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Caso PC: promotor vai investigar tentativa de suborno


Do Diário do Grande ABC

27/08/1999 | 22:36


O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Edmilson Miranda, disse nesta sexta-feira que o deputado Augusto Farias (PPB-AL) fez acusaçoes ao governador Ronaldo Lessa e a policiais porque ``está desesperado'' com a reabertura das investigaçoes sobre a morte do irmao, Paulo César Farias. ``Quem nao deve nao tem o que temer. Eu já disse que nao aceito interferência de políticos na minha secretaria e isso incomoda gente como ele'', afirmou Miranda.

Augusto culpou o governador Ronaldo Lessa pela violência no estado e acusou os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade de extorsao, tráfico de drogas e assassinatos. Os dois policiais investigam as mortes de PC Farias e sua namorada, Suzana Marcolino. A versao dada pela polícia alagoana em 1996 - Suzana matou PC e se suicidou - foi contestada pelo Ministério Público, que determinou a reabertura do caso.

Ceci - Segundo Augusto, a omissao do governador no combate à criminalidade no estado causou a morte da deputada Ceci Cunha, assassinada por três pistoleiros em dezembro de 1998. O secretário Edmilson Miranda disse que Augusto foi o culpado da morte de Ceci: ``Ele poderia ter evitado a morte da deputada Ceci Cunha porque sabia do plano para executar um deputado federal e nao fez nada. Preferiu calar e fazer um conluio com o pistoleiro Chapéu de Couro''.

Miranda disse que Augusto atacou a polícia porque nao conseguiu influir nas investigaçoes sobre a morte do irmao. ``Gente como ele estava acostumada a mandar e desmandar no trabalho de segurança pública no estado'', afirmou.

Suborno - As declaraçoes de Augusto foram feitas quinta-feira, em entrevista coletiva. Ele havia sido acusado de tentar subornar o delegado Antônio Carlos Lessa usando o jornalista Roberto Baía, chefe da sucursal do jornal Tribuna de Alagoas, da família Farias, em Arapiraca. Augusto reagiu atacando a cúpula da Secretaria de Segurança, os dois delegados do caso PC e o governador Ronaldo Lessa.

O deputado prometeu divulgar no domingo na Tribuna provas do envolvimento dos delegados Andrade e Lessa, que é primo do governador Ronaldo Lessa, com o tráfico de drogas, extorsao e crimes de pistolagem.

Indiciamento - O delegado Antônio Carlos Lessa disse que as acusaçoes revelam o desespero que tomou conta de Augusto, desde que a imprensa divulgou detalhes da tentativa de suborno feita pelo jornalista Roberto Baía. Augusto teria oferecido dinheiro para nao ser indiciado no inquérito do caso PC.

``Eu vou aguardar o dossiê que ele diz ter, mas nao estou nem um pouco preocupado, pois tenho ficha limpa na Polícia Civil. Acho que ele está desesperado. As únicas coisas que pode encontrar contra a minha pessoa sao dois títulos de cidadao honorário que recebi e homenagens de vários setores da sociedade. Por isso estou tranqüilo e vou esperar a tal matéria bomba do jornal do deputado'', afirmou o delegado.

``Já tentaram sujar a minha imagem com denúncias falsas feitas por um assaltante de bancos, mas o caso foi apurado com muito rigor pela corregedoria da Secretaria de Segurança Pública, que nao encontrou nada contra mim'', concluiu Lessa.

Fitas - O promotor Luiz Vasconcellos, responsável pelo caso PC, decidiu investigar a denúncia de tentativa de suborno feita contra Augusto. Vasconcellos pediu ao secretário Edmilson Miranda cópias das duas fitas - uma de vídeo e uma de áudio - foram gravadas pelo delegado Lessa e a indicaçao de um delegado especial para acompanhar o inquérito policial.

O jornalista Roberto Baía, o delegado Antônio Lessa e o deputado Augusto Farias serao convocados pelo promotor para prestar depoimento.



