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Um 'baita' conversível


Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

10/06/2009 | 07:00


De uns tempos para cá, os brasileiros endinheirados têm sido contemplados com a dúvida de qual carro comprar. Ofertas não faltam. São esportivos, sedãs, utilitários esportivos, picapes, importados ou nacionais. Agora, para incrementar ainda mais o leque de opções e aumentar a interrogação na hora de bater o martelo, a Volkswagen traz para o Brasil o conversível Eos - depois de alguns meses de atraso.

O Diário teve a oportunidade de esmiuçar o modelo fabricado em Portugal e que desde o início do ano está disponível em algumas concessionárias pelo preço de R$ 159,9 mil.

O design chama logo os holofotes para si. Com a capota rígida fechada, os olhos tendem a acreditar tratar-se de um cupê. As duas portas - grandes e pesadas - acentuam a sensação. Não foram poucos os que se surpreenderam com a verdade: "mentira que é um conversível!" As rodas de liga leve de 17" estilo Le Mans dão mais esportividade aos traços sóbrios.

A linha de cintura elevada conserva a robustez. O conjunto óptico dianteiro não arranca suspiros, mas traz o DNA da marca alemã. As lanternas traseiras remetem aos irmãos Tiguan e Passat CC.

Mas é com a capota baixa que a exclusividade da Deusa do Amanhecer - significado da palavra Eos segundo a mitologia grega - se revela. E agrada! Para deixar de ser cupê e transformar-se em conversível são necessários apenas 25 segundos, tempo em que é preciso segurar puxado um botão localizado no console central, próximo ao descanso de braço. Se necessário, a operação de abrir ou fechar do teto pode ser interrompida a qualquer momento. Um sensor localizado na traseira também suspende a mutação caso detecte um obstáculo.

E não podemos esquecer que, mesmo sendo um cabriolet, o Eos é equipado com teto solar - ideal para os dias ensolarados que pedem discrição.

INTERIOR - No País dos carros chamados populares, o Eos transita amigavelmente na alta sociedade. É vip. O acabamento de couro branco é de qualidade. As costuras são boas e os encaixes das peças, precisos. Nada além do que um carro de R$ 159,9 mil deve oferecer.

Destaque também para os detalhes de alumínio nas maçanetas das portas, no câmbio e no painel central. O painel de instrumentos, por sua vez, tem visualização completa. A iluminação combinando as cores azul e vermelha seguem a dinastia Volkswagen.

A ergonomia é boa. É fácil vestir o carro. No entanto, a falta de ajuste elétrico dos bancos - principalmente para a altura - compromete o requinte.

A lista de equipamentos de série, porém, é vasta. Por isso, vamos apenas aos principais: ar-condicionado Climatronic de duas zonas, rádio CD player com MP3 com disqueteira para seis CDs, função Comming/Leaving home, direção servo-assistida dependente da velocidade, sensor de chuva, controlador de velocidade, defletor de teto, air bags frontais e laterais, freios com ABS e controle de estabilidade, sensor de estacionamento, sistema de proteção em caso de rollover, entre outros.

DESEMPENHO - A Deusa do Amanhecer não se limita a estilo, capota retrátil, conforto e tecnologia. Desempenho está entre seus principais atributos. O motor 2.0 Turbo FSI empurra - e muito! São 147 cv de potência, todos sob medida para um conversível de 1.560 quilos. Mas é o torque do Eos que aguça quem gosta de acelerar. Os 28,5 mkgf entregues já a 1.700 rpm impressionam. Para pisar fundo no pedal da direita é preciso, antes de tudo, estar preparado para o coice.

A transmissão automática Tiptronic DSG de seis velocidades funciona em sintonia com o propulsor. As trocas ocorrem sem trancos e não inibem o despejar de potência. A possibilidade de efetuar as mudanças por meio de aletas atrás do volante contempla os que gostam de uma condução mais agressiva.

Por fim, a suspensão, ligeiramente acertada para o conforto, poderia ser mais rígida, completando o pacote esportivo. Ponto negativo também para o barulho exagerado na cabine quando a capota está recolhida. A sensação é de que algo está solto.



