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Indústria aposta em ovos maiores



21/02/2010 | 07:00


Os consumidores vão encontrar nas prateleiras do varejo nesta Páscoa ovos de chocolates com tamanhos e preços maiores. A indústria de chocolates, após reduzir a gramatura média dos produtos no ano passado, em razão dos efeitos da crise, aposta agora no forte avanço das vendas. Já os preços no varejo devem subir até 6%, puxados pelos reajustes dos últimos meses do açúcar e do cacau.

A franquia Cacau Show prevê crescimento de até 20% no volume das vendas em lojas com mais de um ano de funcionamento nesta Páscoa. A rede preparou o lançamento de 14 novos produtos para oferecer aos consumidores neste ano. "Este mercado é alavancado por novidades. Os chocolates têm de estar sempre sendo remodelados", diz o gerente de marketing da empresa, Stefenson Soalheiro.

Segundo ele, a maior parte do faturamento da franquia deverá vir da venda de ovos entre 200 e 400 gramas. "No ano passado, as gramaturas de 80 a 160 gramas foram as mais vendidas", explica Soalheiro. A expectativa da empresa é chegar à Páscoa com cerca de 800 lojas, frente às 653 lojas da mesma data de 2009. Levando em consideração todas as unidades, a Cacau Show diz esperar por alta superior a 40% nas vendas.

A fabricante suíça Lindt espera crescimento de 30% no volume das vendas. Segundo a gerente de produtos da Lindt para o Brasil, Camila Corsini, na Páscoa passada a venda de itens mais caros sofreu o impacto da crise, mas a expectativa é de reversão neste ano. "A retomada ficou bem clara a partir do meio do ano passado", diz.

Sem revelar números, tanto a Garoto quanto a Nestlé apostam na retomada das vendas. A Nestlé ampliou em 15% seus lançamentos, com destaques para ovos com gramaturas de até 330 gramas. A empresa informou ainda estar preparando reforço na atuação nos pontos-de-venda. Já a Garoto lançou 15 produtos exclusivamente para esta Páscoa.

Nos supermercados, a expectativa é de que os produtos com marca própria puxem as vendas. O Grupo Pão de Açúcar espera alta de até 30%, segundo o diretor comercial da rede, Jorge Faiçal Filho.

Para as demais categorias, a expectativa é de incremento de 15%. A partir desta semana, as tradicionais parreiras de ovos passam a compor a decoração das lojas, com mais de 90 lançamentos.

Na Bauducco, o gerente de produtos sazonais, Rodrigo Mainieri, prevê evolução de 15%. Ele ressalta, porém, que o desempenho do Natal com alta de 25% surpreendeu, e não descarta percentual de vendas superior ao estimado inicialmente para a Páscoa.

Já a gerente de marketing da Hershey's Brasil, Renata Vieira, diz que os preços do chocolate bruto, utilizados na

fabricação de barras, estão entre 5% e 10% superiores ao do ano passado. A empresa trabalha com a perspectiva de um incremento de 12% das vendas nesta Páscoa.

Nos últimos doze meses, os preços do açúcar e do cacau, cotados na Bolsa de Nova York, subiram, respectivamente, cerca de 87% e 16%. Na Cacau Show, Soalheiro prevê um reajuste de 6% nos preços dos produtos cobrados na ponta aos consumidores.

O presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda, diz acreditar que, mesmo com a alta nos preços, o consumo não deve ser afetado. "A indústria está lançando ovos de chocolates para todos os tipos de bolsos". Para o diretor do departamento de Economia da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), Denis Ribeiro, a concorrência entre as redes deverá limitar o repasse dos preços dos insumos aos consumidores.



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Indústria aposta em ovos maiores


21/02/2010 | 07:00


Os consumidores vão encontrar nas prateleiras do varejo nesta Páscoa ovos de chocolates com tamanhos e preços maiores. A indústria de chocolates, após reduzir a gramatura média dos produtos no ano passado, em razão dos efeitos da crise, aposta agora no forte avanço das vendas. Já os preços no varejo devem subir até 6%, puxados pelos reajustes dos últimos meses do açúcar e do cacau.

A franquia Cacau Show prevê crescimento de até 20% no volume das vendas em lojas com mais de um ano de funcionamento nesta Páscoa. A rede preparou o lançamento de 14 novos produtos para oferecer aos consumidores neste ano. "Este mercado é alavancado por novidades. Os chocolates têm de estar sempre sendo remodelados", diz o gerente de marketing da empresa, Stefenson Soalheiro.

Segundo ele, a maior parte do faturamento da franquia deverá vir da venda de ovos entre 200 e 400 gramas. "No ano passado, as gramaturas de 80 a 160 gramas foram as mais vendidas", explica Soalheiro. A expectativa da empresa é chegar à Páscoa com cerca de 800 lojas, frente às 653 lojas da mesma data de 2009. Levando em consideração todas as unidades, a Cacau Show diz esperar por alta superior a 40% nas vendas.

A fabricante suíça Lindt espera crescimento de 30% no volume das vendas. Segundo a gerente de produtos da Lindt para o Brasil, Camila Corsini, na Páscoa passada a venda de itens mais caros sofreu o impacto da crise, mas a expectativa é de reversão neste ano. "A retomada ficou bem clara a partir do meio do ano passado", diz.

Sem revelar números, tanto a Garoto quanto a Nestlé apostam na retomada das vendas. A Nestlé ampliou em 15% seus lançamentos, com destaques para ovos com gramaturas de até 330 gramas. A empresa informou ainda estar preparando reforço na atuação nos pontos-de-venda. Já a Garoto lançou 15 produtos exclusivamente para esta Páscoa.

Nos supermercados, a expectativa é de que os produtos com marca própria puxem as vendas. O Grupo Pão de Açúcar espera alta de até 30%, segundo o diretor comercial da rede, Jorge Faiçal Filho.

Para as demais categorias, a expectativa é de incremento de 15%. A partir desta semana, as tradicionais parreiras de ovos passam a compor a decoração das lojas, com mais de 90 lançamentos.

Na Bauducco, o gerente de produtos sazonais, Rodrigo Mainieri, prevê evolução de 15%. Ele ressalta, porém, que o desempenho do Natal com alta de 25% surpreendeu, e não descarta percentual de vendas superior ao estimado inicialmente para a Páscoa.

Já a gerente de marketing da Hershey's Brasil, Renata Vieira, diz que os preços do chocolate bruto, utilizados na

fabricação de barras, estão entre 5% e 10% superiores ao do ano passado. A empresa trabalha com a perspectiva de um incremento de 12% das vendas nesta Páscoa.

Nos últimos doze meses, os preços do açúcar e do cacau, cotados na Bolsa de Nova York, subiram, respectivamente, cerca de 87% e 16%. Na Cacau Show, Soalheiro prevê um reajuste de 6% nos preços dos produtos cobrados na ponta aos consumidores.

O presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda, diz acreditar que, mesmo com a alta nos preços, o consumo não deve ser afetado. "A indústria está lançando ovos de chocolates para todos os tipos de bolsos". Para o diretor do departamento de Economia da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), Denis Ribeiro, a concorrência entre as redes deverá limitar o repasse dos preços dos insumos aos consumidores.

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