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Caso PC: promotor vai investigar tentativa de suborno

Do Diário do Grande ABC

27/08/1999 | 22:36


O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Edmilson Miranda, disse nesta sexta-feira que o deputado Augusto Farias (PPB-AL) fez acusaçoes ao governador Ronaldo Lessa e a policiais porque ``está desesperado'' com a reabertura das investigaçoes sobre a morte do irmao, Paulo César Farias. ``Quem nao deve nao tem o que temer. Eu já disse que nao aceito interferência de políticos na minha secretaria e isso incomoda gente como ele'', afirmou Miranda.

Augusto culpou o governador Ronaldo Lessa pela violência no estado e acusou os delegados Antônio Carlos Lessa e Alcides Andrade de extorsao, tráfico de drogas e assassinatos. Os dois policiais investigam as mortes de PC Farias e sua namorada, Suzana Marcolino. A versao dada pela polícia alagoana em 1996 - Suzana matou PC e se suicidou - foi contestada pelo Ministério Público, que determinou a reabertura do caso.

Ceci - Segundo Augusto, a omissao do governador no combate à criminalidade no estado causou a morte da deputada Ceci Cunha, assassinada por três pistoleiros em dezembro de 1998. O secretário Edmilson Miranda disse que Augusto foi o culpado da morte de Ceci: ``Ele poderia ter evitado a morte da deputada Ceci Cunha porque sabia do plano para executar um deputado federal e nao fez nada. Preferiu calar e fazer um conluio com o pistoleiro Chapéu de Couro''.

Miranda disse que Augusto atacou a polícia porque nao conseguiu influir nas investigaçoes sobre a morte do irmao. ``Gente como ele estava acostumada a mandar e desmandar no trabalho de segurança pública no estado'', afirmou.

Suborno - As declaraçoes de Augusto foram feitas quinta-feira, em entrevista coletiva. Ele havia sido acusado de tentar subornar o delegado Antônio Carlos Lessa usando o jornalista Roberto Baía, chefe da sucursal do jornal Tribuna de Alagoas, da família Farias, em Arapiraca. Augusto reagiu atacando a cúpula da Secretaria de Segurança, os dois delegados do caso PC e o governador Ronaldo Lessa.

O deputado prometeu divulgar no domingo na Tribuna provas do envolvimento dos delegados Andrade e Lessa, que é primo do governador Ronaldo Lessa, com o tráfico de drogas, extorsao e crimes de pistolagem.

Indiciamento - O delegado Antônio Carlos Lessa disse que as acusaçoes revelam o desespero que tomou conta de Augusto, desde que a imprensa divulgou detalhes da tentativa de suborno feita pelo jornalista Roberto Baía. Augusto teria oferecido dinheiro para nao ser indiciado no inquérito do caso PC.

``Eu vou aguardar o dossiê que ele diz ter, mas nao estou nem um pouco preocupado, pois tenho ficha limpa na Polícia Civil. Acho que ele está desesperado. As únicas coisas que pode encontrar contra a minha pessoa sao dois títulos de cidadao honorário que recebi e homenagens de vários setores da sociedade. Por isso estou tranqüilo e vou esperar a tal matéria bomba do jornal do deputado'', afirmou o delegado.

``Já tentaram sujar a minha imagem com denúncias falsas feitas por um assaltante de bancos, mas o caso foi apurado com muito rigor pela corregedoria da Secretaria de Segurança Pública, que nao encontrou nada contra mim'', concluiu Lessa.

Fitas - O promotor Luiz Vasconcellos, responsável pelo caso PC, decidiu investigar a denúncia de tentativa de suborno feita contra Augusto. Vasconcellos pediu ao secretário Edmilson Miranda cópias das duas fitas - uma de vídeo e uma de áudio - foram gravadas pelo delegado Lessa e a indicaçao de um delegado especial para acompanhar o inquérito policial.

O jornalista Roberto Baía, o delegado Antônio Lessa e o deputado Augusto Farias serao convocados pelo promotor para prestar depoimento.

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