regiao, que enfrenta o segundo ano consecutivo de estiagem, está sem reserva de água que assegure o abastecimento até o próximo período chuvoso, que vai de fevereiro a maio", disse.

Os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas vivem um quadro dramático. Ali, o agricultor só produziu algo em certos bolsoes atingidos por chuvas irregulares ou em áreas irrigadas. As poucas chuvas também nao proporcionaram reposiçao de água nem uma conseqüente regularizaçao no abastecimento. Em Pernambuco, o Instituto de Pesquisas Agronômicas do Estado nao conseguiu instalar qualquer projeto ou experimento agrícola. No Agreste nao houve sequer chance de plantio.

Até mesmo a zona da mata, que é uma área úmida, foi atingida pela estiagem provocando uma quebra da safra de cana-de-açúcar da ordem de 40%. De acordo com Wanderley, as chuvas desse ano permitiram boas safras no Piauí, norte do Ceará e oeste da Bahia. "O Ceará e o Piauí tiveram, talvez, a maior safra de graos de sua história e também repuseram suas reservas de água", disse. Já o território cearense que faz fronteira com o Rio Grande do Norte, registrou apenas chuvas isoladas.

Devido a gravidade da estiagem está sendo mantido, desde o ano passado, o abastecimento através de carros-pipa, no Rio Grande do Norte a Sergipe. Atualmente, segundo Múcio Wanderley, o programa de emergência do governo federal atende a 706 municípios com alistamento em frentes produtivas, distribuiçao de cestas básicas e carros-pipa. No auge da seca, em dezembro do ano passado, o programa beneficiou 1.285 municípios, incluindo o Norte de Minas e parte do Espírito Santo.

As regioes que se mantêm no programa nao estao satisfeitas. Os prefeitos denunciam descaso, os sindicatos de trabalhadores rurais e a igreja reclamam do atraso no pagamento dos alistados e do pequeno salário que lhes é pago (R$ 48,00) e afirmam que as cestas sao menores, têm menor valor nutritivo e muitas vezes incluem alimentos estragados. Também reivindicam a ampliaçao do programa.

Os que deixaram o programa por conta das chuvas ocorridas no início do ano querem retornar. É o caso do Piauí, Minas Gerais, parte do Ceará e parte da Bahia. A fim de detalhar as necessidades de cada Estado num relatório de pleitos a ser analisado pelo governo federal, a Sudene reúne terça-feira, em sua sede, secretários estaduais, representantes de associaçoes de municípios e de trabalhadores.



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Seca deste ano é pior do que a de 98, diz Sudene

Do Diário do Grande ABC

27/08/1999 | 18:41


O coordenador do Programa de Combate aos Efeitos da Seca, Múcio Wanderley, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), afirmou nesta sexta-feira que a regiao encontra-se em pior situaçao nesta sexta-feira do que no ano passado. "Além da falta de chuva em grande parte do semi-árido e da impossibilidade de safras, a regiao, que enfrenta o segundo ano consecutivo de estiagem, está sem reserva de água que assegure o abastecimento até o próximo período chuvoso, que vai de fevereiro a maio", disse.

Os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas vivem um quadro dramático. Ali, o agricultor só produziu algo em certos bolsoes atingidos por chuvas irregulares ou em áreas irrigadas. As poucas chuvas também nao proporcionaram reposiçao de água nem uma conseqüente regularizaçao no abastecimento. Em Pernambuco, o Instituto de Pesquisas Agronômicas do Estado nao conseguiu instalar qualquer projeto ou experimento agrícola. No Agreste nao houve sequer chance de plantio.

Até mesmo a zona da mata, que é uma área úmida, foi atingida pela estiagem provocando uma quebra da safra de cana-de-açúcar da ordem de 40%. De acordo com Wanderley, as chuvas desse ano permitiram boas safras no Piauí, norte do Ceará e oeste da Bahia. "O Ceará e o Piauí tiveram, talvez, a maior safra de graos de sua história e também repuseram suas reservas de água", disse. Já o território cearense que faz fronteira com o Rio Grande do Norte, registrou apenas chuvas isoladas.

Devido a gravidade da estiagem está sendo mantido, desde o ano passado, o abastecimento através de carros-pipa, no Rio Grande do Norte a Sergipe. Atualmente, segundo Múcio Wanderley, o programa de emergência do governo federal atende a 706 municípios com alistamento em frentes produtivas, distribuiçao de cestas básicas e carros-pipa. No auge da seca, em dezembro do ano passado, o programa beneficiou 1.285 municípios, incluindo o Norte de Minas e parte do Espírito Santo.

As regioes que se mantêm no programa nao estao satisfeitas. Os prefeitos denunciam descaso, os sindicatos de trabalhadores rurais e a igreja reclamam do atraso no pagamento dos alistados e do pequeno salário que lhes é pago (R$ 48,00) e afirmam que as cestas sao menores, têm menor valor nutritivo e muitas vezes incluem alimentos estragados. Também reivindicam a ampliaçao do programa.

Os que deixaram o programa por conta das chuvas ocorridas no início do ano querem retornar. É o caso do Piauí, Minas Gerais, parte do Ceará e parte da Bahia. A fim de detalhar as necessidades de cada Estado num relatório de pleitos a ser analisado pelo governo federal, a Sudene reúne terça-feira, em sua sede, secretários estaduais, representantes de associaçoes de municípios e de trabalhadores.

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