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Um 'baita' conversível

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

10/06/2009 | 07:00


De uns tempos para cá, os brasileiros endinheirados têm sido contemplados com a dúvida de qual carro comprar. Ofertas não faltam. São esportivos, sedãs, utilitários esportivos, picapes, importados ou nacionais. Agora, para incrementar ainda mais o leque de opções e aumentar a interrogação na hora de bater o martelo, a Volkswagen traz para o Brasil o conversível Eos - depois de alguns meses de atraso.

O Diário teve a oportunidade de esmiuçar o modelo fabricado em Portugal e que desde o início do ano está disponível em algumas concessionárias pelo preço de R$ 159,9 mil.

O design chama logo os holofotes para si. Com a capota rígida fechada, os olhos tendem a acreditar tratar-se de um cupê. As duas portas - grandes e pesadas - acentuam a sensação. Não foram poucos os que se surpreenderam com a verdade: "mentira que é um conversível!" As rodas de liga leve de 17" estilo Le Mans dão mais esportividade aos traços sóbrios.

A linha de cintura elevada conserva a robustez. O conjunto óptico dianteiro não arranca suspiros, mas traz o DNA da marca alemã. As lanternas traseiras remetem aos irmãos Tiguan e Passat CC.

Mas é com a capota baixa que a exclusividade da Deusa do Amanhecer - significado da palavra Eos segundo a mitologia grega - se revela. E agrada! Para deixar de ser cupê e transformar-se em conversível são necessários apenas 25 segundos, tempo em que é preciso segurar puxado um botão localizado no console central, próximo ao descanso de braço. Se necessário, a operação de abrir ou fechar do teto pode ser interrompida a qualquer momento. Um sensor localizado na traseira também suspende a mutação caso detecte um obstáculo.

E não podemos esquecer que, mesmo sendo um cabriolet, o Eos é equipado com teto solar - ideal para os dias ensolarados que pedem discrição.

INTERIOR - No País dos carros chamados populares, o Eos transita amigavelmente na alta sociedade. É vip. O acabamento de couro branco é de qualidade. As costuras são boas e os encaixes das peças, precisos. Nada além do que um carro de R$ 159,9 mil deve oferecer.

Destaque também para os detalhes de alumínio nas maçanetas das portas, no câmbio e no painel central. O painel de instrumentos, por sua vez, tem visualização completa. A iluminação combinando as cores azul e vermelha seguem a dinastia Volkswagen.

A ergonomia é boa. É fácil vestir o carro. No entanto, a falta de ajuste elétrico dos bancos - principalmente para a altura - compromete o requinte.

A lista de equipamentos de série, porém, é vasta. Por isso, vamos apenas aos principais: ar-condicionado Climatronic de duas zonas, rádio CD player com MP3 com disqueteira para seis CDs, função Comming/Leaving home, direção servo-assistida dependente da velocidade, sensor de chuva, controlador de velocidade, defletor de teto, air bags frontais e laterais, freios com ABS e controle de estabilidade, sensor de estacionamento, sistema de proteção em caso de rollover, entre outros.

DESEMPENHO - A Deusa do Amanhecer não se limita a estilo, capota retrátil, conforto e tecnologia. Desempenho está entre seus principais atributos. O motor 2.0 Turbo FSI empurra - e muito! São 147 cv de potência, todos sob medida para um conversível de 1.560 quilos. Mas é o torque do Eos que aguça quem gosta de acelerar. Os 28,5 mkgf entregues já a 1.700 rpm impressionam. Para pisar fundo no pedal da direita é preciso, antes de tudo, estar preparado para o coice.

A transmissão automática Tiptronic DSG de seis velocidades funciona em sintonia com o propulsor. As trocas ocorrem sem trancos e não inibem o despejar de potência. A possibilidade de efetuar as mudanças por meio de aletas atrás do volante contempla os que gostam de uma condução mais agressiva.

Por fim, a suspensão, ligeiramente acertada para o conforto, poderia ser mais rígida, completando o pacote esportivo. Ponto negativo também para o barulho exagerado na cabine quando a capota está recolhida. A sensação é de que algo está solto.

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