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Consumidores voltam a pagar com cheques


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

10/12/2008 | 07:00


Para driblar as dificuldades de conseguir financiamento, cada vez mais consumidores optam pelo uso do cheque. A restrição de crédito - ocasionada pela crise econômica, que assombra o mundo desde meados de setembro - faz com que o velho e bom cheque volte ser opção de pagamento.

Segundo estudos da ABVCheque (Associação Brasileira para Valorização do Cheque), os pagamentos nessa modalidade movimentaram R$ 1,95 trilhão nos primeiros dez meses do ano - crescimento de R$ 130 bilhões ante janeiro a outubro de 2007.

Até o fim do ano, a estimativa é que o instrumento atinja a marca de R$ 2,35 trilhões. "Os lojistas e consumidores passaram a ver o cheque como opção de crédito direto e rápido, sem tantas formalidades como exigem os financiamentos", explica Carlos Pastor, presidente da ABVCheque. " Não há perigo de entrar no crédito rotativo, como no caso dos cartões de crédito, no qual a cobrança de juros e correções pode superar a casa dos 10% ao mês", conclui.

Segundo a entidade, os cheques pré-datados movimentam mais de R$ 400 bilhões ao ano. Enquanto com cartão de crédito, Pastor diz que a previsão de movimentação neste ano é de R$ 223,5 bilhões.

Pesquisa realizada pela TeleCheque aponta que no mês de novembro o número de cheques pré-datados alcançou 81,14% dos papéis emitidos no Brasil - aumento de 8,56% em relação ao mesmo período de 2007.
"Esse índice reflete a nova postura do brasileiro mediante os reflexos iniciais da crise. Gastar agora só com itens de primeira necessidade e de alto giro", enfatiza José Antonio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque.

A advogada Maria Gabriella Vilage é uma das consumidoras que voltou a usar cheques. "Há alguns meses achava que era velharia", brinca. "Mas com esse temor que tomou conta do mercado voltei a usar para evitar olhares desconfiados e parcelar as compras de forma imediata", conta.

Os lojistas também têm vantagens. Podem minimizar gastos com pagamento das taxas cobradas pelas administradoras de cartões, além de ter acesso mais fácil às linhas de crédito para antecipação, uma vez que o cheque é um título de crédito.

"Em momento de incertezas e indefinições do que acontecerá com a economia, e o que isso vai refletir no cotidiano das pessoas, o pré-datado é alternativa mais segura para o mercado financeiro nas operações de antecipação de recebíveis. Além disso, cada consumidor pode estabelecer seus limites", diz Praxedes.



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