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Djavan se despede de SP

Cantor realiza a penúltima apresentação da turnê do CD Matizes nesta sexta-feira, às 23h, no Aramaçan


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

04/12/2008 | 07:00


Construtor de harmonias sofisticadas, intérprete refinado e, ao mesmo tempo, detentor de uma coleção de hits, o cantor e compositor alagoano Djavan realiza a penúltima apresentação da turnê do CD Matizes, nesta sexta-feira, às 23h, no Clube Atlético Aramaçan, em Santo André. A casa abre às 20h e as entradas custam R$ 50 (pista), R$ 200 (por pessoa nas mesas) e R$ 1 mil (camarote para 12 pessoas, sem bufê). Estudantes pagam R$ 30 pelos ingressos da pista. 

No palco, o músico mostra o repertório de seu mais recente álbum, o 18º título de sua discografia. Composto por 12 faixas inéditas, o disco foi lançado em 2007 pela gravadora de Djavan, a Luanda Records, e tem entre seus destaques composições como Imposto e Joaninha, um ‘samba torto' pontuado por alterações rítmicas.

Outro bom momento é Delírio dos Mortais, declaração de amor ao Rio de Janeiro, cidade que o artista escolheu para viver nos anos 1970. Também não devem faltar sucessos como Eu te Devoro e Oceano.

Composições - Dono de um estilo facilmente reconhecível, Djavan notabilizou-se como um compositor que, apesar de acessível para o grande público, nunca precisou apelar para fórmulas fáceis. Quando inicia uma composição, sente-se motivado a não repetir idéias bem-sucedidas de produções anteriores.

"Esse é o grande desafio. A cada nova música tento demonstrar um frescor, tento avançar. A diversidade do meu trabalho acaba me ajudando", conta o autor.

Há um ano e dois meses na estrada com a turnê Matizes - que termina no sábado, na Fundição Progresso, no Rio - o medalhão da MPB ressalta que as composições registradas em estúdio sempre são alteradas positivamente nos shows.

"A coisa de você repetir as músicas diariamente faz com que elas ganhem nuances. Essa turnê foi extensa, ficamos um ano e dois meses viajando. Pretendo parar para descansar e depois começarei a pensar no próximo disco."

Para interpretar os arranjos, o instrumentista conta com um grupo de apoio que inclui seus dois filhos, Max (guitarra) e João Viana (bateria). "Desde quando eles eram muito pequenos, minha reação foi a de acompanhar a inclinação deles. Acho ótimo tocar com os dois", afirma o cantor.

Completam a formação da banda os integrantes Renato Fonseca (teclados), Sérgio Carvalho (trombone), Josué Lopez (saxofone), François Lima (trombone) e Walmir Gil (trompete).

Independente - Descontente com os ditames da indústria fonográfica, Djavan optou por trilhar o caminho da independência ao fundar a Luanda Records. Segundo ele, a decisão de sair do universo das multinacionais não afetou sua estrutura profissional.

"O fato de ter aberto essa gravadora deve-se a dois objetivos. Primeiro, vi que seria um desafio enorme e sou impulsionado por desafios. Também queria administrar minha carreira do jeito que considero correto."

Para exemplificar essa mudança de rota, o cantor cita os lançamentos de seus CDs no Exterior. "Minha antiga gravadora era a Sony BMG. Se a filial dela em Portugal não gostasse do disco, ele não seria lançado lá. Agora tenho muito mais chances de negociar com outras gravadoras", sintetiza.

Jorge Vercilo - Desde que se tornou conhecido nacionalmente, no início da década, o cantor e compositor Jorge Vercilo é freqüentemente comparado ao alagoano, criador de diversos clássicos da música popular, entre eles Meu Bem Querer e Sina. Canções de Vercilo como Que Nem Maré e Homem-Aranha são exemplares dessa influência. Para Djavan, não há qualquer relação entre os dois e o colega de profissão se consolidou merecidamente.

"Acho tudo isso uma bobagem e essas comparações nunca fizeram sentido para mim. Não há como enquadrar pessoas que estão em dimensões diferentes."

Djavan - Show. Nesta sexta-feira, às 23h. No Clube Atlético Aramaçan - Rua São Pedro, 345. Abertura da casa às 20h. Tel.: 4972-8200. Ingr.: R$ 30 (pista para estudantes); R$ 50 (pista); R$ 200 (por pessoa nas mesas); e R$ 1.000 (camarote para 12 pessoas, sem bufê).

 

 

 



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Djavan se despede de SP

Cantor realiza a penúltima apresentação da turnê do CD Matizes nesta sexta-feira, às 23h, no Aramaçan

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

04/12/2008 | 07:00


Construtor de harmonias sofisticadas, intérprete refinado e, ao mesmo tempo, detentor de uma coleção de hits, o cantor e compositor alagoano Djavan realiza a penúltima apresentação da turnê do CD Matizes, nesta sexta-feira, às 23h, no Clube Atlético Aramaçan, em Santo André. A casa abre às 20h e as entradas custam R$ 50 (pista), R$ 200 (por pessoa nas mesas) e R$ 1 mil (camarote para 12 pessoas, sem bufê). Estudantes pagam R$ 30 pelos ingressos da pista. 

No palco, o músico mostra o repertório de seu mais recente álbum, o 18º título de sua discografia. Composto por 12 faixas inéditas, o disco foi lançado em 2007 pela gravadora de Djavan, a Luanda Records, e tem entre seus destaques composições como Imposto e Joaninha, um ‘samba torto' pontuado por alterações rítmicas.

Outro bom momento é Delírio dos Mortais, declaração de amor ao Rio de Janeiro, cidade que o artista escolheu para viver nos anos 1970. Também não devem faltar sucessos como Eu te Devoro e Oceano.

Composições - Dono de um estilo facilmente reconhecível, Djavan notabilizou-se como um compositor que, apesar de acessível para o grande público, nunca precisou apelar para fórmulas fáceis. Quando inicia uma composição, sente-se motivado a não repetir idéias bem-sucedidas de produções anteriores.

"Esse é o grande desafio. A cada nova música tento demonstrar um frescor, tento avançar. A diversidade do meu trabalho acaba me ajudando", conta o autor.

Há um ano e dois meses na estrada com a turnê Matizes - que termina no sábado, na Fundição Progresso, no Rio - o medalhão da MPB ressalta que as composições registradas em estúdio sempre são alteradas positivamente nos shows.

"A coisa de você repetir as músicas diariamente faz com que elas ganhem nuances. Essa turnê foi extensa, ficamos um ano e dois meses viajando. Pretendo parar para descansar e depois começarei a pensar no próximo disco."

Para interpretar os arranjos, o instrumentista conta com um grupo de apoio que inclui seus dois filhos, Max (guitarra) e João Viana (bateria). "Desde quando eles eram muito pequenos, minha reação foi a de acompanhar a inclinação deles. Acho ótimo tocar com os dois", afirma o cantor.

Completam a formação da banda os integrantes Renato Fonseca (teclados), Sérgio Carvalho (trombone), Josué Lopez (saxofone), François Lima (trombone) e Walmir Gil (trompete).

Independente - Descontente com os ditames da indústria fonográfica, Djavan optou por trilhar o caminho da independência ao fundar a Luanda Records. Segundo ele, a decisão de sair do universo das multinacionais não afetou sua estrutura profissional.

"O fato de ter aberto essa gravadora deve-se a dois objetivos. Primeiro, vi que seria um desafio enorme e sou impulsionado por desafios. Também queria administrar minha carreira do jeito que considero correto."

Para exemplificar essa mudança de rota, o cantor cita os lançamentos de seus CDs no Exterior. "Minha antiga gravadora era a Sony BMG. Se a filial dela em Portugal não gostasse do disco, ele não seria lançado lá. Agora tenho muito mais chances de negociar com outras gravadoras", sintetiza.

Jorge Vercilo - Desde que se tornou conhecido nacionalmente, no início da década, o cantor e compositor Jorge Vercilo é freqüentemente comparado ao alagoano, criador de diversos clássicos da música popular, entre eles Meu Bem Querer e Sina. Canções de Vercilo como Que Nem Maré e Homem-Aranha são exemplares dessa influência. Para Djavan, não há qualquer relação entre os dois e o colega de profissão se consolidou merecidamente.

"Acho tudo isso uma bobagem e essas comparações nunca fizeram sentido para mim. Não há como enquadrar pessoas que estão em dimensões diferentes."

Djavan - Show. Nesta sexta-feira, às 23h. No Clube Atlético Aramaçan - Rua São Pedro, 345. Abertura da casa às 20h. Tel.: 4972-8200. Ingr.: R$ 30 (pista para estudantes); R$ 50 (pista); R$ 200 (por pessoa nas mesas); e R$ 1.000 (camarote para 12 pessoas, sem bufê).

 

 

 

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